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Balança caixão
O menino sorteado estava no "pais" com a cabeça voltada para o muro.
Os demais enfileirados atrás, segurando um no ombro do outro. O último
gritou:
— Balança caixão.
O primeiro respondeu:
— Balança você; bata na bunda e vá se esconder. Bateu no da frente e foi se
esconder.
As perguntas e respostas se sucederam até o último da fila.
Ao grito dos escondidos o "pais" saiu a procurá-los. Achou um; correu atrás,
mas não conseguiu tocá-lo até o "pais". Ficou livre. O quinto, porém, consegiu
pegá-lo com facilidade. Passou a vara e este recomeçou a brincadeira.
(WOLFF, Emílio Silvestre. Nosso folclore. snt,
p.150)
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