A chula é uma das manifestações populares mais marcantes do folclore gaúcho. A chula como canção, foi muito popular no Brasil até meados do século XIX, mas suas origens são obscuras. Alguns estudiosos dizem que ela veio de Portugal, da região do Minho e do Douro, ou do Açores. Outros, entretanto, consideram-na muito próxima do lundu ou do baião dos baianos, logo com raízes perfeitamente brasileiras.
Quanto à chula dança, as informações são tão diversificadas, que é impossível identificar rigorosamente suas raízes folclóricas.
A chula, popular em todo Rio Grande do Sul, é uma dança em desafio, executada apenas por homens. O desafio é feito estendendo-se uma vara de madeira, com a espessura de um cabo de vassoura e medindo mais ou menos 4 metros de comprimento. Em cada uma das extremidades posta-se um dançarino que, ao som da música passa a executar complicados passos e sapateados a um e ao outro lado da vara, avançando e recuando, conforme se desenvolve o ritmo. O desafio está lançado. O outro bailarino deverá repetir os passos, mas de maneira mais complexa e aperfeiçoada. Será desclassificado o dançarino que perder o ritmo ou que se afastar da música, que errar o passo ou deslocar com os pés a haste de madeira, ou, ainda, que não puder repetir com exatidão o passo executado antes por seu adversário. O vencedor será aquele que, não sendo desclassificado, consiga executar uma figura que o oponente não possa repetir.
Por seu caráter de disputa, a chula aproxima-se do malambo, dos platinos, ou de certas danças brasileiras de fundo ginástico, que permitem aos participante demonstrar suas habilidades físicas e coreográficas.