Baíra foi tirar mel de pau, levando seu machado e dois jamarus.
Encontrou uma árvore onde viu abelhas zunindo e encostou-lhe no tronco um mutá que por ali estava atirado.
Subiu os degraus e foi logo dando machadadas no tronco da árvore.
Mas, distraindo-se, em vez de cortar o pau, cortou a própria barriga.
E não sentiu dor nenhuma. Por isso continuou a dar machadadas na árvore.
Quando beija-flores, abelhas e moscas começaram a voar em redor da sua barriga, Baíra viu que dali jorrava mel, cheiroso e amarelinho.
Provou daquele mel e achou bom.
Desceu do mutá e encheu os jamarus com aquele mel, cheiroso e amarelinho.
Depois soprou sobre o golpe que fizera na própria barriga. E o golpe sarou logo.
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