| Pesquisa - Cancioneiro - Ano IV - Ano III - Ano II - Ano I nº 47 - julho de 2002
A velha Bizunga, um canto popular
do Brasil recolido por Sílvio Romero em Maricá, Rio de Janeiro, en fins do século XIX.
"- Marido, se alevante, / Deixe de ser preguiçoso, / O homem que não
trabalha / Não pode comer gostoso." Uma coleção de versos sobre o
preguiçoso e sua mulher, colhidos no estado de Sergipe, por Jackson da Silva Lima.
"Dizem, não sei se é ditado, / Que ao diabo ninguém logra; / Porém vou
contar o caso / Que se deu com minha sogra." A sogra
enganando o diabo.
nº 46 - junho de 2002
"Agora triste começo / A
manifestar o meu fado / Os meus grandes aveixames / A vida de um desgraçado." O ABC do
vaqueiro em tempo de seca, recolhido no Ceará por Sílvio Romero.
Os segredos do futuro. Versos
extraídos do livro de sortes de Xico Braz, publicado em 1914.
Galanteios e milongagens. Versos do cancioneiro gaúcho
recolhidos por João Simões de Lopes Neto.
nº 45 - maio de 2002
"Então deste bom casal /
nasceu somente um filhinho / batizou-se por Antônio / mas chamavam-lhe Toinho / e é
sobre este menino / que minha história encaminho." A história de Toinho e Mariquinha.
A
mal-assombrada peleja de Francisco Sales com o "Negro Visão", cordel de
Francisco Sales Areda.
"No verão, quando não há / capim na terra / e milho no paiol, / solenemente
mastigo / areia, pedras e sol" Memórias do boi Serapião.
nº 44 - abril de 2002
"Deus bebeu, quando esta sogra
me deu." 28 de abril, dia da sogra. Minha sogra na algibeira.
A-Bê-Cê dos Casados, recolhido em
Sítio do Mato, região do Médio São Francisco.
"Emboladas são décimas generalizadamente cantadas em versos de quatro
e de cinco sílabas, próprias para as pelejas incruentas, para os lances dos entreveros
demolidores." Emboladas, por F. Coutinho Filho.
nº 43 - março de 2002
"Observar, relacionar e
generalizar fatos e coincidências com a meteorologia talvez seja uma das atividades
humanas mais antigas..." Seca, cordel e folclore, por Thelma
Regina Siqueira Linhares.
"Marcela, boa vizinha, / Por este mundo de Cristo, / Coisas há que eu tenho
visto / Que antes calar." As linguarudas, o diálogo entre duas fofoqueiras dos
tempos coloniais.
"Alecrim da beira dágua / Cresce o pé, estende a rama. / Isso é
tolícia minha / Amar a quem não me ama" Trovas de gente-povo, recolhidas
por Guilherme Santos Neves.
nº 42 - fevereiro de
2002
"Trocar alho por cebola / é
trocar leite por creme / o dono da casa acha / que hoje aqui ninguém treme / portanto
pede que nós / cantemos na letra eme." A peleja de Oscar Alho e Francisco
Malagueta, por Gonçalo Ferreira da Silva.
A defesa de Oscar de Tal, vulgo Nó de Cana, feita
na comarca de Canindé, no Ceará, pelo improvisador Raimundo Rodrigues Marreiro
"Para distração do povo / vou descrever mais um drama / da perna preta
cabeluda / que encontrou carrancuda / a véia debaixo da cama" A
véia debaixo da cama, de José Costa Leite
nº 41 - janeiro de 2002
Ó de casa, nobre gente..., versos
de Folia de Reis recolhidos por Guilherme Santos Neves.
Cantatas da Noite de Reis. Uma seleção de versos
dos pastoris da Bahia.
Versário de São Gonçalo, uma
coletânea de quadrinhas cantadas na dança de São Gonçalo, registradas por Alceu
Maynard Araújo nas diversas localidades que visitou.
nº 40 - dezembro de 2001
"Foi o Calangro na casa / De
seu tio o Papavento. / Tomou a benção e disse, / Antes de tomar assento: / - Venho lhe
pedir a mão / Duma filha em casamento." O casamento do calangro, registrado
por Gustavo Barroso.
"Usam aqui as muchachas / Uma tal saia-balão; / Coisa feia, amigo Juca, / Por
Deus e um patacão!" Saia-balão, poesia popular guasca registrada por
Augusto Meyer em seu Cancioneiro gaúcho.
Peleja de Geraldo Mousinho com
Cachimbinho, de José Costa Leite.
nº 39 - novembro de 2001
"... dizem, quando se
principia a cantar uma excelença Nossa Senhora se ajoelha para só se levantar quando
terminam..." Excelências e benditos cantados no
nordeste brasileiro em meados do século XX.
"Vilela era natural / Do sertão pernambucano, / E ele, desde o princípio /
Que tinha o gênio tirano: / Comete o primeiro crime / Com a idade de dez ano." A
versão do cantador Simfrônio da Cantiga do Vilela romance popular no nordeste
brasileiro.
20 de novembro, dia da consciência negra. A história de Zumbi e os quilombos dos
Palmares, cordel de José Francisco Borges.
nº 38 - outubro de 2001
Apontamentos sobre os
"pão-por-Deus", por Valter Piazza.
"No tempo em que os animais / Seguiam civilidade / O mundo era diferente /
Deste da atualidade / Não havia a corrução / Que existe na humanidade" O
casamento do Rato com a Catita.
"Havia um homem no mundo / Dono de muita riqueza / Homem de muita valia /
Homem de muita nobreza" A peleja da Alma, do cantador
paraibano Silvino Pirauá.
nº 37 - setembro de 2001
Edição de terceiro aniversário: Especial do Leitor
|