|
|
AS FITAS
Cada uma
das crianças toma uma cor de fita: azul, branca, roxa, sulferina, vermelha, cor do céu,
cor do mar, amarela, etc.
Uma é a Mãe das Fitas, outra o Anjo Bom, e a terceira, o Anjo Mau.
As crianças conservam-se sentadas. Ao lado, em uma das extremidades, está a mãe das
Fitas. Num ponto afastado o Anjo Bom; e no extremo oposto, o Anjo Mau.
Nenhum dos anjos sabe que cores escolheram as fitas.
Vem o Anjo Bom; bate palmas
A Mãe das Fitas:
- Quem bate?
O Anjo Bom:
- Sou eu, o Anjo Bom
A Mãe das Fitas:
- O que deseja?
O Anjo Bom:
- Uma fita.
A Mãe das Fitas:
- De que cor?
O Anjo Bom diz uma cor qualquer.
Se acontece que uma das crianças escolheu aquela cor, levanta-se e o o acompanha para o
céu.
Se aquela não existe, responde a Mãe das Fitas:
- Não tem.
O Anjo Bom sai para o seu lugar.
Vem então o Anjo Mau e estabelece-se o mesmo diálogo.
Aquele dos anjos que acerta, leva a criança correspondente à cor. Os anjos vão e vêm,
até que saiam todas as fitas.
Ganha o que tiver maior número.
Nesse caso, as crianças formam alas, dando-se as mãos, erguidas sobre a cabeça.
Os dois anjos já têm combinado uma cor para cada um. Suponhamos azul para o bom,
encarnado para o mau.
As crianças, que estão em menor número passam umas atrás das outras, segurando-se
pelos ombros, em fila, debaixo da abóbada formada pelas mãos das outras. Quando chegar a
última, os dois anjos que estão atrás de todas, prendem-na e perguntam:
- Azul ou encarnado?
Conforme a resposta, a criança fica pertencendo ao anjo cuja cor designou.
Continua o brinquedo até que passem ou fiquem todas.
(RABELO, Vitória. Jogos
folclóricos) |
|