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Sumário | Festança | Cancioneiro | Imaginário | Oficina | Palhoça | Colher de Pau | Panacéia | Catavento

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Um cearense, chegando ao Rio de Janeiro, entrou no restaurante para almoçar. E ao falar, suas palavras sempre começavam pela letra F. E assim começou o seu diálogo com a garçonete:

- Faça o favor!

- Que deseja o senhor?

- Fineza fazer frango frito.

– Com que?

- Farinha, feijão e farofa.

– Aceita pão, senhor?

- Faça fatias.

A esta altura, a garçonete ficou indignada, mas voltou a falar:

- Mais alguma coisa?

- Filé e fígado.

Terminado o almoço, a garçonete pergunta:

- O café está bom?

- Frio e fraco.

– Como o senhor gosta?

- Forte e fervido.

– De onde o senhor é?

- Fortaleza.

– Como é o seu nome?

- Fulano Fagundes Ferreira.

– O que o senhor foi na vida?

- Fui ferreiro.

– Deixou o emprego?

- Fui forçado.

– Por que?

- Faltou ferro.

– O que fabricava?

- Ferrolho, ferradura, fechadura e ferragens.

– Se o senhor disser mais seis palavras com a letra F, não paga.

– Foi formidável. Ficando fiado, fico freguês.

 


*********

Do barão de Itararé

Os bancos da praça estão sempre
ocupados por desocupados

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Numa cidade interiorana estava o dono de um bar assistindo um programa de televisão. Passa um conhecido na porta e o cumprimenta à moda do interior:

- Firme?

Ele respondeu:

- Não, futebor


(Patativa do Assaré)

Quando ele viu um cabelinho branco
Na sua negra e farta cabeleira
Disse, com raiva e cheio de canseira:
Demora, diabo, que eu te pego e arranco!

Porém, o tempo, sério, rijo e franco
Que não gosta daquela brincadeira
Da planície o levou para a ladeira
E colocou bem no cimo do barranco

E hoje o vaidoso, sem consolo, chora
Bem diferente do que foi outrora
Doente e magro qual um esqueleto

Com um espelho quando se depara
Triste e choroso, sem prazer repara
Se ainda tem algum cabelo preto

São cinco paus e uma vela
A vida do jangadeiro

(Ofélia e Narbal Fontes. Companheiros, 1941, p.163)

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- Ando tão ruim de memória
Que nem calcula o senhor….
– E desde quando, senhora?
– Desde quando o quê, senhor?


(Pedro Ornellas)

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Os dois ornamentadores

À rua do Ouvidor, entre a rua Sachet e a dos Ourives, cortada pela avenida, havia, outrora, a Livraria Mongie, em frente à qual era estabelecido o cabelereiro Desmarais.

– Temos os dois a mesma profissão, - dizeia o livreiro ao seu velho amigo de palestras à porta. – Ambos nós adornamos as cabeças.

E concluía:

- Eu por dentro, e você por fora!


(Moreira de Azevedo. Mosaco Brasileiro. Em CAMPOS, Humberto. O Brasil anedódico)

• Quando a barriga está cheia, toda goiaba tem bicho
• Confiança não se dá, nem se toma emprestado, conquista-se
• Impossível é o rato fazer o ninho na orelha do gato.
• De uma caminhada fazer dois mandados
• Barcos de muitos mestres dá na costa.
• Palavra dada, vida empenhada.
• Palavras ditas, pancadas dadas.
• O  que não tem remédio, remediado está.

• O espelho reflete sem falar, e a mulher fala sem refletir
• O melhor movimento feminista continua sendo o dos quadris
• Meu pensamento continua onde a mini-saia termina
• Só as mulheres que variam de homens podem dizer que os homens são todos iguais
• Muitos me seguem, mas só um me acompanha
• Cachorro é amigo do homem porque não conhece o dinheiro
• Mini-saia e prestação… quanto mais curta melhor
• As mulheres são como fósforo, quando se incendeiam, perdem a cabeça
• Arruaça de rico é festa, festa de pobre é arruaça
• Estou transportando cana, mas não carrego bagaço

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