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O ARCO-ÍRIS
Caía chuvinha fina.
Na sala de jantar, Violeta e os irmãos brincavam de anel.
De repente abriu-se um claro no céu e o sol apareceu brilhante.
Zezé, que chegara à porta da cozinha, gritou logo para dentro:
- Venha, gente! Venha depressa ver o arco-da-velha!
Correram todos. No céu aparecia um bonito arco-íris, mostrando as suas lindas e variadas
cores.
E o Zezé, garotinho vivo que troça de tudo e de todos, foi logo dizendo:
- Cuidado! Olhem que esse bicho, às vezes, vem beber água nos tanques; e, se encontra
algum menino descuidado, engole-o, com osso e tudo!
- Não diga tolices! repreendeu a mãe que ouvira a conversa - Vou fazer um
arco-íris para vocês verem. E o Zezé vai ficar bem pertinho, para ver se será comido
por ele
Ela arranjou uma garrafa branca, encheu-a de água e depois disse:
- Venham cá para o quarto.
O quarto estava escuro. Ela abriu um pouco a janela, para entrar a luz do sol. Entre esta
luz e a parede, ela colocou a garrafa. E logo, na parede, apareceu, em ponto pequeno, o
mesmo desenho com as mesmas cores que se viam no céu.
Então, Zezé, o arco-íris não engoliu você?
E o Zezé respondeu logo, muito cheio de si:
- Não, senhora! Desta vez eu escapei!
E saiu correndo para fugir do cascudo.
(LÚCIO, João; FROTA, Zilah. O livro de Violeta) |
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