Ir para a página principal


Festança
Cancioneiro
Imaginário
Oficina
Palhoça
Colher de Pau
Panacéia
Almanaque
C
andeeiro
Mural
Expediente

Folhinha

Arquivos

Outras Edições

Busca

Retornar para Catavento
O ARCO-ÍRIS

Caía chuvinha fina.

Na sala de jantar, Violeta e os irmãos brincavam de anel.

De repente abriu-se um claro no céu e o sol apareceu brilhante.

Zezé, que chegara à porta da cozinha, gritou logo para dentro:

- Venha, gente! Venha depressa ver o arco-da-velha!

Correram todos. No céu aparecia um bonito arco-íris, mostrando as suas lindas e variadas cores.

E o Zezé, garotinho vivo que troça de tudo e de todos, foi logo dizendo:

- Cuidado! Olhem que esse bicho, às vezes, vem beber água nos tanques; e, se encontra algum menino descuidado, engole-o, com osso e tudo!

- Não diga tolices! – repreendeu a mãe que ouvira a conversa - Vou fazer um arco-íris para vocês verem. E o Zezé vai ficar bem pertinho, para ver se será comido por ele…

Ela arranjou uma garrafa branca, encheu-a de água e depois disse:

- Venham cá para o quarto.

O quarto estava escuro. Ela abriu um pouco a janela, para entrar a luz do sol. Entre esta luz e a parede, ela colocou a garrafa. E logo, na parede, apareceu, em ponto pequeno, o mesmo desenho com as mesmas cores que se viam no céu.

– Então, Zezé, o arco-íris não engoliu você?

E o Zezé respondeu logo, muito cheio de si:

- Não, senhora! Desta vez eu escapei!

E saiu correndo para fugir do cascudo.


(LÚCIO, João; FROTA, Zilah. O livro de Violeta)