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Rifões da medicina popular: Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Velho que se cura, cem anos dura. Quem no copo se detém, amigos não tem. Não comas cru, nem caminhes com pé nu. Não presta velho mudar de casa, morre. Morrer por morrer, morra meu pai que é mais velho. Doente que se muda de cama, morte certa Contra o flato, bicarbonato. Ninguém morre de véspera, só o peru antes da festa. Grandes males, grandes remédios. Para dor de dente, salmoura tíbia ou quente. Dor de barriga não dá uma vez só. Em ferida aberta não se põe sal. O bom alimento dá entendimento. Já dizia minha avó: os erros médicos a terra os cobre. Loucura é mal sem cura. O homem robusto é o que dá o susto. Muito riso, sinal de pouco siso. Paciência é bom para a vista. Para a febre, a quina é a melhor medicina. Boca sem dente, só a da noite, fortes e parelhos sejam os da gente. Estômago vazio não leva ninguém à cova. Cuspir no fogo seca a saliva. Quem quer viver muito viva pouco, quem o contrário faz, é louco. Pão quente, muito na mão, pouco no ventre. Quem abusa, mal usa. Procurar sarna para se coçar. Quem ama a gulodice, não chega a velhice. Nunca falta um chinelo velho para um pé cansado (ou inchado) Saco vazio não para em pé. O que não mata, engorda. Onde há doença, haja paciência. Mão fria, coração quente. Casa onde sol entra, médico não entra. Pior é a recaída do que a doença. Mais depressa morre o comilão do que os soldados que à guerra vão. Dentada de cão cura-se com o pelo do mesmo cão. Para a doença há salvação, para a recaída, não. A doença num minuto vem, para ir embora leva cem. Chuva não quebra osso. Comer para viver e não viver para comer. Galinha velha é que dá bom caldo Enfermidade de nove meses e a barriga cresce, antes do dez desaparece. Para soluço o que presta, linha molhada de cuspe na testa. Não é todo dia que se come pão quente. Resfriado é no primeiro espirro que se trata. Suco de limão, botica à mão. Azeite, vinagre e sal, remédios para todo mal. O que arde cura, o que aperta segura. Mocidade viciosa, velhice penosa. Quem muito queijo come, de tudo se esquece: coma cebola que o contrário lhe acontece. Em certos casos o que cura, não é a meizinha não, é o banho com caco de telha e sabão. Vento nas costas mata mais do que "peixeira". Quem canta os seus males espanta. Saúde é riqueza que não se esconde, a cara não mente, aponta onde está. Não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe. A boca fala que o coração está cheio. Quem quer que a morte o deixe, coma carne antes de comer peixe. Quem tem um olho só não brinca na areia. Quem tem hortelã no quintal, nem que seja um pé, a criança fica doente porque a mãe "qué". Quem não pode com mandinga não carrega patuá. Ferida de rico não sara porque vive embrulhada. |
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