
"Até mui pouco tempo não se dizia
um jantar. Nas casas ricas, se anunciava: A janta está na mesa. A gente de
menos trato dizia: o di-comer está botado...." Outrora,
no Ceará.
O
reverendo americano Daniel Parish Kidder escreve sobre o mate e a
carne-seca no sul do país, em meados do século XIX.
O
viajante americano Thomas Ewbank escreve sobre o uso do mate no
Brasil.
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| COLHER DE PAU - Nesta seção, textos
sobre receitas tradicionais; bebidas típicas; alimentos brasileiros; costumes à mesa;
horta, pomar e criação; crenças, costumes e tabus relacionados à alimentação e
alimentos... |
O mate ou chá do Paraguai não é muito usado no Rio de Janeiro. No
interior o consumo é grande, porque é considerado como indispensável preservativo
contra as influências climáticas, além de estimular o estômago e revigorar o
organismo. Sendo um produto comercial muito importante, os navios que largam das
províncias do Sul vão às vezes inteiramente carregados dele. Em virtude dos preços
correntes de Montevidéu e Buenos Aires, a sua receita se equipara à do café e do trigo.
É embarcado em caixas de estanho recobertas de papel colorido, mais ou menos à maneira
da China. O modo aborígine de preparar e proceder à decocção é o que predomina
em toda a parte. Colocam-se em uma cabaça algumas folhas, adiciona-se açúcar e enche-se
a vasilha de água fervendo: agita-se o conjunto e introduz-se um tubo de sucção -
geralmente um caniço contendo um coador em miniatura - através do qual o líquido quente
é absorvido. Os dois desenhos inferiores da estampa são cabaças: o da esquerda foi
adornado conforme o estilo indígena, com gravações feitas com uma haste metálica
aquecida, o outro está assentado sobre um suporte de prata, contendo um tubo ou
"bombilho" do mesmo metal. O desenho superior é uma antiga cuia de terracota.
A primeira notícia do chá como bebida não proveio da China, mas da América do Sul. Por
mais de meio século bebeu-se mate antes de o chá da China ter sido difundido.
(Ewbank, Thomas. A
vida no Brasil ; ou Diário de uma visita à terra do cacaueiro e das
palmeiras. Belo Horizonte / São Paulo, Editora Itatiaia / Editora da Universidade de
São Paulo, 1976. Reconquista do Brasil, 26) |
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