Ano V - março  2003 - nº 55

Sua revista com a cara e a alma brasileiras

SUMÁRIO - EDIÇÃO 55
FESTANÇA
CANCIONEIRO
IMAGINÁRIO
OFICINA
PALHOÇA
COLHER DE PAU
PANACÉIA
CATAVENTO

setaquad.gif (95 bytes)Adivinhas

setaquad.gif (95 bytes)Maria Moncaguê

setaquad.gif (95 bytes)Fórmula de escolha: ô dô tê câ

setaquad.gif (95 bytes)Palitinho

setaquad.gif (95 bytes)Quebra pote

ALMANAQUE
REALEJO
COLABORAÇÕES

 

CATAVENTO - Nesta seção, textos sobre cantigas de roda; acalantos; brincadeiras; brinquedos feitos em casa; adivinhas; trava-línguas; parlendas; lengalengas; fórmulas de escolha, mnemônicas...

QUEBRA-POTE

Rossini Tavares de Lima


Ilustração de Marcos JardimQuebra-pote é um dos brinquedos mais generalizados em nossas festas religiosas. Descreve-o Francisco Pereira da Silva, da Comissão Paulista de Folclore, que ainda o observou há pouco nas festas joaninas de Caçapava.

Ergue-se a um canto do terreiro uma armação de madeira em forma de forca ou ao jeito de traves de campo de futebol. Nessa armação pendura-se um pote de barro cheio de balas, bombons e outras guloseimas apreciadas pelas crianças. Assim, fica o pote exposto a excitar a criançada, que ansiosa espera do festeiro a ordem para o início do brinquedo. Armado de um pau, olhos vendados, um menino cada vez tenta acertar uma cacetada no pote, o qual quebrado, atrai a meninada, que eum tumulto precipita-se sobre o conteúdo, que se espalha no chão. Pode haver prêmio ao quebrador e, por vezes, colocam água no pote e o imprevisto e a decepção, quando o quebram, provocam risos e assuadas na assistência.

Do brinquedo do quebra-pote, porém, também participa gente grande, não apenas crianças, como viu Francisco Pereira da Silva, em Caçapava.



(Lima, Rossini Tavares de. "Quebra-pote". A Gazeta. São Paulo, 25 de fevereiro de 1965)

Jangada Brasil © 1998-2002