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BATER AS MÃOS

Duas crianças sentadas defronte ao pé uma da outra, baterão simultaneamente com as mãos abertas: primeiro nos joelhos; depois cada uma com a sua direita na sua esquerda; depois com a sua direita na esquerda da companheira, e vice-versa; e, outra vez, cada uma com uma mão na outra; outra vez nos joelhos; e assim por diante, sempre na mesma ordem, sem parar.

Cantam ambas modelando as cantilenas pelas palmas:

Lá detrás da serra,
Calunga,
Tem uma mulatinha,
Calunga
Com cara queimada,
Calunga,
Quem foi que queimou?
Calunga,
Foi sua senhora
Calunga,
Por causa de que?
Calunga,
Por causa do peixe frito,
Calunga,
Que o gato comeu,
Calunga.
Que é do gato?
Calunga.
Fugiu pro mato,
Calunga,
Que é do mato
Calunga.
O fogo queimou,
Calunga.
Que é do fogo?
Calunga,
A água apagou
Calunga.
Que é da água?
Calunga,
O boi bebeu,
Calunga.
Que é do boi?
Calunga,
Está amassando trigo,
Calunga.
Que é do trigo?
Calunga,
A galinha espalhou,
Calunga.
Que é da galinha?
Calunga,
Está pondo ovos,
Calunga.
Que é dos ovos?
Calunga.
O frade bebeu,
Calunga.
Que é do frade?
Calunga,
Está dizendo missa,
Calunga.
Que é da missa,
Calunga.
Está no seu altar,
Calunga.
Que é do altar
Calunga.
Está no seu lugar,
Calunga.

Também se continua cantando:


Mandei fazer uma casa
Calunga,
De quatro janelas,
Calunga,
Duas para frente,
Calunga,
Duas para o mar,
Calunga,
Para esperar meu mano,
Calunga,
Quando ele chegar,
Calunga,
Se ele chegar bom,
Calunga,
Para trabalhar,
Calunga.
Se ele chegar doente,
Calunga,
Para se tratar,
Calunga,
Se chegar quebrado,
Calunga,
Para se encanar,
Calunga...
Papagaio louro,
Calunga,
Do bico dourado,
Calunga,
Levai esta carta,
Calunga,
Ao meu namorado,
Calunga,
Que ele não é frade,
Calunga,
Nem homem casado,
Calunga,


(Os meus brinquedos)