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1. Açucareiro: Por estar sempre com as mãos na
cintura (Gina Frosini)
2. Açucareiro: Por ter as orelhas muito grandes e
abanadas (Darcy Matua)
3. Alfinete Sonoro: Locutor muito magro (Nelson
C. Pires)
4. Ali-Babá: Porque era feliz nos negócios (Edméia
Mendes)
5. Arnica: Por receitar sempre esse remédio (Yedda
Serafini)
6. Avenca: Por gostar de "sombra e água
fresca" (Antônio F. Marmora)
7. Barata Descascada: Por ser muito branca (Felipa
Coelho Neto)
8. Bastião Mudança: Por estar sempre mudando (Hermegênes
Camargo)
9. Besuntão: Por andar constantemente com a roupa
suja (Antônio F. Marmora)
10. Bigodinho de Prata: Por ser muito convencido
do seu bigode (Dirce P. Timóteo)
11. Biriba: Por ser muito metido (Clara Cohen)
12. Bita: Por ter sido criada mamando em cabra (Hermôgenes
Camargo)
13. Bizão: Por ser muito peludo (Felipa Coelho
Neto)
14. Boca Mole: Por falar devagar (Yedda
Serafini)
15. Boca Rica: Por ter muitos dentes de ouro (Hercília
C. P. da Fonseca)
16. Bodoque: Por ter as pernas tortas (Hermegênes
Camargo)
17. Bola Seis: Por ter a careca rosada como a
sexta bola da sinuca (Felipa Coelho Neto)
18. Bola Sete: Por ser preto como a sétima bola
da sinuca (Vilma Gomes)
19. Bomba Atômica: Por ser muito inteligente e
viva (Vilma Gomes)
20. Boticão: Por ter dentes muito grandes (Gina
Frosini)
21. Broto de Jaca: Por ser muito desenvolvida e
contar apenas 16 anos (J. J.)
22. Cabeleira de cometa: Por ter cabelo muito liso
e penteado para trás (Lisa Kechichian)
23. Cabide: Por ser entregador de uma tinturaria (Felipa
Coelho Neto)
24. Cacolé: Por ser comprador de coisas velhas (Gina
Frosini)
25. Canta-Galo: Italiano sapateiro, que colocou em
sua oficina um cartaz com o desenho de um galo e os seguintes dizeres: "Nesta casa
só se fia quando este galo cantar". Os fregueses, então, o apelidaram de
"canta-galo" (G. dos Santos)
26. Capituba: Por tomar sempre pinga desse nome (Sebastião
Morais)
27. Carijó: Por ser sardento (Hermegênes
Camargo)
28. Cateto: Por ter cabelo eriçado (Tereza
Loureiro)
29. Caxinguelê: Por estar sempre bêbado (Geni
de O. Santos)
30. Chaminé: Por estar sempre fumando (Felipa
Coelho Neto)
31. Chapadão: Por ter os pés esparramados (Terezinha
A. P. S. Nunes)
32. Cheira Céu: Por ser muito alto e ter o nariz
arrebitado (Hercília C. P. da Fonseca)
33. Chico Botão: Por andar sempre de botas (Felipa
Coelho Neto)
34. Chico Doce: Por ser muito bom (Felipa
Coelho Neto)
35. Chico Lingüiça: Por ser muito alto e
vermelho (A. M.)
36. Chico Miséria: Por ser pão duro (Geni de
O. Santos)
37. Chochoca: Quando criança gostava de ficar
agachado nos cantos da casa (Pedro J.)
38. Chupa-Ovo: Por ter lábios para dentro (Antônio
F. Marmora)
39. Coca-Cola: Por ter cara enjoada (Felipa
Coelho Neto)
40. Cochicho: Por falar muito alto (Geni de O.
Santos)
41. Coisa Medonha: Por usar sempre essa expressão
(Hermêgenes Camargo)
42. Cometa: Por não parar em nenhum lugar (Felipa
Coelho Neto)
43. Coringa: Por estar em toda parte (Hermegênes
Camargo)
44. Crente: Por estar sempre estudando (Hermegênes
Camargo)
45. Curiango: Por enxergar pouco (Hermegênes
Camargo)
46. Dalila: Apelido de um sargento que quando
enxerga um praça com o cabelo um pouco crescido, manda-o cortar imediatamente (Cila
Berman)
47. Dobradiça: Esportista que quando remava
seguia com a cabeça o movimento do remo (Edméia Mendes)
48. Doce de Abóbora: Professor muito nervoso, que
quando formulava uma pergunta e ninguém sabia, dizia: "doce de abóbora, vamos,
está valendo um doce de abóbora" (Dirce P. Timóteo)
49. Doce de Leite: Por ser muito perfumado e cheio
de não-me-toques (Gisela R. Kroner)
50. Dragão Dengoso: Por ser muito feia e
enfeitada (Gina Frosini)
51. Esfinge: Por falar pouco (Felipa Coelho
Neto)
52. Espalha-Brasa: Por ser muito atrapalhada (Felipa
Coelho Neto)
53. Espirro: Por ser muito pequeno (Josefina B.)
54. Esponja: Por beber demais (José Cruz)
55. Esqueleto Engomado: Por ser muito alto e magro
(Marjory S. Colagrossi)
56. Estanhado: Por ser funileiro (Elide Menato)
57. Eva Sem Costela: Por ser muito enjoada e não
dar confiança a ninguém (Marjory S. Colagrossi)
58. Fetinho: Por ser imberbe e ter cara de
criança (Felipa Coelho Neto)
59. Fifi Vaselina: Por se pentear impecavelmente (Dirce
P. Timóteo)
60. Fóssil: Por ser muito arcaico (Felipa
Coelho Neto)
61. Gafanhoto: Por comer tudo o que encontra (Felipa
Coelho Neto)
62. Gato Bravo: Por ter olhos vivos e bem verdes (Odilon
Antunes)
63. Gazetinha: Pelo fato de espalhar tudo o que
sabe (Rosa de C.)
64. Grão de Bico: Por ter o rosto redondo (Eunice
E. Marquert)
65. Guarda-Roupa: Porque seu único assunto era
vestidos e toilette (Gina Frosini)
66. Jaboti: Por ser muito vagaroso (Geni de O.
Santos)
67. Jabu: Por ser careca, assim o chamavam, devido
ao anúncio: "Passe o Jabu careca e chame o cabeleireiro" (Felipa Coelho Neto)
68. João Melado: Por usar barbicha rala e untada
de óleo (D. Tabet)
69. João Mingau: Por ser muito pálido (Felipa
Coelho Neto)
70. Jóquei de Elefante: Por ser muito grande e
gordo (Hercília C. P. da Fonseca)
71. Leão da Metro: Por ter uma enorme cabeleira (Maria
L. V. Pimentel)
72. Lobo Mau: Inspetor de colégio muito austero (Lena
Fiorito)
73. Lustroso: Por ter o rosto muito brilhante (Edméia
Mendes)
74. Macaco Elétrico: Por ser grande e nervoso (Felipa
Coelho Neto)
75. Mãe das Laranjas: Professora que nos exemplos
de aritmética usava sempre essa fruta (Gina Frosini)
76. Manequim: Por andar muito durinha (Felipa
Coelho Neto)
77. Manivela: Porque quando começa a falar não
pára mais (Felipa Coelho Neto)
78. Manjuba (peixe): Por ser alto e magro (Hermegênes
Camargo)
79. Manteiga Derretida: Por ser chorona (Terezinha
de J. Ornelas)
80. Mão Furada: Por derrubar tudo o que pega (Felipa
Coelho Neto)
81. Marcha-À-Ré: Sempre que lhe perguntavam como
estava passando, respondia: "Vai tudo de marcha-à-ré" (Edméia Mendes)
82. Maria Mole: Por ser muito preguiçosa (Felipa
Coelho Neto)
83. Maria Zoada: Por falar demais e em voz alta (H.
Cortat)
84. Mata-Cristo: Ourives que derretia crucifixos (Nautila
Fiore)
85. Matarazzo: Negro remediado, que tinha vários
negócios (A. T.)
86. Matraca: Por falar demais (Felipa Coelho
Neto)
87. Meia-Noite: Por ter espírito boêmio e ser o
último a deixar os bares (Ana M. Malandrino)
88. Minhocão: Por ser muito grande (José F.
de Abreu)
89. Miss Marmita: Candidata e vencedora de um
concurso de beleza. Quando pequena entregava marmitas, daí trocarem-lhe (Josefina
Lombardi)
90. Mogiana: Por ser muito barulhenta (Ruth
Dias dos Anjos)
91. Moringa: Por ter o pescoço muito comprido (Hermegênes
Camargo)
92. Nanquim: Por ser muito preto (Benedito
Silva)
93. Negativo: Por negar tudo o que diz (Paulo
Rossi)
94. Negro Velho: Por viver resmungando (Felipa
Coelho Neto)
95. Nhaninha Canjica: Por ter os dentes muito
brancos (Tereza Teixeira)
96. Nhô Quim Queima Roupa: Por ser muito
mentiroso (Cila Berman)
97. Novelo de Lã: Por ser gorda e não ter
cintura (Lena Fiorito)
98. Panetone: Por ser muito gordo (Felipa
Coelho Neto)
99. Pão de Banha: Por ter o rosto muito brilhante
(Terezinha de Barros)
100. Pão-de-Ló: Por ser muito maneiroso (J.
J.)
101. Pé de Breque: Por ser amalucado (Emy
Okamoto)
102. Pé de Ferro: Por chutar o que encontra no
caminho (Yedda Serafini)
103. Pé de Leque: Por ter os dedos afastados um
dos outros (Josefina Lombardi)
104. Pé de Valsa: Por dançar muito bem (Yeda
Serafini)
105. Pé Gelado: Por não ter sorte (Hercília
C. P. da Fonseca)
106. Pega-Fogo: Por ser ruivo (Felipa Coelho
Neto)
107. Peito de Aço: Por ter muita pose (Hercília
C. P. da Fonseca)
108. Pelica: Por ser muito labioso (Edith R.
Tanchella)
109. Peludo: Por ter muita sorte (Adolfo M.
Lopes)
110. Pia-Fino: Por ter voz muito grossa (Geni
de O. Santos)
111. Pipoca: Por apresentar no rosto sinais de
varíola (Sérgio de O. Corrêa)
112. Pixoxo: Por repetir muitas vezes a mesma
história (Darcy Matua)
113. Portinari: Por ser muito feia (Áurea
Varella)
114. Prefeito: Por ser muito convencido (Emy
Okamoto)
115. Pudim: Por ser muito delicado e meloso (Diogo
Meireles)
116. Pula Muro: Por andar a passos largos (Nautilia
Fiore)
117. Puro-Sangue: Por gostar de andar sozinho (Felipa
Coelho Neto)
118. Quatro-Paus: Por fazer e saber tudo (Antônio
F. Marmora)
119. Ratazana: Por fazer tudo rapidamente (Gina
Frosini)
120. Rosa Branca: Senhor de cor, muito amável e
bom (Valdomiro J. de Oliveira)
121. Rosa Marimbondo: Por viver resmungando (Leony
Haddad)
122. Sapicuá: Por se vestir muito mal, sempre
sujo e rasgado (Geni de O. Santos)
123. Selo: Sujeito muito cacete (Hermegênes
Camargo)
124. Semana-Santa: Por ser excessivamente
religioso (Elisabeth Menten)
125. Serpentina: Por se requebrar ao andar (Lena
Fiorito)
126. Sim-Sim: Por concordar com tudo (Felipa
Coelho Neto)
127. Sombração: Por viver em macumbas (Elisabeth
Menten)
128. Televisão: Por ser muito magro, quase
transparente (Naney Carbone)
129. Tetéia: Por ser afeminado (José F. de
Abreu)
130. Tico-Tico: Por ser magrinha e irrequieta (Felipa
Coelho Neto)
131. Tijolo: Por ser muito burro (Hermegênes
Camargo)
132. Tiririca: Por ser intragável (Felipa
Coelho Neto)
133. Tocha: Por ser muito ruivo (Felipa Coelho
Neto)
134. Tortura: Por ser muito cacete (Terezinha
de J. Ornelas)
135. Tostão: Por ser muito pequeno (J. J.)
136. Vareta: Por ser muito magro (Felipa Coelho
Neto)
137. Vassoura de Piaçava: Por ter o cabelo duro (Clara
Cohen)
138. Ventania: Por fazer tudo apressadamente (Gina
Frosini)
139. Vento Encanado: Por ser muito cacete (J.
L. de M. Pati)
140. Vidinha: Por ser muito calma e preguiçosa (Luiza
Rodrigues)
141. Vinte e Cinco de Março (rua comercial de
São Paulo onde predominam os sírios): Por ser filho de sírios (Marisa M. Manfredin)
142. Vitamina: Por ser muito magro (Felipa
Coelho Neto)
143. Vó do Sarampo: Por ser muito amolante (J.
L. de M. Pati)
144. Zé da Toca: Por ser muito caseiro e
comodista (Tereza Teixeira)
145. Zé Galinha: Por gostar muito de brigas de
galo e andar sempre com um debaixo do braço (Hermegênes de Camargo)
146. Zero Um: Por ter um olho fechado (Terezinha
de J. Ornelas)
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