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Agremiações carnavalescas
de Recife

Clube (de frevo)

Descendente de antigas corporações de ofício, grupo que sai com orquestra de fanfarra tocando frevos-de-rua, em luxuosas fantasias, com estandartes ricamente bordados e cordão de homens e mulheres que à vezes fazem o passo.

Os clubes mais conhecidos de Pernambuco são: Lenhadores, Amantes das Flores, Toureiros de Santo Antônio e Vassourinhas.

Troça

Conjunto ligado, às vezes, às corporações do passado, que sai de dia com orquestra de fanfarra (de frevo), ricas fantasias, estandarte e cordão misto que faz passos. Em geral, são menores e menos luxuosos de que os Clubes. A troça mais antiga em atividade é a Cachorro do Homem Miúdo, que foi fundada em 1910.

Bloco

Grupo que sai acompanhado por orquestra de pau e corda tocando frevos-de-bloco, em ricas fantasias, com lira ou cartaz e cordão feminino que canta as músicas. Geralmente apresenta alegorias. Liga-se culturalmente aos ranchos de reis e lapinhas do passado. O mais antigo bloco é o Bloco das Flores, fundado em 1921, com o nome de Bloclo das Flores Brancas. Foi nos blocos que as mulheres puderam participar pela primeira vez do carnaval pernambucano.

Os blocos mais conhecidos atualmente são: Banhistas do Pina, Flor da Lira, Apôis Fun, Batutas de São José, Flor da Magnólia e Madeiras do Rosarinho.

Maracatu-Nação

Cortejo régio representando uma nação africana e ligado culturalmente à coroação do rei do Congo em séculos passados. Desfila com rei e rainha e figuras da corte, em trajes luxuosos de Luís XV, lideradas por porta-estandarte e dama do paço conduzindo uma boneca de madeira preta, sob a violenta percussão de bombos, gonguês, surdo e tarol (baque-virado).

Os mais tradicionais são Nação do Elefante, Nação do Leão Coroado, Nação da Estrela Brilhante, Nação do Indiano, Nação Porto Rico do Oriente e Nação Cambinda Estrela.

Maracatu Rural

Agremiação dos engenhos pernambucanos, que sai com caboclos de lança (de lança coberta de fitas, surrão, gola e funil), caboclos de pena (de pavão), estandarte, damas de frente e cordão feminino liderado por uma dama conduzindo uma boneca de pano branco. Um Mestre das Toadas entoa as músicas ao acompanhamento duma orquestra de percussão e sopro (baque solto)

O Galo da Madrugada

Surgiu em 1977, como um pequeno clube de máscaras, reunindo alguns amigos que moravam ou trabalhavam no bairro de São José, e que queriam reviver as tradições dos clubes de frevo de Pernambuco. O sucesso foi tanto que se tornou o bloco de rua a promover a maior concentração de pessoas do mundo. Os foliões começam a se reunir às 5:30 da manhã, daí a razão do nome, do sábado de carnaval.

Urso ou La Ursa

Conjunto cujas figuras centrais são o urso (homem trajando máscara de urso e macacão de estopa) e o domador ou italiano, e o caçador, geralmente acompanhados por balizas e cordão feminino, estandarte ou cartaz, orquestra de sanfona, triângulo e ganzá.

Os mais antigos são Urso Polar de Areias (1950), Urso Preto da Pitangueira (1958) e Urso Branco da Mustardinha (1958)

Boi de Carnaval

Conjunto de bichos do bumba-meu-boi, ou dos entremeios do reisado, que se desligam do auto do boi durante o carnaval para brincar na rua. Geralmente saem boi, burra, babau, ema, Mateus e outros palhaços, etc. com porta-estandarte, cordão feminino e orquestra de gonguê, bombo, surdo, gaitas e outros instrumentos.

Afoxé

Representação de fundo religioso ligada ao candomble, o afoxé reapareceu no carnaval de Recife na década de 1970, a partir de esforços do Movimento Negro Unificado.

Durante a apresentação, o puxador lança um verso que é depois repetido por todo o grupo. Os instrumentos são o agbê, o atabaque e o agogô.

Escola de Samba

Começaram a surgir na década de 1930, inspiradas nas escolas de samba cariocas. As mais importantes são a Limonil, a Gigantes do Samba, a Estudantes de São José e a Galeria do Ritmo. Misturam ao samba elementos de capoeira, maracatu e frevo.

Turma

Grupo de fantasias diversas, iguais ou diferentes, de rapazes ou moças, com ou sem máscaras, que brinca nas ruas ao ritmo de batucada ou de frevo durante o carnaval. As Turmas de palhaços são as mais tradicionais.

Caboclinhos

Dança dramática de índios trajados em luxuosos cocares e tangas de pena de ema, pavão e avestruz, que dançam vigorosamente, atirando preacas (arcos e flechas), com rei e rainha, dois cordões de guerreiros, porta-estandarte, orquestra de gaita, tarol e maracá. Recitam loas elogiando a bravura dos índios na história pernambucana.

Os mais antigos caboclinhos em atividade em Pernambuco são as tribos Canidés (1897), Carijós (1897), Taperaguases (1916), Caboclos Tupy (1933), Tabajaras (1956) e Tapirapés (1957).

 

Tribos de índios

Grupo de índios pintados de vermelho, que conduzem lanças e escudos e usam vistosos cocares de pena de garça branca (ou outra) e camisas com escudinho, com porta-pavilhão, pajé (feiticeiro) e um ou dois cordões. Dança dramática de vários atos, com coreografia complexa em que aparece o tema de morte e ressurreição.

As mais conhecidas são Paranaguases (1953), Tupy-Guarany (1956), Tupy Papo Amarelo (1962) e Tapajós (1985).

Na rede:

- Galo da Madrugada

- Pernambuco. Todos os carnavais do Brasil
- Museu do Frevo Levino Ferreira

- Vassourinhas

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