Jangada Brasil, nº 7, março de 1999

A cachaça, como o vinho, alegra o coração. Sobretudo o do homem pobre, que tem no copo o seu remédio de males…
É de crer que sempre se bebeu muita cachaça no país, se bem que as opiniões de alguns viajantes divirjam nesse particular. O reverendo Robert Walsh achou que o brasileiro era pouco dado à bebida. A cachaça, escreveu ele, “salutar antídoto contra os efeitos do frio e da umidade“, era consumida pelos negros ou pelos marinheiros estrangeiros. Isto com referência ao observado no Rio de Janeiro, George Gardner, vindo depois, corroborou de certo modo essa opinião. Andando por Liverpool, disse, vira em poucos dias mais ébrios do que encontrara entre brasileiros, pretos e brancos, durante cinco anos de viagem. Pareceu-lhe o brasileiro muito mais temperante no beber que no comer e muito mais inclinado ao rapé que ao fumo.

(FRIEIRO, Eduardo. Feijão, angu e couve)

Edições Anteriores

Fevereiro 1999 – nº 06:
Entrudo; Cena de Carnaval; O Zé Pereira; Festa de Iemanjá; Cego Aderaldo; Negrinho do pastoreio, Cerâmica dos índios marubo; Ferrador de cavalos; As casas de Recife; Dez alimentos de terreiro; Jantar no Brasil; Coisas que não se deve fazer; Banhos de cheiro; Ex-libris infantis; Pinicainho; João Pacífico; Seleção de músicas de carnaval.

Janeiro 1999 – nº 05:
Procissão dos Navegantes;  Folia de Reis;   Jacaré de Assombração; O trabalho e as cantigas das destaladeiras de fumo; O macaco e o rabo; Como Pedro Malasartes fez o urubu falar; Como era fabricada a cal; O pequeno jornaleiro; Osquintais de Belém; Cortesias e obrigações- As casas de pasto; Receitas com abóbora; Amuletos; Cantigas de roda;
Almanaque Laemmert; Folclore dos números; Oração para casar.

Dezembro 1998
 – nº 04:
Pastorinhas e pastoris; A lenda do nascimento de Jesus; A tradição dos presépios; A peleja do cego Aderaldo com Zé Pretinho; A xácara do cego; A festa de Conceição da Praia; Caveira, quem te matou?; A experiência de Santa Luzia; Cabra-cega; O centenário de Luís da Câmara Cascudo; Os sinos no Brasil colonial.

Novembro 1998 – nº 03:
A Procissão dos Ossos; A morte na fala do povo; Poesias populares; Cantiga da rede; A visita da comadre Morte; Jangadeiros; Lavadeiras; Lobisomem e cumacanga; Casa brasileira; Portas da morte; Angu de fubá; Alimentação dos escravos; Crendices e superstições; Santos protetores; A brincadeira do morto vivo; Acalantos.

Outubro 1998 – nº 02: 
Festa da Penha; Círio de Nazaré; Nau Catarineta; Patativa do Assaré; A lenda indígena da origem da mandioca; Quadrinhas cantadas por cegos; A lenda do joão-de-barro; Receitas com mandioca; Chazinhos, lambedouros, suadouros, garrafadas; Cantigas de roda; História acumulativa; Amarelinha; Trava-línguas.

Setembro 1998 – nº 01:
Frevo; As aventuras do pavão misterioso; A moura torta, A origem da noite; Saci-Pererê;  Receita de feijoada; A história do café, suas utilidades e terapêutica; Atirei o pau no gato; Pregões de vendedores ambulantes; Cadê o toucinho?

 

 

Um especial sobre cachaça

• O baile da aguardente, auto cantado por um guia e quatro pastoras em homenagem à cachaça, diante dos presépios durante o ciclo de Natal.

• O ritual dos bebedores, nas bodegas e vendas de todo o Brasil.

• “A cachaça, como o vinho, alegra o coração“. Eduardo Frieiro discorre sobre a presença da cachaçana vida dos mineiros.

• Coquinho, porradinha, xixi-de-anjo. Aprenda treze receitas com cachaça.

• Cachaça: Cana-CaianaOração do pau d’aguaOs nomes da cachaçaPiadas de bebâdosA malvada pingaVocê pensa que cachaça é água?Dez mandamentos do bebâdoO poder da cachaça, um texto de Ademar Vidal; Quadrinhas.

Veja também:

Festança:
serração da velha era realizada no vigésimo dia da quaresma, dia de folga à penitência do jejum. Saiba mais sobre essa bizarra comemoração.

Cancioneiro:
O uso do cabelo curto pelas mulheres e outros costumes, em Bataclan, um cordel de Firmino Teixeira do Amaral.

Imaginário:
A dança dos tangarás. O castigo de uma família que gostava muito de dança e não respeitou o costume de não se dançar na Semana Santa.

Oficina:
Proeiro: segundo pescador da jangada. Esse e outros termos no vocabulário da jangada.

Palhoça:
Herman Lima escreve sobre  os velhos sobrados adormecidos do sul da Bahia.

Colher de Pau:
As visões de Hans Staden sobre os índios brasileiros em meados do século XVI em: O que os selvagens comem lugar do pão.

Panacéia:
O brasileiro recebeu de portugueses, negros e indígenas, tradições sobre a lua, respeitos e amores fiéis.

…e você ainda vai ver nessa edição:

• Os bailes denominavam-se fandangos e constituíam os divertimentos dos salões de altas classes. Conheça o fandango do Rio Grande do Sul.
• A tradição das encomendações das almas, orações feitas durante a quaresma, para as almas do purgatório.
• O tatu, um fandango do Rio Grande do Sul.
• O macaco e o confeito. Um conto acumulativo sobre as aventuras de um macaco tentando recuperar seu doce caído num oco de árvore.
• As artimanhas de Pedro Malasartes tentando entrar no céu, em três aventuras.
• O modo de alimpar e purificar o caldo de cana, no século XVIII, descrito por Antonil.
• Os segredos dos vendedores de caldo de cana das ruas de São Paulo.
• Uma descrição das casas na região de Campos, RJ.
• No sertão nordestino, os curadores de rasto fazem cair as bicheiras dos animais usando orações. Confira!
• Saiba como o viajante americano Thomas Ewbank viu a crença do brasileiro no mau-olhado.

 

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