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Ano V - maio  2003 - nº 57

Sua revista com a cara e a alma brasileiras


SUMÁRIO - EDIÇÃO 57
FESTANÇA
CANCIONEIRO
IMAGINÁRIO
OFICINA
PALHOÇA
COLHER DE PAU
PANACÉIA

setaquad.gif (95 bytes)Superstições dos garimpeiros, por Marina de Andrade Marconi.

setaquad.gif (95 bytes)Baba e babado, por Osvaldo Orico.

setaquad.gif (95 bytes) Das árvores de virtude: o bálsamo e a copaíba, por Gabriel Soares de Sousa.

CATAVENTO
ALMANAQUE
REALEJO
COLABORAÇÕES

 

PANACÉIA - Nesta seção, textos sobre plantas medicinais; rezas; benzeduras; simpatias; crenças; superstições; amuletos; orações; devoções; magia e feitiçaria...


BABA E BABADO

Vem dos indígenas a superstição dos efeitos da baba.

Eles emprestavam grande importância a isso e formaram no seu vocabulário várias expressões: Jukicé, Puy, Ty; baba de gente – Iuruyukicé, Mira-yukicé; baba de cururu; - baba de árvore – Yuapuy; baba de tamanduá – Tamanduá – yukicé.

Em suas receitas e conselhos, certos pajés e curandeiros costumam recomendar a baba de pessoas e animais como propícia a resultados seguros em questões de amor. Daí certamente se originou a expressão babado, muito corrente e aplicada a todo indivíduo que está caído, enrabichado, derretido por alguém.

É comum, em toda a região amazônica, ouvir-se falar de uma pessoa que está babada por outra, isto é, que está perdido de amores por influência de qualquer coisa estranha de que foi vítima.

Na língua geral, encontramos para babado a expressão jururu, que ainda hoje conserva para designar o indivíduo que anda triste, macambúzio: "Fulano anda jururu, como quem diz: anda triste de tão babado que anda.



(Orico, Osvaldo. Vocabulário de crendices Amazônicas. Companhia Editora Nacional, 1937)

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