Festança

"Chuvas de pétalas à entrada dos noivos. Entram.
Senta-se a noiva ao sofá da moderna mobília austríaca. Sala luxuosa." Um casamento no
Recife antigo, descrito por Mário Sette.
Uma festa do Divino
no Rio de Janeiro de meados do século XIX, descrita por Melo Morais Filho.
A festa do Divino Espírito Santo e a
procissão de Corpus Christi, no Brasil de meados do século XIX, vistos pelo
reverendo americano Daniel Parish Kidder.
Cancioneiro:

"Então deste bom casal / nasceu somente um
filhinho / batizou-se por Antônio / mas chamavam-lhe Toinho / e é sobre este menino /
que minha história encaminho." A história de Toinho e Mariquinha.
A mal-assombrada peleja de Francisco
Sales com o "Negro Visão", cordel de Francisco Sales Areda.
"No verão, quando não há / capim na terra /
e milho no paiol, / solenemente mastigo / areia, pedras e sol" Memórias do boi
Serapião.
Imaginário:

"Antigamente as mulheres foram em busca de milho,
mas acharam pouquíssimo, somente algumas espigas cada uma." Uma lenda bororó sobre
a origem das
estrelas.
"Eu sou a cabra-cabriola, / Que come meninos
aos pares, / E também comerei a vós, / Uns carochinhos de nada." Uma história da cabra-cabriola.
"Um dia, o diabo coxo revoltou-se contra o
maioral do inferno e pintou o sete lá dentro. Quebrou os móveis e deu pancada a torto e
a direito." Lendas
do diabo, por Gustavo Barroso.
Oficina:

"Ali, à noitinha, os escravos entravam nas embarcações, escondiam-se nos
porões, e por cima deles estendiam os feixes de capim." As barcaças de capim, por Mário
Sette.
"Vejo expostos aqui ao seu ardor trinta negros
e negras curvados para a terra, e excitados a trabalhar por um feitor armado de um chicote
que pune o menor repouso..." O eito e a senzala, as impressões
do viajante francês L. F. de Tollenare, em Pernambuco em 1816.
Cerâmica popular do Nordeste. Um
pouco da arte de trabalhar o barro, tranformando-o em objetos de utilidade ou peças
decorativas.
Palhoça:

O "pau-de-arara", sistema de
condução que contém, em suas características, perfeitas mazelas sociais.
Os hotéis e as hospedarias, e as
relações colônia-metrópole no Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis, por Luiz Edmundo.
"Mas deixemos isso, e olhemos um pouco para
aqueles arredores. Foi na segunda metade do século XIX que se incrementou o número dos
belos solares, das grandes chácaras pelos arrabaldes mais requestados da cidade."
Gastão Cruls descreve as velhas casas hospitaleiras do Rio
de Janeiro.
Colher de Pau:

Os encantos e as delícias das antigas boleiras na cidade do
Recife, descritas por Mário Sette.
Nenhum, porém, foi tão fiel à presença daquela
compota acidulada nos banquetes diplomáticos do Itamarati." Sobremesas e frutos tropicais: bacuri,
por Osvaldo Orico.
Mandioca, costumes indígenas e o
preparo da farinha, no Brasil do século XIX, descritos pelo viajante e reverendo
americano, Daniel Parish Kidder.
Panacéia:

Os maus efeitos da urina da mulher, segundo a
sabedoria popular, por Gustavo Barroso.
Vinte banhos e defumações para
diversos fins.
"Bendito louvado seja / o rosário de Maria, /
se ela não viesse ao mundo / ai de nóis, o que seria?" A reza do Rosário de Maria,
recolhida por Alceu Maynard Araújo.
Catavento:

Adivinhas
Caranguejo
Jogo da Velha
Quem vai ao ar, perde o lugar
Abobrinha
Almanaque:

O café
na poesia popular
Café: Causos e Anedotas
Folkmail
Calendário Maio
No Estradão
Escrito em papel moeda
Latrinália
Provérbios
Dito e feito
Na parede do boteco |