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ABOBRINHA

Jogo dramatizado predominantemente feminino. Os personagens são a mãe, as filhas – abobrinhas – o ladrão, o cachorro, o vendedor.

Escolhido os papéis, inicia-se a ação. A mãe pergunta:

- Tem abobrinha para vender?

Responde o vendedor:

- Tem, pode escolher.

Ela bate com os nós dos dedos na cabeça das abobrinhas em fila:

- Esta está verde, esta está de vez, está madura.

A madura é escolhida. A mãe diz então:

- Vou comprar cebolinha pra te preparar.

Quando ela se retira, entra o ladrão e rouba a abobrinha madura.

Ao voltar, a mãe pergunta:

- Roubaram minha abobrinha, você viu?

- Não.

Repete-se todo o diálogo, outras são escolhidas e, a seguir, roubadas, até não ficar nenhuma. A cada roubo, o cachorro leva uma repreensão da mãe, que pensa ser ele o ladrão. Até que ele também é roubado.

Procurando as abobrinhas, a mãe chega à casa do ladrão:

- Me dá um copo d’água?

- O copo está furado.

– Tem concha?

- A concha está furada.

– Tem um prato para emprestar?

- O prato quebrou.

– Me empresa uma folha?


- A folha rasgou.

– E um tapete?

- Está rasgado.

– Deixa eu ir ao banheiro?

Ela vai entrando e descobre as abobrinhas. Então avança e dá uma surra no ladrão.



(Folclore fluminense.)