Passatempo
difundido em todo o país, largamente praticado entre as crianças de idade escolar.
Desenha-se uma grade com duas linhas horizontais e duas verticais cruzadas, equidistantes,
formando nove casas. Cada um dos dois participantes escolhe um dos sinais X
e O, com os quais marcarão seus movimentos.
Jogam alternadamente, assinalando de cada vez uma casa, procurando preencher três delas,
consecutivas, em qualquer sentido: vertical, horizontal ou diagonal.
Quem primeiro o consegue vence o jogo; quando não há vencedor declara-se empate,
consignando-se um ponto para a "velha".
Disputando-se partidas, leva a melhor, no final, quem tiver vencido o maior número de
jogos.
Suponhamos um exemplo:
O primeiro competidor escolheu o sinal X, e o segundo o O:


O resultado é empate, pois nenhum conseguiu preencher três casas
consecutivas e o ponto correspondente é marcado para a "velha". Se porém, o
resultado fosse o que se vê abaixo, o primeiro jogador, representado pelo X,
teria vencido.
Em Campos, no Estado do Rio de
Janeiro, embora não se altere em sua essência esta brincadeira aparece levemente
modificada em seu processo.
Cada participante pode lançar apenas três sinais. Alcançando esse total, continuam a
jogar, em cada lance apagando um sinal já feito e transferindo-o para outra casa.
Dessa maneira as jogadas se prolongam, tornando-se um pouco mais difícil chegar a um
resultado decisivo. Os empates, porém, quase desaparecem, ocorrendo apenas quando há
desistência.
(Rodrigues, Ana Augusta. Roda, bricadeiras e costumes, p.226) |