Ir para a página principal

Retornar para Catavento

PADEIRO, PADEIRO

As crianças formam uma cadeia, dando-se as mãos, em linha. A que fica na extremidade da esquerda estabelece com a extremidade oposta o diálogo seguinte:

— Padeiro!... Padeiro!...

— Senhor, meu amo!

— Quantos pães queimou por dia?

— Vinte e um queimados.

— Quem foi que os queimou?

— Foi o padeiro.

— Padeiro!... Padeiro!... Eu já lá vou.

O primeiro passa por baixo dos braços do último, acompanhado por todos; depois pelos do segundo; e, assim, sucessivarnente de maneira que todos fiquem com os braços cruzados sobre o peito, mas sempre repetindo o mesmo diálogo acima, de cada vez.

Quando todos estão nessa posição, o da exfremidade esquerda interroga:

— Tem uma agulha que me empreste?

— Está sem fundo.

— Tem um dedal que me empreste?

— Está furado.

— Tem um tacho que me empreste?

— Está amassado.

— Tem uma corda que me empreste?

— Está cheia de nós.

— Vamos ver se arrebenta.

Fazem força, de modo que todos, ou quase todos, se desprendam, largando as mãos.



(Os meus brinquedos, p.57-58)