Pelo
jeito... passa bem?
E também a obrigação?
Se lhe pergunto estas cousas!
É só por estimação
Ora pois, aqui me tem
Assim um tanto avexado
Por ter o que lhe dizer
Sem saber dar o recado
Vindo aqui na sua casa
Não lhe venho visitar
Mas somente lhe dar parte
Que breve vou me casar
Estou de um tudo preparado
Nada me falta pra festa
Apenas uma camisa
Mais engomada que esta
Também lhe venho pedir
Seu lencinho de pescoço
Pra ver se naquele dia
Fico o mais bonito moço
Se não lhe faz desarranjo
Suas calças e colete
Pra não fazer má figura
Junto de meu ramalhete
Também lhe peço emprestado
Seu casaco e seu chapéu
Pois quem vai pra se casar
Vai pro caminho do céu
E pracompanhar a fatiota
Suas botas e as esporas
Minha mãe fica contente
Por causa das outras noras
Ora, depois de vestido
O pó da estrada me suja
E não quero que por isso
A minha noiva me fuja
Por isso também lhe peço
O seu cavalo tostado
Com este ginete em cima
Verá como ele é gabado
E peço que ele vá pronto
Com seus aperos de prata
O casar não custa nada
Quando o noivo se precata
E para encerrar a festa
Tendo a gente algo que morda
Também lhe peço emprestada
Uma terneira bem gorda
Só faltou dizer agora
Quem minha noiva vai ser
Se o meu vizinho consente
É o que me resta saber
Tenho cavalo e arreios
Traje, terneira e vontade
Agora lhe peço a mão
De Rosinha, essa beldade
Se consente em ser meu sogro
Pouco mais tenho a pedir
Cama e mesa e sociedade
No lucro feito e por vir
Nos tempos que vão correndo
Ninguém se deve amarrar
E eu esqueço tudo, tudo
Pra coa Rosinha casar
E diga, no soflagrante
Se devo me retirar
Se a Rosinha não me pega
É capaz de se matar
E apenas por dever
De não provocar tristezas
Lhe peço esse ajutório
Apenas de miudezas
E como consente e cala
É que vou por bom caminho
Pra completar o serviço
Seja também o meu padrinho