Procedência: Paratinga, Rio
São Francisco, Bahia
Informante: professora Maria Heliete Leal Dourado (Paratinga, 1956)
Que belos castelos!
Mata, tira, tirarou!
Que os nossos são mais belos!
Mata, tira, tirarou!
Eu vou tirar uma prenda,
Mata, tira, tirarou!
Qual de nós vós quereis?
Mata, tira, tirarou!
Eu quero é (nome da pessoa).
Mata, tira, tirarou!
Eu darei um vestido.
Mata, tira, tirarou!
Ela disse que aceita (ou não)
Mata, tira, tiraroul
Formação: Uma fileira de crianças de mãos dadas. Em frente, uma criança.
Maneira de brincar: A criança destacada caminha para frente e recua, cantando os dois
primeiros versos. Ao terminá-los, pára. A fileira responde Que os nossos, etc.
aproximando-se e afastando-se, da mesma maneira, da menina. Assim, mantém-se um
diálogo. Ao ser citado o nome de uma companheira, da fileira, esta só passa para o lado
da menina e lhe dá a mão, se for do seu agrado o presente oferecido. O brinquedo é
repetido sendo nova criança escolhida. E, assim, sucessivamente até que a fileira
desapareça.
Nota: A expressão Mata, tira, tirarou é corruptela do estribilho francês:
"Ma tanttire, lire, lo", que pertence, ao brinquedo "Ah!
mon beau chateau!"
(Novaes, Íris Costa.
Brincando de roda, p.228)