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QUEBRA-PANELA

É outra brincadeira de crianças, que, às vezes, atinge também a adolescentes e até adultos. Muito usada em Pernambuco, sobretudo no interior e nos arrabaldes da cidade do Recife. Geralmente ocorre nas épocas festivas do ano – mês de junho, Natal, Ano-Bom, por exemplo – também aparecendo em festejos privativos de alguns subúrbios, ou mesmo de casas residenciais dispondo de certas áreas, quando se comemora alguma data significativa para a família, como de aniversário natalício.

Das extremidades de dois paus fincados no chão – à altura no mínimo de dois metros, podendo aumentar, dependendo dos participantes – com a distância aproximada de três a quatro metros, estende-se, bem estirada, uma corda, do meio da qual pende um cordão que segura uma panela de barro, contendo bombons, chocolates e às vezes moedas.

A panela deve estar ao alcance de um pequeno pau, com que uma pessoa – geralmente criança, às vezes adolescente e até adulto – colocada de olhos vendados, uma distância de cerca de três metros, depois de voltada várias vezes para perder a orientação no espaço, tenta golpear a referida panela, ganhando o que está dentro dela. Cada golpe desferido, não alcançando o alvo, é motivo de risadaria, não só dos que participam da brincadeira, como da pequena multidão de assistentes. Frustado o golpe, segue-se outra pessoa, e assim sucessivamente, até alguém acertar.

O pátio onde se faz a brincadeira do "quebra-panela" é sempre enfeitado de bandeirolas de papel colorido, presas em cordões que se estendem em várias direções, alegrando o ambiente.

(Valente, Valdemar. Folclore brasileiro: Pernambuco. p.60-61)