1. A saudade mata a gente
2. Adeus, campina da serra
3. Amanheceu, peguei na
viola
4. As mocinhas da cidade
5. Beijinho doce
6. Boi Barnabé
7. Cabecinha no ombro
8. Cabelo loiro
9. Calango
10. Cana verde
11. Chico mineiro
12. Chitãozinho e
xororó
13. Chuá chuá
14. Destinos iguais
15. Disco voador
16. Flor do Cafezal
17. Homenagem na montanha
18. Índia
19. Irmão de estrada
20. João-de-barro
21. Jorginho
do sertão
22. Meu céu
23. Meu primeiro
amor
24. Moda das
línguas
25. Moda de
Botucatu
26. Moreninha
linda
27. Navegante
das Gerais
28. O homem e
a espingarda
29. O menino
da porteira
30. Pagode em
Brasília
31. Pé de
ipê
32. Piracicaba
33. Quando o
amor se vai
34. Ranchinho
brasileiro
35. Rei do
gado
36. Rio de
Lágrimas
37. Romance
de uma caveira
38. Romaria
39. Saudades
de matão
40. Serra da
Boa Esperança
41. Serenô
42. Sodade,
meu bem sodade
43. Trem do
pantanal
44. Triste
berrante
45. Tristeza
do jeca
46. Um
violeiro toca
47. Velho
catireiro
48. Vide-vida
marvada
49. Viola
cabocla
50. Viola
quebrada
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A SAUDADE MATA A GENTE
(João de Barro / Antônio Almeida)
Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
E na rede nas noites de frio
Meu benzinho me abraçava
Pra me agasalhar...
Mas agora, meu bem,
Vou-me embora,
Vou-me embora e não sei
Se vou voltar...
A saudade nas noites de frio
Em meu peito irá se aninhar
A saudade é dor pungente morena
A saudade mata a gente morena
A saudade é dor pungente morena
A saudade mata a gente morena
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ADEUS,
CAMPINA DA SERRA
(Raul Torres / Cornélio Pires)
Adeus Campina da Serra, lugar que fui moradô
O meu leal coração, muitas delícias gozô
No prazo de pouco tempo o meu gosto se acabou
Despediu e foi embora quem nesta terra morou
A minha rosa dobrada desta terra retirou
Deu o vento na roseira, minha rosa desfolhou
Quando a rosa despediu, a roseira desmaiou
De paixão e sentimento, os passarinhos chorou
Adeus coração de bronze, por outro me desprezou
Hoje eu vivo desprezado de quem tanto me estimou
Foi um dia de tristeza, quando ela se mudou
Tantas penas e saudade no meu peito ela deixou.
Adeus carinho de rosa, rainha de toda flor
Adeus corpo delicado, zóio, preto matador
Numa triste madrugada, quando ela embarcou
Na onda do mar que trouxe, a maré veio e levou
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AMANHECEU,
PEGUEI A VIOLA
(Renato Teixeira)
Amanheceu peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Sou cantador
E tudo nesse mundo
Vale pra que eu cante e possa praticar
A minha arte sapateia as cordas
E esse povo gosta de me ouvir cantar
Amanheceu peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Ao meio dia eu tava em Mato Grosso
Do sul ou do norte, não sei explicar
Só sei dizer que foi de tardezinha
Eu já tava cantando em Belém do Pará
Amanheceu peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Em Porto Alegre um tal de coronel
Pediu que eu musicasse uns versos que ele fez
Para uma china, que pela poesia
Nem lá em Pequim se vê tanta altivez
Amanheceu peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Parei em Minas pra trocar as cordas
E segui direto para o Ceará
E no caminho fui pensando, é lindo
Essa grande aventura de poder cantar
Amanheceu peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Chegou a noite e me pegou cantando
Num bailão, lá no norte do Paraná
Daí pra frente ninguém mais se espante
E o resto da noitada eu não posso contar
Anoiteceu e eu voltei pra casa
Que o dia foi longo e o sol quer descansar
Amanheceu peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
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AS MOCINHAS
DA CIDADE
(Nhô Belarmino / Gabriela)
As mocinhas da cidade
São bonita e dançam bem
Eu dancei uma vez com uma moreninha
E já fiquei querendo bem
E o sol já vai entrando
E a saudade vem atrás
Vou buscar aquela linda moreninha
Para mim viver em paz
Fui na casa da morena
Pedir água pra beber
Não é sede, não é nada moreninha
Eu vim aqui só pra te ver
Embora seu pai não queira
Que eu me case com você
Mas depois de nós casados, moreninha
Ele vai nos compreender.
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BEIJINHO
DOCE
(Nhô pai)
Que beijinho doce
Que ela tem
Depois que beijei ela
Nunca mais beijei ninguém
Que beijinho doce
Foi ela quem trouxe
De longe pra mim
Se me abraça apertado
Suspira dobrado
Que amor sem fim.
Coração que manda,
Quando a gente ama
Se estou junto dela
Sem dar um beijinho
Coração reclama
Que beijinho doce
Foi ela quem trouxe
De longe pra mim
Se me abraça apertado
Suspira dobrado
De amor sem fim.
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BOI
BARNABÉ
(V. Simon/Bob Nelson)
Na minha fazenda tem um boi
Esse boi se chama Barnabé
Sabe moço ele anda se babando
Pela minha linda vaca Salomé
O Barnabé anda muito satisfeito
Por ter feito uma boa escolha
Pois esta vaca que ele anda apaixonado
Dá leite engarrafado com tampinha e com rolha
E essa vaca minha linda Salomé
Dá leite açucarado misturado com café
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CABECINHA
NO OMBRO
(Paulo Borges)
Encosta a tua cabecinha
No meu ombro e chora
E conta logo a tua mágoa
Toda para mim
Quem chora no meu ombro
Eu juro que não vai embora
Que não vai embora
Que não vai embora
Quem chora no meu ombro
Eu juro que não vai embora
Que não vai embora
Porque gosta de mim
Amor, eu quero o teu carinho,
Porque eu vivo tão sozinho.
Não sei se a saudade fica
Ou se ela vai embora.
Se ela vai embora,
Se ela vai embora.
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CABELO
LOIRO
(Tião Carreiro / Zé Bonito)
Cabelo loiro vai lá em casa passear
Vai, vai cabelo loiro
Vai acabar de me matar
Quem diz que a bala mata
Bala não mata ninguém
A bala que mais mata
É o desprezo do meu bem
Cabelo loiro vai lá em casa passear
Vai, vai cabelo loiro
Vai acabar de me matar
Casa de pobre é ranchinho
Casa de rico é de telha
Se ter amor fosse crime
Minha casa era cadeia
Cabelo loiro, vai lá em casa passear
Vai, vai cabelo loiro
Vai acabar de me matar
Passarinho perde as penas
O peixe perde a escama
Eu já tô perdendo o tempo
De amar quem não me ama
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CALANGO
(Alvarenga / Ranchinho / Capitão Furtado)
É do calango
É do calango do joá
Aprendi a cantar calango
Numa noite de Natá
Bebendo café com leite
e bolinho de fubá
É do calango
É do calango do joá
Bebi leite de cem vacas
Na porteira do curral
Não bebi de 120
Porque não quiseram dar
É do calango
É do calango do joá
Que eu andei 50 léguas
No lombo de uma preá
Mandioca no tipiti
dá farinha e dá jubá
É do calango
É do calango do joá
Esta moda do calango
Vou cantando sem parar
Canto a moda do calango
Até o canto melhorar
É do calango
É do calango do joá
Menina de 11 anos
Chora pra me acompanhar
Quem não tem peneira fina
Não pode coar fubá
É do calango
É do calango do joá
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CANA VERDE
(Tonico e Tinoco)
Abra a porta ou a janela,
Venha ver que é que eu sô.
Sô aquele desprezado
Que você me desprezô.
Eu já fiz um juramento:
De nunca mais ter amô.
Pra viver, penar chorando
Por todo lugar que eu vô.
Quem cantá, seu mal espanta,
Chorando será pió.
O amô que vai e volta,
Na volta, sempre é mió
Chora viola e sanfona,
Chora triste o violão.
Se o que é madeira, chora,
Que dirá meu coração.
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CHICO MINEIRO
(Tonico / Francisco Ribeiro)
Falado:
Cada vez que me lembro
Do amigo Chico Mineiro
Das viagens que eu fazia
Ele era meu companheiro
Sinto uma tristeza, uma vontade de chorar,
Lembrando daqueles tempos
Que não mais hão de voltar
Apesar de ser patrão
Eu tinha no coração
O amigo Chico Mineiro
Caboclo bom e decidido,
Na viola dolorido,
E era pião dos boiadeiros
Hoje porém, com tristeza,
Recordando das proezas,
Das viagens e motins,
Viajamos mais de dez anos,
Vendendo boiada e comprando,
Por este rincão sem fim
Mas, porém, chegou o dia
Que o Chico apartou-se de mim:
Cantado:
Fizemo a última viagem
Foi lá pro sertão de Goiás
Foi eu e o Chico Mineiro
Também foi o capataz
Viajemo muitos dia
Pra chegar em Ouro Fino
Aonde passamos a noite
Numa festa do Divino
A festa tava tão boa
Mas antes não tivesse ido
O Chico foi baleado
Por um homem desconhecido.
Larguei de comprá boiada
Mataram o meu companheiro
Acabou-se o som da viola
Acabou-se o Chico Mineiro
Depois daquela tragédia
Fiquei mais aborrecido
Não sabia de nossa amizade
Porque nós dois era unido
Quando vi seus documento
Me cortou o coração
De sabê que o Chico Mineiro
Era meu legítimo irmão.*********************************************
CHITÃOZINHO
E XORORÓ
(Athos Campos / Serrinha)
Eu não troco o meu ranchinho
Marradinho de cipó
Pruma casa na cidade
nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto
Sem vizinho eu vivo só
Só me alegra quando pia
Lá pra aqueles cafundó
É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó
Quando rompe a madrugada
Canta o galo carijó
Pia triste a coruja
Na cumeeira do paió
Quando chega o entardecer
Pia triste o jaó
Só me alegra quando pia
Lá pra aqueles cafundó
É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó
Não me dou com a terra roxa
Com a seca larga pó
Na baixada do areião
eu sinto um prazer maió
Ver a rolinha no andar
No areião faz caracó
Só me alegra quando pia
Lá pra aqueles cafundó
É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó
Eu faço minha caçada
Bem antes de saí o sol
Espingarda de cartucho
Patrona a tiracó
Tenho buzina e cachorro
Pra fazer forrobodó
Só me alegra quando pia
Lá pra aqueles cafundó
É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó
Quando sei de uma notícia
Que um outra canta "mió"
Meu coração dá um balanço
Fica meio banzaró
Suspiro sai no peito
Que nem bala jeveló
Só me alegra quando pia
Lá pra aqueles cafundó
É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó
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CHUÁ
CHUÁ
(Marquez Porto/Pedro de Sá/Pereira)
Deixa a cidade formosa morena
Linda pequena e volte ao sertão
Beber a água da fonte que canta
E se levanta do meio do chão
Se tu nasceste cabocla cheirosa
Cheirando a rosa no peito da terra
Volta pra vida serena da roça
Daquela palhoça do alto da serra.
E a fonte a cantar chuá chuá
E as águas a correr chuê chuê
Parece que alguém
Que cheio de mágoa
Deixasse quem há
De dizer a saudade
No meio das águas rolando também.
A lua branca de luz prateada
Faz a jornada no alto do céu
Como se fosse uma sombra altaneira
Da cachoeira fazendo escarcéu
Quando esta luz lá na altura distante
Loira ofegante no poente a cair
Dai-me esta trova que o pinho dissera
Que eu volte prá serra que eu quero partir
E a fonte a cantar...
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DESTINOS
IGUAIS
(Capitão Furtado / Laureano)
Já foi no morrê do dia,
Quando eu vi, com alegria,
Dois canarinho gorjeá
Com bicada de ternura,
O casar trocava jura
De eternamente se amá,
De repente, da gaiada
Aonde tava posada
As avezinha do amô,
Surgiu um gavião marvado
Passando o bico encurvado,
Na canarinha e levô
O canarinho, coitado,
Avuô disisperado
Perseguindo o marfeitô
Dispois mais, veio vortando,
Muito triste, soluçando
Num gorjeá cheio de dô.
Dos óio do canarinho
Eu vi moiado os cantinho
De chorá pelo seu bem
Uma dor foi me apertando,
E meus óio foi piscando,
Sem querê, chorei também
Chorei, pois tive saudade
Daquela felicidade
Que o destino me roubô
O meu vivê solitário
e tar e quar desse canário
Que perdeu o seu amô.
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DISCO
VOADOR
(Palmeira)
Tomara que seja verdade
Que exista mesmo disco voador
Que seja um povo inteligente
Pra trazer pra gente a paz e o amor
Se for pro bem da humanidade
Que felicidade essa intervenção
Aqui na terra só se pensa em guerra
Matar o vizinho é nossa intenção
Se Deus que é todo poderoso
Fez esse colosso suspenso no ar
Por que não pôde ter criado
Um mundo apartado da terra e do mar
Tem gente que não acredita
E acha que é fita os mistérios profundos
Quem tem um filho pode ter dois filhos
O Senhor também pode ter outros mundos
Os homens do nosso planeta dão a impressão
De que não têm mais crença
Em vez de fabricar remédio
Pra curar o tédio e outras doenças
Inventam bomba de hidrogênio
Usam o seu gênio fabricando bomba
Mas não se esqueçam que por mais que cresçam
Que perante Deus qualquer gigante tomba
O nosso mundo é o espelho
Que reflete sempre a realidade
Quem forma vinha colhe uva
E quem planta chuva colhe tempestade
No tempo em que Jesus vivia
Ele disse um dia e não foi a esmo
Que nesse mundo que a maldade infesta
Tudo o que não presta morre por si mesmo
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FLOR DO
CAFEZAL
(Luiz Carlos Paraná)
Meu cafezal em flor
Quanta flor, meu cafezal
Meu cafezal em flor
Quanta flor, meu cafezal
Ai menina, meu amor
Branca flor do cafezal
Ai menina, meu amor
Branca flor do cafezal
Bela florada lindo véu de branca renda
Se estendeu sobre a fazenda qual um manto nupcial
e de mãos dadas fomos juntos pela estrada
toda branca e perfumada pela flor do cafezal
Meu cafezal em flor
Quanta flor, meu cafezal
Meu cafezal em flor
Quanta flor, meu cafezal
Ai menina, meu amor
Branca flor do cafezal
Ai menina, meu amor
Branca flor do cafezal
Passa-se a noite vem o sol ardente e bruto
Morre a flor e nasce o fruto no lugar de cada flor
Passa-se o tempo em que a vida é todo encanto
Morre o amor e nasce o pranto fruto amargo de uma dor
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HOMENAGEM
NA MONTANHA
(João Pacífico)
Deus me deu esse direito
De trazer no peito a viola pra cantar
Meu senhor dono da casa
Dá licença, quero entrar
Deus me deu esse direito
De trazer no peito a viola pra cantar
Queremos tomar café
Com bolinhos de fubá
Deus me deu esse direito
De trazer no peito a viola pra cantar
Nesse alto da montanha
Perto da luz desse luar
Deus me deu esse direito
De trazer no peito a viola pra cantar
Agora vamos simbora
Nós havemos de voltar
Deus me deu esse direito
De trazer no peito a viola pra cantar
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ÍNDIA
(J. A. Flores / M. O. Guerreiro versão M. Flores)
Índia seus cabelos nos ombros caídos
Negros como a noite que não tem luar
Seus lábios de rosa, para mim sorrindo
E a doce meiguice desse seu olhar
Índia da pele morena,
Sua boca pequena eu quero beijar.
Índia, sangue tupi,
Tem o cheiro de flor
Vem, que eu quero lhe dar
Todo o meu grande amor
Quando eu for embora para bem distante
E chegar a hora de dizer-lhe adeus,
Fica nos meus braços só mais um instante,
Deixa os meus lábios se unirem aos seus!
Índia, levarei saudade
Da felicidade que você me deu
Índia, a sua imagem sempre comigo vai,
Dentro do meu coração, flor do meu Paraguai.
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IRMÃO DA
ESTRADA
(Tonico / Tinoco / Chiquinho)
Carreteiro vem, vem, vem
Carreteiro vai
Cruzando a estrada da vida
Rodando que a vida vai
No seu caminhão gigante carreteiro dá a partida
Famia pede pra Deus e a Senhora Aparecida
que abençoe seu caminho, de sua viagem cumprida
E vai sentindo a saudade da hora da despedida
Carreteiro vem, vem, vem
Carreteiro vai
Cruzando a estrada da vida
Rodando que a vida vai
Viaja de sul a norte sem saber sua pousada
cabine do caminhão onde faz sua morada
Sarve carreteiro amigo, sarve, sarve, irmão de estrada
Enfrenta todos os perigos, puxando carga pesada
Carreteiro vem, vem, vem
Carreteiro vai
Cruzando a estrada da vida
Rodando que a vida vai
A estrada do destino tem subida e descida
Tem muita estrada esquecida
Carreteiro vai e vorta na sua viagem cumprida
Só não encontra retorno
Na estrada da sua vida
Carreteiro vem, vem, vem
Carreteiro vai
Cruzando a estrada da vida
Rodando que a vida vai
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JOÃO-DE-BARRO
(Teddy Vieira / Muibo Cesar Cury)
O joão-de-barro, pra ser feliz como eu
Certo dia resolveu
arranjar uma companheira
No vai-e-vem, com o barro da biquinha
Ele fez sua casinha
Lá no galho da paineira
Toda manhã, o pedreiro da floresta
Cantava, fazendo festa,
Pra aquela que tanto amava
Mas quando ele ia buscar o raminho
Pra construir o seu ninho
Seu amor lhe enganava,
Mas, neste mundo, o mal feito é descoberto:
João-de-barro viu de perto
Sua esperança perdida.
Cego de dor, trancou a porta da morada,
Deixando lá sua amada,
Presa pro resto da vida
Que semelhança entre o nosso fadário
Só que fiz o contrário
Do que o joão-de-barro fez
Nosso Senhor me deu força nessa hora,
A ingrata eu pus pra fora,
Por onde anda eu não sei! |