Té minhã, eu vô mimbora,
Já hoje stô me arrumano. ô boi, ô
boi, tá, meu boi tá, ô tá
E o cavalo da viage tá no mato
se criano, ô boi, ô, tá
Outros aboios
Meu cavalo está selado,
foi o negro que selô,
morro na ponta da faca
mas carrego Lionô,
ô, ô, ô gado manso...
ê, ê gado manso, ô boi
* * *
O cantô da meia-noite
é um canto incelente,
acordai quem tá drumino,
alegrai quem tá doente
Eia, eia, ei boa guia,
olé, ô boi, olá
* * *
Minha mãe me deu de noite,
me mandô apanhá limão,
o que noite tão escura,
tenho medo de ladrão
Oi, oi, boi, a,
ô, ô, ô, boi, o lá, ô
gado manso. Ui, ui
* * *
Eu sô aquele boi preto
que briguei mais Azulão
eu tirei fogo das ponta
lá naquele solidão
oi, oi, gado manso,
oi, oi, vaca
* * *
Sobrancelha de pau preto,
raio de sol quando nasce,
boca pequena bem feita,
olhos que enganasse,
oi, oi, oi, boa guia, e lá ô boi
* * *
Cobra verde não me morda
que aqui não tem curadô,
curadô que tinha aqui,
água do monte levô...
ô boi, eia, ei, eia... gado manso
* * *
O rio de São Francisco
oi corre que desaparece,
oi no meio faz um remanso
oi onde meu bem padece,
ô, ô, ô, boi, olá, ô, ô gado manso
* * *
Eu já sei fazê cancela,
também sei fazê morão
onde este boi mete a perna
meu cavalo mete a mão
ê, ê, ê, ê, boi...
* * *
O mamãe cadê Celina,
oi Celina foi passiá,
os passeio de Celina, gado manso,
faz papai, mamãi chorá,
ei, ei..
* * *
Oi marcha boi, marcha boiada,
oi tamem marcha moreninha
do cabelo cacheado,
ô, ô, ô boi... ô boi, eta
já, já, já, ota
* * *
Oi minina me dê uma lima
da limêra de seu pai,
a limêra não é sua,
mais a lima sempre vai
E, oi, oi boa guia,
ê lá, ô boi, ê, ê, eta boi
Aboio
Cravo não me chame rosa
que meu tempo se acabô,
me chame laranja verde,
do lado que não vingô
Ô, ô, ô...
* * *
Deus salve casa santa,
onde Deus fez a morada,
Deus salve calix bento
e a hóstia consagrada,
ô, ô, ô
* * *
Ô lá de cima daqueles ares
caia ráio, curisco e trovão
em cima de quem paga firmeza
com ingratidão
(ARAÚJO, Alceu Maynard; ARICÓ JÚNIOR. Cem
melodias folclóricas)