Ano V - janeiro  2003 - nº 53

Sua revista com a cara e a alma brasileiras


SUMÁRIO - EDIÇÃO 53
FESTANÇA
CANCIONEIRO
IMAGINÁRIO
OFICINA
PALHOÇA
COLHER DE PAU

setaquad.gif (95 bytes)Comer e beber no adagiário

setaquad.gif (95 bytes)Uma bebida chamada de "gongonha", por Guilherme Santos Neves.

setaquad.gif (95 bytes)Receitas de rabanadas

PANACÉIA
CATAVENTO
ALMANAQUE
REALEJO
COLABORAÇÕES

 

COLHER DE PAU - Nesta seção, textos sobre receitas tradicionais; bebidas típicas; alimentos brasileiros; costumes à mesa; horta, pomar e criação; crenças, costumes e tabus relacionados à alimentação e alimentos...


COMER E BEBER NO ADAGIÁRIO

• Prato que balança não enche pança

• Em casa onde há pouco pão, todos falam e ninguém tem razão

• Não crie cão se te falta pão

• Nem só de pão vive o homem

• Passar a pão e água

• Papagaio come milho, periquito leva a fama

• Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, é bom que se mate

• Quem quer passar bem leva a mãe na garupa

• Quem quer passar bem fica em casa

• O peixe não é meu
Eu não posso escamar
A panela não é minha
Eu não posso temperar

• Torcer o pepino de pequeno

• Infeliz da terra em que piaba é peixe

• Tudo que cai na rede é peixe

• Quem morre na véspera é peru

• Pimenta nos olhos dos outros é refresco

• Quem come do meu pirão, prova do meu cinturão

• Quem vai pra garganta é pirão

• O pão do pobre só cai com a manteiga para baixo

• Pobre só morre de barriga cheia quando morre afogado

• A riqueza do pobre é um dia só, quatro libras de carne e um mocotó

• Rico em casa de pobre é perdição de galinha

• Quem com porcos se mistura, farelos vem a comer

• Mais vale um pouco bom do que muito ruim

• Achar o prato feito

• Estar com a faca e o queijo na mão

• Já comi o queijo que me deram

• Saco cheio não se dobra

• Saco vazio não se põe em pé

• Não espere pela sede para abrir o poço

• Depois que o diabo se serve é que aparecem as colheres

• Nada sobra que depois não falte

• Caiu a sopa no mel

• Do prato à boca, muitas vezes se perde a sopa

• Sopa e casamento só prestam quentes

• Quem anda por terra alheia, encontra ingrato sustento

• Em terra onde não há carne, espinha de peixe é lombo

• Cada testo em sua panela

• Deus dá toucinho a quem não tem cabrito

• Traíra quando não tem o que comer, come os seus parentes

• Muita tripa por um dez réis

• Fazer das tripas coração

• Tudo de mais é veneno

• Quem tem vergonha morre de fome

• A vida é um pirulito; quando a gente pensa que está no mel, está no palito

• Conselho de vinho é falso caminho

• Vinho, ouro e amigo, o melhor é o mais antigo

• De bom vinho, bom vinagre

• Quem tem bom vinho, tem bom amigo

• São mais vozes do que nozes

(Extraído de MELO, Veríssimo de. Xarias e canguleiros; ensaios de folclore e antropologia social aplicada. Natal, Imprensa Universitária, 1968, p. 118-122)

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