Festança

10 de janeiro: dia de São Gonçalo de
Amarante. As impressões de Mariza Lira sobre uma festa de São Gonçalo realizada no
Rio de Janeiro em meados da década de 1950.
Os versos do boi de mamão, de Santa Catarina,
folguedo folclórico realizado do Natal ao Carnaval, recolhidos por Maria de Lourdes
Henriques.
As pastorinhas de São
João, da Tijuca, comunicação de Renato Almeida à Comissão Nacional de Folclore,
em 1950.
Cancioneiro:

Ó de casa, nobre gente..., versos
de Folia de Reis recolhidos por Guilherme Santos Neves.
Cantatas da Noite
de Reis. Uma seleção de versos dos pastoris da Bahia.
Versário de São Gonçalo, uma
coletânea de quadrinhas cantadas na dança de São Gonçalo, registradas por Alceu
Maynard Araújo nas diversas localidades que visitou.
Imaginário:

A intervenção das aves nas lendas da fuga da Sagrada
Família para o Egito, do Brasil e Portugal, por Jaime Lopes Dias.
"Os homens formam duas filas diante do altar de
São Gonçalo. São Gonçalo está enfaixado como um recém-nascido. Azul e
branco..." A
piedosa Teresa, por Antônio de Alcântara Machado.
"O moço tinha feito uma promessa noutra cidade
e demoraria uns dias. Despediu-se da mulher, recomendando o papagaio e dizendo que não
saísse de cada na sua ausência..." A história do papagaio.
Oficina:

"Trabalhar em casa dama queria dizer, antigamente, ter um emprego
como doméstica." No tempo da casa d'ama, por
Hildegardes Viana.
O viajante americano Thomas Ewbank descreve o
trabalho das lavadeiras
do Campo de Santana, no Rio de Janeiro de meados do século XIX.
"Há um atoleiro adiante, e a tropa carregada
não pode parar. Então, o tocador do lote da guia entrega o lote ao cozinheiro, toma da
enxada e da foice, pula no lombo do madrinha, que vem solto, e dispara..." Tropas e tropeiros,
por Afonso Arinos.
Palhoça:

"...mas foi no país descoberto por Cabral que o
grande esternutatório foi pela primeira vez encontrado. Os índios brasileiros foram os
pais do rapé e seus melhores fabricantes." O viajante americano Thomas Ewbank
descreve o uso
do rapé em meados do século XIX, no Rio de Janeiro.
"Ah, a época das anquinhas!... Vendidas já
prontas nas lojas eram caras, luxo a que se entregavam as esposas e filhas dos ricaços da
época..." A moda feminina no Recife antigo.
"- De fato. Mas vamos ver se esse ano poderemos
ir para Olinda.
Eu estou mesmo precisando de uns banhos salgados. E também você, com essas
enxaquecas..." Uma crônica dos costumes do velho Recife, por Flávio Guerra
Colher de Pau:

"É uma árvore espinhenta pouco alegre à vista,
áspera da madeira e com espinhos como romeira." O umbu, por Gabriel Soares de Souza
"Era a tradicional bilha em vários modelos,
onde o recifense antigo punha a água para esfriar..." Quartinha de barro, por Flávio
Guerra.
"Chama-se leite certo veneno de cor branca com
que se matam crianças em tenra idade e velhos em idade avançada..." Do leite, sua
natureza e efeitos na economia, um texto de Antônio Torres, do começo do século XX.
Panacéia:

Tisana, infusão, decocção, etc. As várias maneiras
de se preparar um chá.
Como os americanos fazem fogo. De sua
crença no dilúvio. Das ferramentas que usam. As impressões de André Thevet, no
Brasil do século XVI.
"Chinelo ou sapato emborcado chama a
desgraça." Vinte e quatro abusões registradas por Gustavo
Barroso.
Catavento:

Adivinhas
A raposa e a galinha
Cantiga de adormecer
Tria
Como fazer uma estrela
Almanaque:

As
épocas, as datas e o tempo
Tradições
O povo fala assim: Tempo do Padre
Inácio; Velho como a serra
A vida do lavrador
Calendário
Escrito em papel moeda
No estradão
Latrinália
Provérbios
Na parede do boteco
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