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Em sua
infância o anotador e seus irmãos organizaram muitos cirquinhos noturnos no porão da
casa onde residiu, de 1935 a 1947, à rua Dom Pedro I, 1397.
Com forte imitação dos circos que àquela época apareciam freqüentemente na cidade,
fazia-se farta exibição de recitativos, cantigas, palhaçadas, etc.
Lembra o anotador que uma de suas primas cantava esta peça:
Ungrei, ungrei, ungrei
Biribiti ungrei
Biribiti-au
Rataplau, plau, plau!
Gusdéle, gudidinho, fururuco
Bisquaquá, jururu, ruru
Buscalibu, buscalibu
Pingo é ó! Pingo é ó!
Pingo é pingo
Bililingo, bililingo
Uma outra menina cantava isto:
Oi, Piraci
Piraci, Piracicaba
Somente pra quem morre
Que o mundo se acaba!
(Ao ler o rascunho destas notas, o
poeta e contista sorocabano Afonso Celso de Oliveira informou ao anotador que ouvira na
juventude, num circo, modinha que continha quadrinha semelhante, mas com Guaraciaba ao
invés de Piracicaba. Trata-se, pois, de uma paródia.)
(FERNANDES, Valdemar Iglésias. Lendas e crendices de Piracicaba
e outros estudos) |