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• Mateus, primeiros os teus!
• Quem primeiro anda, primeiro apanha.
• Primeiro a obrigação, depois a devoção.
• Os últimos serão os primeiros.
• Ela tem cada uma que parece duas.
• Homem avisado vale por dois.
• Dois bicudos não se beijam.
• Mais vale um toma do que dois darei.
• Não há dois altos sem um baixo no meio.
• Dois proveitos não cabem num saco só.
• Matar dois coelhos com uma cajadada.
• Custa mais sustentar um vício do que educar um filho.
• Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
• Dois sentidos não assam milho.
• Três vezes na cadeia é sinal de forca.
• Três coisas mudam o homem: vinho, estudo, mulher.
• Segredo de três o diabo fez.
• Fortuna de lobo três dias dura.
• O hóspede e o peixe aos três dias aborrecem.
• O escasso cuida que poupa em um e gasta em quatro.
• Homem velhaco, três barbas ou quatro.
• Não importa, não importa e deu com sete navios à costa.
• Por Santo André o sete-estrelo posto é.
• Por sete que sabem contar há um que sabe falar.
• Aquele que nasceu para dez-réis não chega a tostão.
• Aquele que conta dez amigos não tem nenhum.
• Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
• Caseiro que faz um cesto, faz um cento.
• Cento de vida, cento de renda, e cem léguas de parentes.
• Escuta cem vezes e fala uma só.
Faz barato e venderá por cem.
• Mais come um boi de uma lambida, do que cem andorinhas.
• Quem tem cem e deve cem, nada tem.

 

Os vinte e cinco da sorte

Estou cantando
Na carretilha do ão
Número 1 é avestruz.
Comecei a coleção!

Número 2 é a águia
Que tem o bico rombão.
Número 3 é o burro
Quando não é machão é trotão.

Número 4 é a borboleta,
Número 5 é o cão,
Número 6 é a cabra
Que dá leite pros pagão.

Número 7 é o carneiro
Bicho de toda benção,
Número 8 é o camelo.
Que mora lá no sertão...

Número 9 é a cobra,
Bicho da maldição,
Número 10 é o coelho,
Que não dá pulos em vão...

Número 11 é o cavalo
Quando não é macho é trotão,
Número 12 é o elefante
Que não deita no chão...

Número 13 é o galo
Que tem espora e não é pião
Número 14 é o gato
Que mora sobre o fogão...

Número 15 é o jacaré
Que mora no lagoão
E o 16 é o bicho
Que se trata de leão.

O 17 é o macaco
Que brinca no cordão,
E o 18 é o porco...
E o 19 é o pavão.

Número 20 é o peru
Que faz roda qual balão,
E o 21 é o touro
Que do curral é o mandão.

O 22 é o tigre
Que mora no capoeirão
E o 23 é o urso
Que no pólo é cidadão.

O 24 é o veado
Que corre como ladrão
E 25 é a vaca
Que fecha esta coleção.

 

Reduzido a zero – Estar humilhado, desprestigiado.

Zero à esquerda – Pessoa sem valor, sem prestígio algum no seu meio, não ter valor nenhum.

Leite de pato – Diz-se que um jogo é a leite de pato quando não vale dinheiro, e, portanto, qualquer que seja o resultado não a nada a ganhar ou a perder.

Dois pesos e duas medidas: para exprimir injustiça, falta de crédito.

Dois dedos de prosa: Uma conversa ligeira. Poucas palavras.

Duas coisas, no mundo,
Já gostei, não gosto mais:
- Calça com bolso no fundo,
Paletó lascado atrás.

Diabo a quatro:
fazer coisa incríveis, espantosas, estabelecer confusão.

Quatro coisas neste mundo
Arrenega o cristão:
Uma casa goteirenta,
Um cavalo bem choutão,
Uma muié rabugenta
Mais um menino chorão!

Uma brincadeira:
Uma criança desenha numa folha de papel uma careta qualquer e do outro lado, da mesma folha, e na mesma altura do desenho, coloca o número 4 bem grande. Mostra, a seguir, o número para um companheiro, e pergunta:
- Que número é esse?
O companheiro responde naturalmente:
-Quatro!
O autor da brincadeira vira, então, a folha de papel, mostra a caricatura e acrescenta:
- O teu retrato.

 

Fechar a sete chaves: Guardar alguma coisa com muito cuidado, fechá-la de modo a ficar em absoluta segurança.

Barriga de sete almoços
Indivíduo comilão.

Quem mata gato, tem sete anos de atraso.

Sete e sete são catroze
Com mais sete vinte e um
Tenho sete amor no mundo
Mas só quero bem a um.

A cachaça no Nordeste, rebebe o nome de "sete virtudes", a cachaça tem na opinião dos viciados, as setes virtudes seguintes: Aquece, refresca, anima, clareia, sara, alegra e faz esquecer.


No conhecido "Jogo de Víspora" recebem certos números, por aqueles que cantam a sorte, isto é, indicam as pedras sorteadas, apelidos especiais.

01 – Ronco de porco.
05 – Cachorro.
06 – Meia dúzia.
11 – Casa de bronze.
12 – Uma dúzia.
13 – Maria Cristina.
18 – Dos outros.
20 – Peru de Natal.
22 – Dois patinhos na lagoa.
24 – Número feio.
26 – Holandês.
33 – Idade de Cristo.
44 – Quá-Quá-Quá ou bico largo.
55 – Dois portugueses numa porta só.
77 – Dois machadinhos.
90 – Não ventas ou nas ventas.

Lá-vem-um
Em muitas cidades do Brasil, há certas vielas que são pelo povo denominadas "lá-vem-um"ou "caminho do
lá-vem-um". As ruas estreitíssimas recebem por ironia, denominação idêntica. No "lá vem um" os caminhantes em geral, são obrigados a andar em fila indiana.

Unzinho – Para designar o último, um ao menos, ou o mais insignificante:
Comeram todos os doces. Não deixaram unzinho para mim.

Passa-Um
Há na roça certa passagens ou caminhos que são destinados exclusivamente aos pedestres. O sertanejo coloca, então nessa passagem, um engenhoso volteio em S, que é denominado passa-um. Um boi ou um cavalo não poderá manobrar o corpo de modo a transpor o passa-um.

Crendices:
Três braças de linhas atiradas no telhado, oferecidas à Santa Bárbara, para fazer passar a chuva, fazem o sol aparecer.
• Para encontrar objeto perdido promete-se gritar três vezes para São Dario.
• Quem tem o pé dormente manda-se uma pessoa bater nele três vezes dizendo: "Levanta-te pé, para ir à missa".

Três potes
A saracura é, pelo sertanejo, denominada "três-potes" por causa de seu canto. De acordo com a opinião do caboclo, uma das saracuras, com a sua cantoria ensurdecedora, parece dizer:
- Três potes! Três potes! Três potes!
As outras respondem:
- Pote! Pote! Pote!

Entrou por uma perna de pato
Saiu na perna dum pinto
O rei-Sinhô me mandou
Que vos cantasse mais cinco.

Trocar seis por
meia dúzia
.


Oito ou oitenta
para designar "tudo ou nada". Forma de proceder de certas pessoas destituídas de bom senso, sem equilíbrio em seus julgamentos.

A prova dos noves:
Embora a chamada "prova dos noves" não ofereça a menor segurança (a conta pode dar errada e a prova apontá-la como rigorosa e certa) a expressão "prova dos noves" é, na linguagem usual, sinônimo de certeza, verificação segura.

Estar entre as Dez e as Onze: Estar embriagado. A origem dessa expressão parece ser a seguinte: As festas antigamente, começavam cedo; às sete horas (da noite) mais ou menos. Às dez horas (da noite) já havia, na reunião muita gente embriagada. Alguns desses beberrões tornavam-se importunos e eram levados para fora, exatamente neste intervalo "entre as dez e as onze". O povo dizia, então, quando se referia a um bêbado: "Ele já está entre as dez e as onze". 

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