Fevereiro
2002
Ano IV - nº 42 |
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DUAS PRECES PARA
PEDIR CHUVA
Recolhidas em Minas Gerais |
I
Coro:
Pelas vossas chagas,
Pela vossa cruz,
Livrai-nos da peste,
Senhor Bom Jesus.
1
Glorioso Mártir
São Sebastião,
Livrai -nos da peste,
São Sebastião
2
Sofrestes martírios
Com toda paciência:
A Deus merecestes
Por vossa inocência.
3
Por vossos martírios,
Vossa intercessão,
Livrai-nos da peste,
São Sebastião.
4
Como santo fostes,
Martírios sofrestes.
Por todos os séculos
O céu merecestes.
5
Glorioso mártir
São Sebastião,
Valei-nos agora,
Em nossa aflição.
6
Um culto profundo
Nós vos tributamos
Em todos os tempos
"Seu" nome cantamos.
7
Nesta hora suprema
De nossa aflição,
Vinde socorrer-nos,
São Sebastião
8
Merecestes descanso
De vossos tormentos,
Pois vinde socorrer-nos
Em nosso sofrimento
9
De Roma, a soberba,
Foste capitão:
Vinde em nosso amparo,
São Sebastião
10
São Sebastião,
Filho de Deus amado,
Vinde combater
Como nosso advogado.
11
São Sebastião,
Filho de Deus querido,
Llvrai-nos da peste
E de todo perigo.
12
São Sebastião,
Mártir glorioso,
Livrai-nos da peste
E do mal contagioso.
II
1
Por morte de Cristo,
Meu santo varão,
Livrai-nos da peste,
Meu São Sebastião
2
Nascestes um menino
Logo "imordenado",
Da religião
De Cristo amado
3
Nascestes na lei
De um pai desgraçado:
Logo procurastes
A ser batizado
4
Soldado fiel,
Guerreiro valente,
Da religião santa
Do Onipotente
5
Seguistes a carreira
Do anjo da luz:
Fostes defender
A lei de Jesus
6
Fostes prisioneiro,
Fostes amarrado
Em uma laranjeira,
Sem ser descansado
7
Fostes militar
E fostes vencido,
Para de Deus ser
Mais favorecido
8
Fostes quem na morte,
Tivestes a dita
De honrar a Deus
Na glória infinita.
9
Fostes quem, na morte
Falastes assim:
"Morro por Jesus,
Por morrer por mim."
10
Sofrestes martírios
Com grande vitória:
Fostes com os anjos
Ver a Deus na glória.
11
Na glória rogai
Por nós pecadores,
Ouvi com ternura
Os nossos clamores.
12
De Deus alcançai
Graça e salvação,
Livrai-nos da peste,
São Sebastião.
13
Louvemos a Deus
E Maria também
E a São Sebastião,
Para sempre. Amém.
(Em Machado Filho, Aires da Mata. O negro e o garimpo em Minas Gerais.) |
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