Festança

"Era em plena rua do
Ouvidor. Não se podia andar. A multidão apertava-se, sufocada..." Cordões, uma
crônica de João do Rio sobre o Carnaval carioca.
É carnaval em Pernambuco, um dos
mais animados e ricos carnavais do Brasil, por Thelma Regina Siqueira Linhares.
As impressões do
viajante Robert Walsh sobre a comemorações da Quaresma, Entrudo e Cinzas, no Rio
de Janeiro do século XIX.
Cancioneiro:

"Trocar alho por cebola / é trocar leite por
creme / o dono da casa acha / que hoje aqui ninguém treme / portanto pede que nós /
cantemos na letra eme." A peleja de Oscar Alho e Francisco
Malagueta, por Gonçalo Ferreira da Silva.
A defesa de Oscar
de Tal, vulgo Nó de Cana, feita na comarca de Canindé, no Ceará, pelo improvisador
Raimundo Rodrigues Marreiro
"Para distração do povo / vou descrever mais
um drama / da perna preta cabeluda / que encontrou carrancuda / a véia debaixo da
cama" A
véia debaixo da cama, de José Costa Leite
Imaginário:

O erro do burro, uma história antiga
contada nas rodas sertanejas sobre a esperteza da raposa e a ingenuidade do burro.
"E dirigindo-se ao juiz, que não sabia da sua
condição satânica, falou, cortesmente: - Queira desculpar o meu atraso, estava
cozinhando um pouco de feijão, para plantar." O advogado do sacristão.
"Ela era alegre com todos eles, não amava
deles nenhum só. Ria, dançava, conversava com eles, adoçava coração deles, quando
eles falavam em casar com eles não respondia...." A moça retrato da lua, lenda
indígena brasileira.
Oficina:

As técnicas e o trabalho de produção do carvão vegetal. O carvoeiro, por
Elza Coelho de Souza.
O viajante Louis Agassiz descreve uma fazenda de café
no Brasil do século XIX.
"Camaradas e cozinheiro é que realmente
constituíam o elemento humano da tropa..." O camarada e o cozinheiro, por
José Alípio Goulart.
Palhoça:

Dos cumprimentos. Algumas regras do
código do bom-tom, ou da civilidade e do bem-viver, vigentes na sociedade brasileira do
século XIX.
"É um gosto vê-lo cantar. Quando as notas
sobem, é o nariz que se incumbe de tirá-las, procurando as regiões sidereas e
sacrificando as veias do pescoço, que se injetam de sangue." O cantor de serenatas. Uma crônica
de Joaquim José da França Júnior.
"Duas categorias de pessoas tiveram ou têm um
papel ativo na introdução de novos elementos materiais e tecnológicos: os
"curiosos" e os forasteiros...." Introdução e difusão de elementos
novos, por Emílio Cunha Willems.
Colher de Pau:

Abacaxi: desajeitado,
canhestro, malamanhado. Dificuldade, problema complicado. Descascar o abacaxi,
resolver habilmente a situação. Mau dançarino... Excertos do Folclore da alimentação, de Luís da Câmara Cascudo.
A presença do caranguejo na vida cotidiana do
Recife antigo, por Flávio Guerra.
Dos peixes do rio Guanabara. As
impressões de André Thevet no Brasil do século XVI.
Panacéia:

Duas preces para pedir chuva,
recolhidas em Minas Gerais.
"Trouxe também umas laranjas. Mas de noite
agora não, não se come. Laranja de manhã é ouro, de tarde é prata, de noite
mata...." Abusões
mil, por Dulcídio Jurandir.
Algumas crendices populares de Cuiabá,
recolhidas no século XIX pelo viajante e cientista alemão Karl von den Steinen.
Catavento:

Adivinhas
Recreações
Mariquita Muchacha
O gavião, a galinha e os pintinhos
Parlendas
Almanaque:

Monólogos e Cançonetas: 1 | 2
As melhores da Lei de Murphy
Calendário
Reforma Agrária
Escrito em papel moeda
Na parede do boteco
Latrinália
No estradão
Provérbios
Colaborações:

Do folclore do Norte do Estado do Rio de Janeiro, conheça o ururau da Lapa, colaboração
enviada por Tanabajo.
"Acredito que o tipo étnico brasileiro, o
mestiço, é mais caracterizado como uma cultura do que como um traço racial...." Saci é o mestiço
brasileiro, colaboração do leitor Marco Aurélio Rodrigues Dias.
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