Cada uma das pessoas
presentes escolhe para si o nome de um remédio e uma hora.
Se houver mais de doze, distigüem-se por serem tantas horas do dia e tantas da noite. Se
ainda forem mais de vinte e quatro, pode-se escolher: meio-dia, meia-noite, a hora do
almoço, a hora do jantar, da ceia, do lanche, do café, do chá, etc.
Duas outras pessoas ficam sendo o médico e o boticário.
Quando o médico está de pé, senta-se o boticário; quando aquele tira o chapéu,
põe-no, etc.; e assim sempre contradizendo-se.
O médico, passeando em frente das pessoas que brincam, ou mesmo sentadas, diz, por
exemplo:
- Fui ontem chamado às pressas para ver um doente. Encontrei-o muito mal, e receitei-lhe
beladona.
A pessoa que escolheu para si o remédio beladona, deverá responder rapidamente o número
de horas a que corresponde:
Por outra dirá o boticário:
- Hoje, por volta das seis horas da manhã
A pessoa que houver escolhido essa hora, deve interrompê-lo a toda pressa, dizendo o
remédio.
-
receitei sulfato de quinino e óleo de rícino.
Da mesma forma gritarão suas horas, os que tiverem tais remédios.
A demora, por mínima que seja na resposta, importa em pagamento de prenda.
Acaba-se o jogo depois que todos a houverem pago.
|
(RABELO, Vitória. Jogos
folclóricos) |