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O Pinicainho é conhecido em alguns estados
pelo nome de Canivetinho e Vassourinha.

As crianças natalenses brincam o Pinicainho do seguinte modo:

Escolhida uma delas para varrer a casinha, que será a dirigente do jogo, sentam-se todas na calçada e põem as mãos juntas, no chão, formando um círculo, com a palma para baixo. A dirigente põe apenas uma mão, e, com a outra, imita o movimento de varrer, dizendo:


Varre, varre
Esta casinha
Que está cheia
De titica de galinha


E prossegue, beliscando de leve, de mão em mão:

Pinicainho
Da barra de vinte e cinco
Mingôrra, mingôrra
Tira esta mão que está forra


A mão que coincide com a palavra forra está livre e sai. Pelo mesmo processo, vão saindo todas as outras, até a última. Então, diz a dirigente:

- Eu sou o galo!

Afasta-se, indo para um canto, de costas para as meninas. Estas sentam-se na beira da calçada e vão esquentar os bolinhos, esfregando as mãos uma na outra.

O galo canta três vezes, dando tempo a que esquentem as mãos:

Cô-cô-rô-cô-cô!

Depois, aproxima-se o galo da primeira menina, com quem trava este diálogo:

- Por aqui passou uma galinha?

- Passou!

- Quantos pintinhos levava?

- Quatro.

– Deu de comer?

- Dei.

– Deu água da fonte real?

- Dei.

– Sapo, sapinho! Cadê os bolinhos?


A criança interrogada põe as mãos que esquentava no rosto do galo. Se este achar que estão quentes, diz:

- Estão quentinhas.

Se achar que estão frias, a menina apanha um bolo. E assim interroga todas as outras, dando bolos nas que estão com as mãos frias.

(MELO, Veríssimo de. Folclore infantil)


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