Sou
eu a eleição do mundo
Sou eu o pai da razão
Faço paz, sustento a guerra
Sou pior do que Sansão
O que é
encarnado e todo mundo diz que é verde?
Uma mulher alta
Do chapéu à Garibaldi
Não há baile nem banquete
Que não seja convidada
Delgada como
uma linha
Mas visto a própria rainha
Enche uma casa
completa
Mas não enche uma mão
Amarrado pelas costas
Entra e sai sem ter portão
São dez para
vencer
Um para pensar
E um para escrever
Qual é a roupa
que o marido não vê a esposa usar?
Eu bato como
relógio
Relógio como este não há igual
Tenho raízes e não sou vegetal
No lugar onde moro, hei de morar
E aí mesmo, hei de morrer
O meu maior amigo
Não quer me ver