Festança

"Em São Paulo,
batuqueiros e batuqueiras, em fileiras vis-á-vis, sambam uns ao encontro das
outras e dão-se valentes umbigadas, o homem inclinando o busto para trás para
aplicá-las melhor..." A umbigada em fileira, por Edison
Carneiro. E partituras e MIDIs de três batuques do Grupo de Batuque
e Umbigada Tambor do Congo, de Capivari, SP.
"A um canto do salão de visitas já se armou o
presepe. As personagens do drama bíblico: o menino Jesus, a Virgem, São José, os três
Reis Magos, pastores, pastoras..." Luiz Edmundo escreve sobre o Natal nos tempos da
Colônia.
Uma análise de Artur
Ramos sobre os autos
de natal.
Cancioneiro:

"Foi o Calangro na casa / De seu tio o Papavento.
/ Tomou a benção e disse, / Antes de tomar assento: / - Venho lhe pedir a mão / Duma
filha em casamento." O casamento do calangro, registrado
por Gustavo Barroso.
"Usam aqui as muchachas / Uma tal saia-balão;
/ Coisa feia, amigo Juca, / Por Deus e um patacão!" Saia-balão,
poesia popular guasca registrada por Augusto Meyer em seu Cancioneiro gaúcho.
Peleja de Geraldo Mousinho com
Cachimbinho, de José Costa Leite.
Imaginário:

Três histórias com sapos,
coligidas por João da Silva Campos: Luiz-caixeiro e o sapo, O sapo velho e os sapos
moços e O sapo saramuqueca.
"Contava-se que ela se alimentava de sangue
humano e, quando este não a fartava, comia também o fígado se suas vítimas..." A onça da mão
torta.
"Era uma vez dois compadres: um era rico e
morava num grande palácio, e o outro era pobre e morava por perto, numa choupana. O
compadre rico era muito avarento e não ajudava nada ao compadre pobre, o qual, muitos
vezes, não tinha nem o que comer..." O compadre invejoso.
Oficina:

"O fumo é originário da América, e os selvagens ensinaram aos povos
civilizados o seu uso..." O cultivo e preparo do fumo, do Manual
do agricultor brasileiro, publicado em 1839, por Carlos Augusto Taunay.
"A expressão burro paneleiro era muito
usada na época em que a louça de barro tinha comércio certo, sendo tida em alta conta
por seus préstimos utilíssimos..." Burro paneleiro, por Hildegardes
Viana.
"Houve tempo no velho Recife em que a medicina
homeopática teve muito prestígio. Tinturas, glóbulos, águas chegaram a inspirar enorme
confiança às pessoas doentes e seus familiares..." Fármacias de antigamente, por
Flávio Guerra.
Palhoça:

O viajante francês Auguste de Saint-Hilaire descreve a
cidade de Porto
Alegre em 1821.
"Uma enorme estrela indicava o caminho aos
Três Reis Magos Gaspar, Baltazar e Belchior com as suas oferendas de ouro, mirra e
incenso; num lago, arranjado com uma lata vazia, de goiabada, flutuavam patos, gansos,
cisnes, marrecos..." O Natal em Bebedouro, Alagoas, por
Félix Lima Júnior.
"Por ser uma festa universal, o Natal
caracteriza uma época, dando-lhe identidade própria. É o chamado ciclo natalino...."
Natal, por
Thelma Regina Siqueira Linhares.
Colher de Pau:

"Um mês, pelo menos, antes da festa, o chefe de
família ia ao mercado escolher a luzida ave, que passava a ser tratada no galinheiro à
vela de libra..." O peru e o leitão, uma crônica de
fins do século XIX, por Joaquim José da França Júnior.
Pancão, canjirão, mel de caju, mocororó, canjica
de maxixe, etc. A
alimentação do jangadeiro, por Alceu Maynard Araújo.
Esboço bibliográfico da cozinha
nacional, excerto de artigo de Jamile Japur sobre a culinária brasileira.
Panacéia:

As impressões do viajante americano Thomas Ewbank
sobre a igreja e o culto à Santa Luzia, a deusa dos cegos, no
Rio de Janeiro de meados do século XIX.
"Toda realização que vai de encontro às leis
naturais é milagre. E o que a tradição registrou sobre Cristo e Lázaro excede a
graça, alcança o sobrenatural, daí ser miraculoso o feito de Cristo ressuscitando
Lázaro." 17 de dezembro, dia de São Lázaro, por Mariza Lira.
Gustavo Barroso escreve sobre as experiências de
chuvas e previsões no sertão e no mundo.
Catavento:

Adivinhas
Lacuxia
Estrela de Natal
Exercícios de caligrafia
Meu limão, meu limoeiro
Almanaque:

Duas
crônicas de João do Rio
Calendário
Facécias
Catulo da Paixão Cearense: Sábado e Domingo
No estradão
Nomes de cidades e distritos curiosos
Provérbios
Máximas e mínimas do Barão de
Itararé
Na parede do boteco
Escrito em papel moeda
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