Fernando
Costa Straube
Mülleriana: Sociedade Fritz Müller de Ciências
Naturais
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Durante muitos e muitos anos fui procurado para esclarecer questões
biológicas sobre a gralha-azul, ave-símbolo do Paraná. Todos, em
geral estudantes do ensino médio, procuravam literatura de boa
qualidade e principalmente vinham para saber um pouco mais sobre esse
notável representante de nossa avifauna. Em todas as ocasiões
obriguei-me, meio contrariado, a indicar e fornecer tratados e compêndios,
difíceis de serem consultados e incompletos quanto a temas regionais.
Considero, assim, que este ensaio, que agora inauguro, seja um desafio
já por esse ponto de vista: tentar suprir a lacuna que existe entre o
conhecimento técnico e aquele que está realmente disponível das
pessoas interessadas. Há alguma literatura a esse respeito, mas a
grande maioria é voltada ao meio científico, sem as explanações
necessárias para a compreensão pelo público leigo que, no mais das
vezes, acaba por desistir de assimilar tais conhecimentos.
Nunca deixando de informar as devidas fontes bibliográficas,
facilitando a busca futura pelos interessados em um maior
aprofundamento, começo essa abordagem à gralha-azul tratando dos
aspectos simbológicos dos corvos, depois passando pelas aves-símbolo
e, depois, inserindo esse conceito ao caso particular do Paraná, um
dos poucos Estados brasileiros que possui uma ave-símbolo
oficialmente definida.
Críticas e sugestões ao conteúdo e mesmo ao estilo dessa apresentação,
serão especialmente bem-vindas; aos que se dispuserem a encaminhar
contribuições ficarei muito agradecido!
Simbolismo dos corvos e da gralha-azul
Os corvos, aves que formam a
grande família dos corvídeos, são associados com frequência a
divindades míticas maléficas, sendo muitas vezes seus mensageiros ou
observadores. As bruxas, cujos arquétipos vêm já da Idade Média [1],
foram perpetuadas pelas revistas em quadrinhos e outros meios de
entretenimento infantil como tendo um corvo pousado ao ombro ou em um
poleiro estrategicamente posicionado nas proximidades do caldeirão.
Na própria clássica obra Eneida de Virgílio (71-18 a.C.),
consta pejorativamente um corvídeo [2]:
“Sozinha a ruim gralha, a passear na areia,
A chuva anda a chamar com voz roufenha e cheia.”
Das formas de ultraje do cadáver do inimigo, a mais recorrente é
o negar-lhe as honras fúnebres, deixando-o para ser devorado pelas
feras. É o abutre, junto com o cão, quem no mais das vezes
encarrega-se disso. Entretanto, desde [3]
a Ilíada (atribuída a Homero), corvos também aparecem
dilacerando um cadáver numa vívida descrição:
"...corvos virão lacerar-te
as tenras carnes, aos bandos, batendo, ruidosos, as asas [4]".
Por vezes, o corvo é motivo de inveja, visto seus atributos etéreos,
embora malditos por essência [5]:
“Tenho inveja de ti, de ti que és negro e feio,
Quando te vejo assim, pelo infinito afóra
Os ares recortando, entre nuvens! Que anceio
De ser corvo também, de ter azas agora...
...Conheça embora que és um carniceiro torvo
E te compare - alando as tuas azas de corvo -
A um farrapo de tréva a librar-se no azul!”.
No cinema contemporâneo foi lembrado da mesma forma, às vezes
como uma praga que chegava a atacar pessoas [6],
outras como personificação de pessoas desencarnadas ou elos entre o
mundo vivo e o dos mortos [7]. Na
literatura, o corvo foi também bastante explorado, auge atingido pelo
famoso The raven de Edgar A.Poe, traduzido por vários autores
luso-brasileiros desde Machado de Assis até Fernando Pessoa [8].
Tanto no Ocidente como no Oriente, devido à sua cor negra, canto
crocitante e impertinência, relaciona-se a figura de mau agouro,
anunciadora de doenças, guerras e mortes, assim como simboliza o
pecado capital da gula [9].
Em algumas culturas do Oriente próximo e do Leste Asiático pode, ao
contrário, simbolizar o sol, a luz e a inteligência. Na mitologia
escandinava, dois corvos, Hugin (pensamento) e Munin (memória), estão
ao lado de Odin, divindade suprema. A espécie norte-americana
conhecida como “gaio-azul” (Cyanocitta cristata) possui
grande importância nos rituais xamanísticos de indígenas
norte-americanos do grupo Cherokee [10].
Estão presentes ainda, no folclore dos Bosquímanos e de várias
outras culturas, sempre como materialização de espíritos não
celestiais (daemons) ou dos próprios feiticeiros, muitas vezes
apresentando paralelos impressionantes com a mitologia grega [11].
Para os povos ciganos, o corvo é enviado pela sabedoria e sua atuação
é exemplar: mais vale morrer que viver sem honra [12].
Entre várias sociedades do nordeste da antiga União Soviética, como
o Koriaque e os Itelmenos, o corvo e sua família são também
considerados ancestrais e heróis culturais [13].
Algumas famílias européias tradicionais, muitas delas de origem
obscura ou associadas a eventos suturnos, absorveram o corvo como símbolo,
fazendo surgir, por exemplo sobrenomes como Corvi e Corvinus [14].
Era, por exemplo, Matias Corvinus (1458-1490), rei da Boêmia, um dos
históricos inimigos da linhagem dos Dracul (Tepes), soberanos da Valáquia
e benquistos até a atualidade pela população romena [15].
Pelo contrário, o nome Corvi poderia, entre outros povos, designar
algum ancestral que tivesse a visão inigualável de um corvo desde as
alturas; “corvos eram considerados aves sagradas tanto entre os
romanos quanto entre os povos germânicos, pois julgavam que, com seus
altíssimos e prolongados voos, conduzia os exércitos no caminho
seguro da vitória” [16].
Aves-símbolos no
Brasil
Poucos são os estados
brasileiros que designaram oficialmente a sua ave-símbolo; o Rio
Grande do Sul é um exemplo, destinando como emblema o quero-quero (Vanellus
chilensis) [17]. Alguns brasões
estaduais contam com uma ave, via de regra um falconiforme, como
timbre (e.g. Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e
Alagoas).
Na realidade, apesar de contar com data comemorativa para um “Dia da
Ave”, comemorado em 5 de outubro [18],
nem mesmo o Brasil possui uma ave-símbolo oficial. O primeiro a
sugeri-la foi o engenheiro Johann Dalgas Frisch que, na década de
1970, propôs informalmente o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris),
espécie amplamente distribuída no território nacional, cujo canto
inspirou vários escritores, como Gonçalves Dias no célebre Canção
do exílio. Entretanto, uma posição contrária, atualmente unânime,
defendida pelo saudoso naturalista Helmut Sick, apontou a ararajuba (Aratinga
guarouba) que, segundo aquele ornitólogo, é mais adequada por
ser uma ave endêmica do Brasil e pelo seu colorido amarelo e verde [19].
No Paraná, a gralha-azul é um símbolo oficial [20]
desde 1984, por lei assinada pelo governador José Richa. Tal proposta
foi o principal determinante para a fixação definitiva desse emblema
paranista, assumindo inclusive valor ambiental, já que associa a
preservação de uma espécie de ave (e por extensão, de todas as
outras) com a manutenção e recomposição dos ecossistemas.
A gralha-azul na
cultura sul-brasileira
A gralha-azul é considerada um
símbolo paranaense, antes mesmo da lei estadual que a formalizou como
tal. Esse título surgiu em decorrência de vários aspectos culturais
perpetuados pelo povo, especialmente agricultores, que acreditavam ser
uma plantadora de pinhões. Como consequência dessa crença, surgiram
inevitáveis abstrações: teria o pássaro um caráter de previdência
contra as épocas frias quando há pouco alimento disponível e até
mesmo um indispensável participante na recomposição das matas. Essa
relação fictícia ressaltou uma imaginária (e consolidante) ligação
entre a gralha e o pinheiro-do-paraná, esse também considerado um símbolo
estadual.
Eurico Branco Ribeiro tem sido considerado o primeiro a publicar
literariamente a lenda da gralha-azul [21],
no capítulo “O plantador de pinheiro” do livro “A sombra dos
pinheirais” de 1925. Esse poema sedimentou o mito, posteriormente
disseminado em edições de divulgação [22],
servindo-se inclusive como fonte para outros resultados artísticos,
sejam literários, como por exemplo de Diva Gomes e Serafim França ou
musicais de Inami Custódio Pinto [23].
Também nas artes plásticas, foi elemento explorado por Clotilde
Cravo (pinturas no acervo do Museu Paranaense, em Curitiba) e Poty
Lazzarotto (painel exposto na Travessa Nestor de Castro em Curitiba),
dentre vários outros. O aval do seu valor simbológico foi,
posteriormente, dado pelo famoso folclorista Luiz da Câmara Cascudo [24].
Em resumo, como resultado de combinação de tais obras, além de
informações colhidas em inúmeras regiões do Paraná, obtém-se a
sinopse sobre a lenda:
A gralha-azul é pássaro previdente. Em tempos de abundância de
pinhões enterra alguns deles para, na época de escassez de alimento,
ter o que comer. Acontece que costuma esquecer os lugares que usou
para armazená-los e, assim, nascem novos pinheiros. Por esse motivo não
devemos matá-la ou aprisioná-la, pois, ela é importante na
recomposição das florestas destruídas.
A lenda, em si, tem origem e datação desconhecida. Apesar de ter
sua autenticidade questionada em algumas regiões [25]
como Lages [26] e Blumenau [27],
ela certamente se estende a todos os estados sulinos, nos quais os
pinheiros constituem parcela importante na fisionomia da vegetação
nativa. Isso pode ser confirmado com o relato de Euclides Filipe para
a região de Curitibanos, no sudoeste catarinense [28]:
“O Ministério da Agricultura possui, em toda a região serrana,
ótimos e zelosos colaboradores da lei do reflorestamento, que são
constituídos pela numerosa família das gralhas. De natureza
previdente, na época do amadurecimento dos pinhões, além de
saciarem a fome, tratam de armazenar o produto, enterrando-o em
lugares diversos, para, em tempos de escassez - quando então,
localizam os improvisados armazéns - servirem-se à vontade. Muita
gralha, porém, não chega a ‘colher o que plantou’. A chumbeira
do caboclo as extermina; outras esquecem ou perdem o esconderijo, e o
resultado é que, no ano seguinte, centenas de pinheiros recém-nascidos
vêm substituir aqueles que o machado abateu”.
Há fortes indicativos de que tenha se originado paralelamente à
colonização do planalto meridional. Ocorre que os hábitos de
armazenamento de ítens alimentares pelos corvídeos da Europa e América
do Norte, uma adaptação a regiões onde realmente ocorrem períodos
de escassez de alimento [29], são de
fato conhecidos pela população do Velho Mundo [30].
Lá também é atribuída a esses animais, a responsabilidade pela
dispersão de certas espécies de árvores [31]
e mesmo uma dependência mutualística entre os vegetais e as aves [32],
decorrente do armazenamento de sementes.
Esse conhecimento deve, por extensão, ser considerado como consequência
da percepção das próprias necessidades de armazenagem das populações
humanas, como preparação para períodos de inverno rigoroso [33].
Dessa forma, é aceitável admitir o reconhecimento, por parte dos
primeiros imigrantes poloneses, ucranianos, italianos e alemães, de
uma convergência comportamental entre espécies aparentadas na Europa
e América do Sul [34].
Além disso, deve-se considerar incoerente com o pensamento dos
brasileiros da época, que houvesse uma preocupação ambiental quanto
à preservação e recomposição das florestas nativas, a qual surgiu
formalmente apenas por volta de 1907 com o chamado “Código
Florestal”, de autoria dos deputados Romário Martins e João
Pernetta [35]. Décadas depois,
disseminaram-se os mais variados estímulos governamentais para a
aquisição, povoamento e utilização agropecuária, causando uma
expansão descontrolada rumo aos sertões do noroeste [36].
Uma “proto-consciência” ambientalista, então, teria sido
introduzida na região pelos próprios europeus, que já dispunham de
experiência milenar quanto às consequências do desmatamento em seus
países [37].
De fato, no início da década de 1920, a paisagem natural das regiões
central e sul do Paraná já encontrava-se quase que completamente
descaracterizada, com a predominância de extensas áreas agrícolas e
capoeiras [38]. Paralelamente a esse
panorama, começava a declinar o pinheiro-do-paraná, recurso de
enorme significado econômico para os madeireiros e mesmo de subsistência,
como matéria-prima para a construção de casas coloniais e uma
infinidade de outros produtos [39]. Esse
é um indicativo importante da magnificação e disseminação de
mitos em sociedades que se acham em evolução social e política
iminente [40].
Por esses caminhos, pode-se estimar uma datação bastante recente ao
mito, provavelmente no final do século passado e mesmo início deste.
Essa situação temporal coincide inclusive com a própria publicação
de Eurico B.Ribeiro, datada de meados da década de 20 e que
provavelmente constitui na primeira menção escrita relatando o mito.
Na verdade, a palavra gralha-azul está mais vinculada à memória da
população do que à própria ave, a ponto da maior parte das pessoas
não saber reconhecê-la [41]. O fato de
se conceber os ídolos de forma livre e, portanto, descriteriosa é um
passo importante na sua concretização definitiva de símbolo. Dele
rejeita-se grande parte das virtudes reais, substituindo-as por
outras, construídas pelo imaginário popular e amplificadas por
simples abstração.
É por esse motivo que a gralha-azul, considerada recompositora das
florestas de pinheiros, teve suas verdadeiras características e hábitos
esquecidos, se é que em algum momento foram efetivamente conhecidos.
A adulteração da realidade biológica, adequando-se características
de animais às necessidades humanas, pode ser considerada o principal
fator que estabilizou o mito.
Outras criações têm surgido na literatura paranaense, em geral,
girando no mesmo ciclo de uma conscientização conservacionista. É o
caso da lenda da fuga da gralha-azul para o céu, resignada pelo corte
dos pinheiros e que, por pedido divino teria voltado à Terra em troca
da plumagem azul e da atribuição de plantadora dessas árvores [42].
Por extensão, graças à popularidade conferida pela população, a
gralha-azul acabou por se destacar, dentre todas as outras aves da ornis
paranaensis, como inspiradora de denominações e logomarcas das
mais variadas iniciativas oficiais e atividades comerciais no Paraná.
Bares, lanchonetes, restaurantes, lojas, empresas de refrigeração,
de turismo, planos de saúde e de seguros e até um clube de futebol
de destaque nacional são exemplos dessa interação sociológica.
Esforços culturais como concursos, torneios esportivos e mesmo um
afamado prêmio de teatro (“Troféu Gralha Azul”, promovido
anualmente pela Fundação Teatro Guaíra, de Curitiba) são outros
exemplos que tomam emprestado o vocábulo e seu significado.
A lenda: localização,
datação e origem.
A área válida para a existência e
origem do mito da gralha-azul pode ser facilmente precisada. Seu conteúdo
aponta, obrigatoriamente, para dois elementos biológicos: o
pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) e a gralha-azul (Cyanocorax
caeruleus).
A distribuição do pinheiro-do-paraná inclui uma área nuclear que
se estende pelos planaltos de maiores altitudes (aproximadamente 500 m
s.n.m.) do sudeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul e outra, disjunta, somando fragmentos isolados nas grandes
altitudes do oeste do Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais,
norte de São Paulo e mesmo leste do Paraguai (Departamento de Alto
Paraná) e nordeste da Argentina (Província de Misiones) [43].
Já a gralha-azul distribui-se semelhantemente, estando virtualmente
ausente em quase todo o sudeste do Brasil, exceto nas terras baixas do
litoral paulista.
Uma sobreposição da distribuição geográfica de ambas espécies é,
logicamente, a área potencial máxima da ocorrência e, portanto, da
origem da lenda. Assim, pode-se inferir com grande segurança que a
mesma apresente uma pequena extensão e exige tratá-la como um mito
endêmico do Brasil meridional, embora apresentando raízes de convergência
européias.
Conclusão. A lenda da gralha-azul é altamente difundida em
todo o territótio paranaense, fazendo parte do alto escalão do
imaginário local. O mito foi criado por imigrantes europeus e depois
difundido pela população do Estado e de outras regiões
sul-brasileiras. Algumas imprecisões (inexistentes na realidade biológica
do animal) foram introduzidas, criadas com o intuito de ressaltar as
virtudes de um pássaro e aplicáveis ao próprio cotidiano das
pessoas. Surgiu, desta forma, como uma alusão à necessidade de
armazenamento de alimento, que é um hábito observado nas espécies
de corvídeos de clima frio. Como consequência, atribuiu-se à lenda,
também um significado preservacionista, uma vez que seria ela a
responsável pelo plantio dos primeiros pinheiros e pelo constante
trabalho de recomposição das matas destruídas.
Notas
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Tempos. 10º edição, 528 pp.
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a.C.). In: F.C.Straube ed. Ornitologia sem fronteiras. Curitiba,
Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, p. 15-32.
4. Homero, in: Morais, 2001 (ver.
nota 3).
5. Icílio Saldanha, 1926. A um
corvo. Ilustração Brasileira 7 (73).
6. A.Hitchcock, 1963.The
birds. EUA, CIC Vídeo. Entre os brasileiros, esse filme ficou
famoso como um clássico de suspense: "Os pássaros"
7. A.Proyas, 1994. The crow. EUA,
Warner Home Video. No Brasil, lançado sob o nome: "O
corvo".
8. J.Koepcke, 1917.
O corvo [de] Edgar Allan Poe. Revista do Brasil 4:70-114.
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Diabo: as percepções do mal da Antiguidade ao cristianismo
primitivo. São Paulo, Ed.Campus. 286 pp.; E.Pagels, 1995. As
origens de Satanás: um estudo sobre o poder que as forças
irracionais exercem na sociedade moderna. Rio de Janeiro, Ediouro. 272
pp.; A.Cousté, 1996. Biografia do diabo: o Diabo como a sombra
de Deus na história. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos.286 pp.
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Tradições ocultas dos ciganos. São Paulo, Difel. 238 pp.
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Dizionario araldico. Milão, Ulrico Hoepli. 585 pp.
15. R.T.McNally &
R.Florescu, 1995. Em busca de Drácula e outros vampiros. Mercuryo,
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16. C.Mioranza, 1996.
Filius quondam: a origem e o significado dos sobrenomes
italianos. Guarulhos, Ed.São João. 226 pp.
17. Lei nº 7418, 1º dezembro
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18. Decreto nº 63 234 de 12
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histórica e ornitológica. Boletim do Instituto Histórico e Geográfico
do Paraná 50:101-116.
21. L.dos Anjos, 1995.
Gralha-azul: biologia e conservação. Curitiba, Seguradora
Gralha Azul. 70 pp. Nesse tema, também contei com as valiosas informações
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22. E.L.Schneider, 1934. Aspectos
sociológicos da caça. In: C.F.Buys, Armas e munições de
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estudos nacionais nº 3, 279 pp.; J.de Loyola-e-Silva, 1969.
Zoologia no Paraná. In: F.El-Khatib ed. História do Paraná,
2º volume. Curitiba, Grafipar. 438 pp.; Santos, 1979 (vide nota
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23. S.França, 1965.
Minha terra tem pinheiros... Curitiba, Academia Paranaense de
Letras. 106 pp.; E.Camargo, 1966. Gralha Azul: folclore do Paraná.
Rio de Janeiro, Chantecler. Pesquisa de folclore realizada por
F.C.de Azevêdo, I.C.Pinto, R.V.Roderjan, T.Ercília e S.Soffiatti.
Reprodução fonográfica em vinil.; R.V.Roderjan, 1969. Folclore no
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21).
24. L.da C.Cascudo, 1945.
Lendas brasileiras: 21 histórias criadas pela imaginação do
nosso povo. Rio de Janeiro, Confraria Bibliófilo-Brasileira Cattleya
alba.; 1954. (1993). Dicionário do folclore brasileiro: Rio de
Janeiro, Instituto Nacional do Livro. Re-edição pela Editora
Itatiaia, 811 pp.: “Motivaram no Paraná a tradição de
plantadoras de pinheiros enterrando as sementes com a ponta mais fina
para cima e devorando a cabeça, que seria a parte apodrecível”.
25. L.Costa, 1982.
O continente das Lagens: sua história e influência no sertão
da Terra Firme. Florianópolis, Fundação Catarinense de Cultura, 4
vols. 1739 pp.
26. “Nascemos e crescemos
nesta aprazível e querida cidade [Lages] e somente há uns poucos
anos, forasteiros aficcionados à literatura de lendas conseguiram,
forçando à mão, inventá-la, assim como a da gralha-azul...(Costa,
1982: p.1597; vide nota 25)”.
27. R.Deeke, 1950.
Folclore em Blumenau...? In: Blumenau, Comissão de Festejos, Centenário
de Blumenau, p.369-372.
28. Santos, 1979 (vide nota
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29. T.A.Waite &
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