1º Canto
(Antes de chegar à sala do presépio, as pastoras cantam.)
Nasceu Jesus na lapinha
Nasceu a nossa alegria
Nasceu o verbo humanado }
Nasceu a nossa alegria } bis
Nasceu Jesus na lapinha
Nasceu o alto Criador
Nasceu o Divino Verbo }
Nasceu o nosso Redentor } bis
Nasceu quem por nosso amor
No mundo vem padecer
Vamos já, vamos com pressa }
O Divino Infante ver. } bis
De dezembro a vinte e quatro
Meia-noite, deu sinal
Rompe a aurora, é primavera }
Hoje é noite de natal } bis
Eu vejo o mundo tão claro
Tudo cheio de alegria
É porque hoje nasceu }
Jesus filho de Maria } bis
Bate asas, canta o galo
Quando o Salvador nasceu
Cantam os anjos nas alturas }
"Gloria in excelsis Deo" } bis
Nasceu Jesus na lapinha
Nasceu o Alto Criador
Nasceu o verbo encarnado }
Nasceu nosso Redentor } bis
2º Canto
(As pastoras se dirigem à sala do presépio, dançando e cantando; estrugem palmas e
vivas, enquanto uma girândola atroa no pátio ou no quintal.)
Já vêm as pastoras }
Meu Deus e Senhor, } bis
Hosanas cantando
Hosanas cantando
Hosanas cantando
Em nosso louvor.
Louvai, querubins, }
Chegai, pastorinhas, } bis
Trazendo a Jesus,
Trazendo a Jesus,
Trazendo a Jesus,
Louvores sem fim.
Os anjos no céu }
Contentes estão } bis
Na lapa ditosa
Na lapa ditosa
Na lapa ditosa
Com veneração
3º Canto
(As pastoras aproximam-se do presépio e cantam.)
Viva, viva, viva, viva,
O Menino Deus nascido
Vivam José e Maria!
E o Menino Deus nascido.
Em que parte, pois, nasceu
Esse suspirado bem?
No cimo dessas montanhas
Na lapinha de Belém.
Vinde cá, ó pastorinhas,
Que destino é o vosso?
Confessai, dizei, porque
Ir convosco também posso.
Ir convosco eu bem pudera,
Linda pastora da serra.
Não sabeis da feliz nova
Que vos dou da vossa terra?
Vinde contar-me depressa
O vosso grande destino
É nascido o Redentor
Em figura de Menino.
É nascido o Redentor
Oh! Meu Deus, grande alegria.
Vós nasceste de uma Virgem
Mais linda que a luz do dia.
4º Canto
(O Anjo recita sozinho. Pastoras paradas.)
Venham, pois, que já é tempo
De velar e não dormir
Que este Divino Infante
Querem com setas ferir.
E as pastoras respondem:
Se nos chamam aqui estamos
Com muito contentamento
Para louvar a Jesus
Festejar seu nascimento.
A Mestra recita sozinha: (A torcida dá "bravos" à Mestra.)
Pois, a tão nobre auditório,
Licença venho pedir
Que queira com atenção
Estes louvores ouvir.
O Anjo canta sozinho:
E para dar, em princípio
Um louvor engrandecido
Digam todos também viva
O menino Deus Nascido.
Gloria in excelsis Deo
Gloria in excelsis Deo
Et in terra pax hominbus
Et bonae voluntatis.
Todas as pastoras cantam:
Glória a Deus onipotente
Cantam os anjos nas alturas
Anunciando paz na terra
Para todas as criaturas.
O Anjo canta novamente:
Gloria in excelsis Deo
Gloria in excelsis Deo
Et in terra pax hominibus
Et bonae voluntatis.
Todas as pastoras cantam:
Os pastores que dormiam
Assustados acordavam
De ver tantas maravilhas
Para Belém caminharam.
O Anjo canta:
Gloria in excelsis Deo
Gloria in excelsis Deo
Et in terra pax hominibus
Et bonae voluntatis.
Todas as pastoras cantam:
Para nos purificarmos
Cantemos tantas vitórias
Nesta celeste mansão
Onde os anjos cantam glórias
5º Canto
As pastoras, fazendo evoluções em frente do presépio, cantam:
Alvíssaras, alvíssaras, pastoras,
Que Jesus nasceu.
Entre as palhinhas, pastoras,
Respondeu.
Que menino é este, pastoras?
Pergunta o pastor.
É o Messias, pastora,
Nosso Salvador.
Que menino é este, pastora,
Que nascido está?
É o Messias, pastora.
Para nos salvar.
Alvíssaras, alvíssaras, pastoras,
Jesus nascido está.
Ele veio ao mundo, pastora,
Para nos salvar.
6º Canto
(As pastoras, duas a duas, uma de cada cordão, marcham dançando, para o presépio
onde beijam o Menino Deus, após o que se colocam atrás, até que as últimas voltem a
ocupar seus lugares. Isto fazem cantando.)
Desçam, pastoras, dos montes
Para o presépio adorar.
Agora eu quero pedir
Licença pra vos beijar.
Tragam cestinhos de flores
Para ao Menino ofertar
Agora eu quero pedir
Licença pra vos beijar.
7º CANTO
Cantam as pastoras:
Que concertos, que gratas harmonias,
Brilha o céu com o mais vivo esplendor
Para ver-se da terra ao infinito, }
Que é nascido o nosso Salvador. } bis
Oh céus que longa viagem
Fizemos todas de além.
Mas em fim vamos chegando }
Às campinas de Belém. } bis
Trazemos todas as flores
Encontradas no caminho
Para aos pés do Deus Menino }
Colocá-las com carinho. } bis
Somos as lindas serranas
Viemos cheias de amores
E trazemos ao Messias }
As cestas cheias de flores. } bis
Foi longa a nossa viagem,
Toda a noite e todo o dia
Conduzindo lindas rosas }
Para o Filho de Maria. } bis
8º Canto
São José de porta em porta,
Busca pouso sem achar.
Numa pobre manjedoura
É que foi se agasalhar.
Ele não sabia a noite
De Maria dar à luz
Foi na pobre manjedoura
Onde quis nascer Jesus.
Que mãe tão pobre é aquela,
Uma tão meiga senhora,
Vira nascer o seu filho
Numa pobre manjedoura.
Aqui termina a primeira jornada. Todas as pastoras se retiram da sala do presépio,
debaixo de vivas e bravos.
continua
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(Por FURTADO, Maurício. Em Revista
Brasileira de Folclore) |