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Câmara Cascudo
100 anos de nascimento

Luís da Câmara Cascudo em seu gabinete de trabalho.

Apenas um
provinciano incurável

"Nasci na rua das Virgens e o padre João Maria batizou-me no Bom Jesus das Dores, Campina da Ribeira, capela sem torre mas o sino tocava as Trindades ao anoitecer. Criei-me olhando o Potengi, o Monte, os mangues da Aldeia Velha onde vivera, menino como eu, Felipe Camarão. Havia corujas de papel no céu da tarde e passarinhos nas árvores adultas (...). Natal de 96 lampeões de querosene. Santos Reis da Limpa em janeiro. Santa Cruz da Bica em maio. Senhora d’Apresentação em novembro. Farinha de castanha e carrossel. Xarias e Canguleiros. (...). Tinha 13 anos quando veio a luz elétrica. Festas no Tirol. Violão de Heronides França. Livros. Cursos. Viagens. Sertão de Pedra e Europa.

Nunca pensei em deixar a minha terra.

Queria saber a história de todas as cousas do campo e da cidade. Convivência dos humildes, sábios, analfabetos, sabedores dos segredos do Mar das Estrelas, dos morros silenciosos. Assombrações. Mistérios. Jamais abandonei o caminho que leva ao encantamento do passado. Pesquisas. Indagações. Confidências que hoje não têm preço. Percepção medular da contemporaneidade.

Nossa casa hospedou a Família Imperial e Fabião das Queimadas, cantador que fora escravo. (...) Filho único de chefe político, ninguém acreditava no meu desinteresse eleitoral. Impossível para mim dividir conterrâneos em cores, gestos de dedos, quando a terra é uma unidade com sua gente. (...) Dois homens quiseram fixar-me fora de Natal: Getúlio Vargas no Rio de Janeiro e Agamenon Magalhães, no Recife. Jamais os esquecerei porque nada pedira. Alguém deveria ficar estudando o material economicamente inútil. Poder informar dos fatos distantes na hora sugestiva da necessidade.

Fiquei com essa missão.

Andei e li o possível no espaço e no tempo. Lembro conversas com os velhos que sabiam iluminar a saudade. Não há recanto sem evocar-me um episódio, um acontecimento, o perfume duma velhice. Tudo tem uma história digna de ressurreição e de uma simpatia. Velhas árvores e velhos nomes, imortais na memória.

Em 1946 fiz parte de uma comissão enviada pelo Ministério das Relações Exteriores ao Uruguai. Éramos três: Aluísio de Castro, Angione Costa e eu, único sobrevivente. Voltando, contou-me Aluísio de Castro que Afrânio Peixoto (escritor baiano), sabendo da expedição cultural, dissera num leve riso: "E ele deixou o Rio Grande do Norte? Câmara Cascudo é um provinciano incurável!".

Encontrara meu título justo, real e legítimo.

Provinciano incurável! Nada mais."

(Luís da Câmara Cascudo falando de si mesmo em A Província, edição comemorativa aos seus setenta anos de idade e cinquenta de atividade literária)

CÂMARA CASCUDO
Patativa do Assaré*

Eu já fiz chapéu de palha,Meleagro. Rio de Janeiro, Editora Agir, 1951
fiz bodoque, fiz cangalha,
carrapeta e birimbau,
fui menino prezenteiro
correndo pelo terreiro
em meu cavalo de pau
Luís da Câmara Cascudo
com seu profundo estudo,
sobre o folclore tratou,
na cultura popular
foi o maior potiguar
que o Rio Grande criou
Contava tudo a miúdo
porque sabia de tudo,
conservava nos arquivos
populares tradições,
lendas e superstiçõesLocuções tradicionais no Brasil. Literatura oral no Brasil. 3ª ed. Belo Horizonte / São Paulo, Editora Itatiaia / Editora da Universidade de São Paulo, 1986
e costumes primitivos
Do folclore foi patrono,
ergueu ali o seu trono
com o dom que Deus lhe deu,
não há em nosso universo
quem possa dizer em verso
o que ele em prosa escreveu
Eu não tenho competência
para fazer referência
sobre o seu grande saber
falando de coisa antiga,
por mais que o poeta diga
falta ainda o que dizer
Acho ser ignorante,
muito ousado, petulante,Superstição no Brasil. Belo Horizonte / São Paulo, Editora Itatiaia / Editora da Universidade de São Paulo, 1985
atrevido e linguarudo,
um matuto agricultor
falar sobre o professor
Luís da Câmara Cascudo
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*Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, 89 anos, foi um dos poetas populares mais apreciados por Câmara Cascudo. O poema acima foi feito especialmente para o livro-reportagem que Gildson de Oliveira está escrevendo sobre o mestre da etnografia brasileira.

Câmara Cascudo, um brasileiro feliz, de Diógenes da Cunha Lima.
Outras três obras sobre a vida e o universo de Câmara Cascudo são fundamentais: Luís da Câmara Cascudo, cinquenta anos de vida intelectual, de Zila Mamede, Viagem ao universo de Câmara Cascudo, de Américo de Oliveira Costa, e Câmara Cascudo; um brasileiro feliz, de Diógenes da Cunha Lima.

vida nas povoações e fazendas era setecentista nas duas primeiras décadas do século XX. A organização do trabalho, o horário das refeições, as roupas de casa, o vocabulário comum, os temperos e condutos alimentares, as bebidas, as festas, a criação de gado dominadora, as superstições, assombros, rezas-fortes estavam numa distância de duzentos anos para o plano atual. Os plantios de algodão multiplicar-se-iam mais tarde, derrubando os raros capões, as oiticicas, juazeiros verdes, sombras das malhadas, arranchos de comboios esperando o pender do sol na queda da viração da tarde. O fazendeiro só faltava mandar nas estrelas e nos xexéus, longes umas e alvoroçados outros para respeitar o brado autoritário. O gado era, 99%, gado crioulo, local e nativo, entendendo a monodia do aboio, gostando de negociar a "bassora" à mão firme dos derrubadores nas tardes de vaquejada. A instituição do compadrio era uma potência, determinando o vínculo obrigacional sagrado entre o compadre rico e o compadre pobre, mandando o primeiro armar os acostados e ir assaltar a cadeia da vila para arrancar o segundo e tornando este, pela simples enunciação do título, um servo jubiloso, vitalício e gratuito do primeiro.

Os livros eram raros nas fazendas. Raríssimo o livro de reza e mais ou menos fácil o de deleite, Carlos Magno e Os Doze Pares de França e mais a biblioteca que registei no Vaqueiros e Cantadores, em 1939. Não havia casamento sem os vivas protocolares e sem a louvação dos cantadores, de violas enfeitadas de fitas, empinando o braço e depondo os instrumentos aos pés dos noivos confusos, talqualmente sucedera nas bodas de Cid el Campeador. Os ditados, provérbios, frases-feitas eram moeda corrente no comércio diário familiar. Recorriam aos exemplos sacros e aos reparos dos antepassados: - Como dizia meu avô: um gambá cheira o outro… E as imagens expressivas: - dar nó em pingo d’água, comprida como paciência de pobre, boca aberta como o sino. O caçador vivia da boca de uma espingarda. O pescador vivia da vontade dos peixes. Depois da ceia faziam roda para conversar, espairecer, dono da casa, filhos maiores, vaqueiros, amigos, vizinhos. Café e poranduba. Não havia diálogo, mas uma exposição. Histórico do dia, assuntos do gado, desaparecimento de bois, aventuras do campeio, façanhas de um cachorro, queda num grotão, anedotas rápidas, recordações, gente antiga, valentes, tempo da guerra do Paraguai, cangaceiros, cantadores, furtos de moça, desabafos de chefes, vinganças, crueldades, alegrias, planos para o dia seguinte.

Todos sabiam contar estórias. Contavam à noite, devagar, com os gestos de evocação e lindos desenhos mímicos com as mãos. Com as mãos amarradas não há criatura vivente para contar uma estória. Seriam temas para pesquisas sábias de alemães e norte-americanos essa linguagem auxiliar, indispensável nos "primitivos" de todos os tempos, Gebärdensprache, manual concepts, variações de timbres, empostamento, nasalações, saltos de quinta e oitava, contos tinham divisões, gêneros, espécies, tipos, iam às adivinhações, aos trava-línguas, mnemonias, parlendas. Ia eu ouvindo e aprendendo. Não tinha conhecimento anterior para estabelecer confronto nem subalternizar uma das atividades em serviço da outra. Era o primeiro leite alimentar da minha literatura. Cantei, dancei, vivi como todos os outros meninos sertanejos do meu tempo e vizinhanças, sem saber da existência de outro canto, outra dança, outra vida.

Voltando a Natal, fui para o curso secundário e pude ver a diferença entre as duas literaturas, ambas ricas, antigas, profundas, interdependentes e ignorando as pontas comunicantes. Inconscientemente confrontava ritmos e gêneros, as exigências do dogma culto e a praxe dos cantadores sertanejos, setissílabos, décimas, pé-quebrado, a ciência do "desafio". Todas as leituras subsequentes foram elementos de comparação.

Compreendera a existência da literatura oral brasileira onde eu mesmo era um depoimento testemunhal. Voltava carregado de folhetos de cantadores, centos de versos na memória, lembrança dos romances reeditados há tantos cem anos, vivos no espírito de milhões de homens e jamais citados nas histórias registradoras das atividades literárias no Brasil. Na biblioteca paterna fui encontrando outras formas e espécies da mesma substância que vira no sertão velho. E verifiquei a unidade radicular dessas florestas separadas e orgulhosas em sua independência exterior.

(Trecho da introdução de Literatura Oral no Brasil)

• CÂMARA CASCUDO NA REDE:

-Luís da Câmara Cascudo, o homem que descobriu o Brasil.

- RN Online: O centenário de Luís Câmara Cascudo.

- Ciência Hoje On-line - Escola: Câmara Cascudo.

- Paper: Crônicas - 100 anos de Cascudo

- A herança de Cascudo (Revista Época, 03/08/1998).

(fontes: Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 04/10/1998. Caderno B; Oxente, Rio de Janeiro, ano II, nº 18)

BIBLIOGRAFIA DE LUÍS DA CÂMARA CASCUDO

Xilogravura de Ciro Fernandes feita para o livro de Gildson OliveiraInclusive as traduzidas, coligidas e anotadas ou comentadas. Baseada na obra de Zila Mamede, Luís da Câmara Cascudo: cinquenta anos de vida intelectual; 1918-1968; bibliografia anotada. Natal, 1970. O ano que acompanha as obras é o da primeira edição.

* Os títulos em azul são de livros com edições que podem ser encontradas nas livrarias on-line (consulte pelo BookMiner)

  1. Alma patrícia. Natal, 1921
  2. Histórias que o tempo leva… São Paulo, 1924
  3. Joio. Natal, 1924
  4. López do Paraguai. Natal, 1927
  5. O conde d’Eu. São Paulo, 1933
  6. Viajando o sertão. Natal, 1934
  7. O mais antigo marco colonial do Brasil. 1934
  8. Intencionalidade no descobrimento do Brasil. Natal, 1935
  9. O homem americano e seus temas. Natal, 1935
  10. Em memória de Stradelli. Manaus, 1936
  11. Uma interpretação da couvade. São Paulo, 1936
  12. Conversas sobre a hipoteca. São Paulo, 1936
  13. Os índios conheciam a propriedade privada. São Paulo, 1936
  14. O brasão holandês no Rio Grande do Norte. 1936
  15. Notas para a história do Ateneu. Natal, 1937
  16. O marquês de Olinda e o seu tempo. São Paulo, 1938
  17. O doutor Barata. Bahia, 1938
  18. Peixes no idioma tupi. Rio de Janeiro, 1938
  19. Vaqueiros e cantadores. Porto Alegre, 1939
  20. Governo do Rio Grande do Norte. Natal, 1939
  21. Informação de história e etnografia. Recife, 1940
  22. O nome potiguar. Natal, 1940
  23. O povo do Rio Grande do Norte. Natal, 1940
  24. As lendas de Estremoz. Natal, 1940
  25. Fanáticos da serra de João do Vale. Natal, 1941
  26. O presidente parrudo. Natal, 1941
  27. Seis mitos gaúchos. Porto Alegre, 1942
  28. Sociedade Brasileira de Folclore. 1942
  29. Lições etnográficas das Cartas Chilenas. São Paulo, 1943
  30. Antologia do folclore brasileiro. São Paulo, 1944
  31. Os melhores contos populares de Portugal. Rio de Janeiro, 1944
  32. Lendas brasileiras. Rio de Janeiro, 1945
  33. Contos tradicionais do Brasil. Rio de Janeiro, 1946
  34. História da cidade do Natal. Natal, 1947
  35. Geografia dos mitos brasileiros. Rio de Janeiro, 1947
  36. Simultaneidade de ciclos temáticos afro-brasileiros. Porto, 1948
  37. Tricentenário de Guararapes. Recife, 1949
  38. Gorgoncion; estudo sobre amuletos. Madri, 1949
  39. Consultando São João. Natal, 1949
  40. Ermet Mell’Acaia e la consulta degli oracoli. Nápoles, 1949
  41. Os holandeses no Rio Grande do Norte. Natal, 1949
  42. Geografia do Brasil holandês. Rio de Janeiro, 1949
  43. O folclore nos autos camponeanos. Natal, 1950
  44. Custódias com campainhas. Porto, 1951
  45. Conversa sobre direito internacional público. Natal, 1951
  46. Os velhos estremezes circenses. Porto, 1951
  47. Atirei um limão verde. Porto, 1951
  48. Meleagro; pesquisa sobre a magia branca no Brasil. Rio de Janeiro, 1951
  49. Anubis e outros ensaios. Rio de Janeiro, 1951
  50. Com dom Quixote no folclore brasileiro. Rio de Janeiro, 1952
  51. A mais antiga igreja do Seridó. Natal, 1952
  52. O fogo de 40. Natal, 1952
  53. O poldrinho sertanejo e os filhos do vizir do Egito. Natal, 1952
  54. Tradicion de un cuento brasileño. Caracas, 1952
  55. Literatura oral. Rio de Janeiro, 1952 (2ª edição 1978, com o título Literatura oral no Brasil)
  56. História da imperatriz Porcina. Lisboa, 1952
  57. Em Sergipe del’Rei. Aracaju, 1953
  58. Cinco livros do povo. Rio de Janeiro, 1953
  59. A origem da vaquejada do nordeste brasileiro. Porto, 1953
  60. Álguns jogos infantis no Brasil. Porto, 1953
  61. Casa dos surdos. Madri, 1953
  62. Contos de encantamento. 1954
  63. Contos exemplares. 1954
  64. No tempo em que os bichos falavam. 1954
  65. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro, 1954
  66. História de um homem. Natal, 1954
  67. Antologia de Pedro Velho. Natal, 1954
  68. Comendo formigas. Rio de Janeiro, 1954
  69. Os velhos caminhos do nordeste. Natal, 1954
  70. Cinco temas do Heptameron na literatura oral. Porto, 1954
  71. Pereira da Costa, folclorista. Recife, 1954.
  72. Lembrando segundo Wanderley. Natal, 1955
  73. Notas sobre a paróquia de Nova Cruz. Natal, 1955
  74. Leges et consuetudines nos costumes nordestinos. Havana, 1955
  75. Paróquias do Rio Grande do Norte. Natal, 1955
  76. História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro, 1955
  1. Notas e documentos para a história de Mossoró. Natal, 1955
  2. História do município de Santana do Matos. Natal, 1955
  3. Trinta estórias brasileiras. Porto, 1955
  4. Função dos arquivos. Recife, 1956
  5. Vida de Pedro Velho. Natal, 1956
  6. Comadre e compadre. Porto, 1956
  7. Tradições populares da pecuária nordestina. Rio de Janeiro, 1956
  8. Jangada. Rio de Janeiro, 1957
  9. Jangadeiros. Rio de Janeiro, 1957
  10. Superstições e costumes. Rio de Janeiro, 1958
  11. Universidade e civilização. Natal, 1959
  12. Canto de muro. Rio de Janeiro, 1959
  13. Rede de dormir. Rio de Janeiro, 1959
  14. A família do padre Miguelinho. Natal, 1960
  15. A noiva de arraiolos. Madri, 1960
  16. Temas do Mireio no folclore de Portugal e Brasil. Lisboa, 1960
  17. Conceito sociológico do vizinho. Porto, 1960
  18. Breve notícia do Palácio da Esperança. 1961
  19. Ateneu Norte-Riograndense. 1961
  20. Etnografia e direito. Natal, 1961
  21. Vida breve de Auta de Souza. Recife, 1961
  22. Grande fabulário de Portugal e Brasil. Lisboa, 1961
  23. Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil. Porto Alegre, 1963
  24. Cozinha africana no Brasil. Luanda, 1964
  25. Motivos da literatura oral da França no Brasil. Recife, 1964
  26. Made in África. Rio de Janeiro, 1965
  27. Dois ensaios de história; A intencionalidade do descobrimento do Brasil e O mais antigo marco de posse. Natal, 1965
  28. Nosso amigo Castriciano. Recife, 1965
  29. História da República no Rio Grande do Norte. 1965
  30. Prelúdio e fuga. Natal, [1966]
  31. Voz de Nessus (inicial de um Dicionário brasileiro de superstições). Paraíba, 1966
  32. A vaquejada nordestina e sua origem. Recife, 1966
  33. Flor de romances trágicos. Rio de Janeiro, 1966
  34. Mouros, franceses e judeus; três presenças no Brasil. Rio de Janeiro, 1967
  35. Jerônimo Rosado; 1861-1930: uma ação brasileira na província. 1967
  36. Folclore no Brasil. Natal, 1967
  37. História da alimentação no Brasil; pesquisas e notas. 2 volumes. São Paulo, 1967-1968
  38. Nomes da terra; história, geografia e toponímia do Rio Grande do Norte. Natal, 1968
  39. O tempo e eu; confidências e proposições. Natal, 1968
  40. Prelúdio da cachaça; etnografia, história e sociologia da aguardente do Brasil. Rio de Janeiro, 1968
  41. Coisas que o povo diz. Rio de Janeiro, 1968
  42. Gente viva. Recife, 1970
  43. Locuções tradicionais no Brasil. Recife, 1970
  44. Sociologia do açúcar; pesquisa e dedução. Rio de Janeiro, 1971
  45. Tradição, ciência do povo; pesquisa na cultura popular do Brasil. São Paulo, 1971
  46. Civilização e cultura. Rio de Janeiro, 1971
  47. Seleta (organização, estudos e notas do professor Américo de Oliveira Costa). Rio de Janeiro, 1973
  48. História dos nossos gestos; uma pesquisa mímica no Brasil. São Paulo, 1976
  49. O príncipe Maximiliano no Brasil. Rio de Janeiro, 1977
  50. Mouros e judeus na tradição popular do Brasil. Recife, 1978
  51. Superstição no Brasil. Belo Horizonte, 1985

Traduzidas e anotadas:

  1. Açucena, Lourival. Versos reunidos. 1920
  2. Montaigne e o índio brasileiro. São Paulo, 1940. Tradução e notas do capítulo ‘Des caniballes’, dos Essais
  3. Koster, Henri. Viagens ao Brasil. São Paulo, 1942. Tradução e notas
  4. Harrt, Charles Frederick. Os mitos amazônicos da tartaruga. 1952
  5. Romero, Sílvio. Contos populares do Brasil. Rio de Janeiro, 1954. Introdução e notas.
  6. Romero, Sílvio. Cantos populares do Brasil. 2 volumes. Rio de Janeiro, 1954. Edição anotada.
  7. Whitman, Walt. Três poemas. 1954
  8. Barbosa, Domingos Caldas. Poesia. 1958
  9. Nobre, Antônio. Poesia. 1959
  10. Nordenskold, Erland. Paliçadas e gases asfixiantes entre os indígenas da América do Sul. 1961
  11. Melo Moraes Filho. Festas e tradições populares do Brasil. Belo Horizonte, 1979. Revisão e notas
  12. Melo Moraes Filho. Os ciganos e cancioneiro dos ciganos. Belo Horizonte, 1981. Revisão e notas.

Inéditos:

  1. História da literatura norte-riograndense
  2. Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte
  3. História do município do Ceará-Mirim
  4. História do Rio Grande do Norte para as escolas
  5. História da carnaúba
  6. Nomes de ruas e praças da cidade do Natal
  7. O livro dos patronos
  8. Brazilian Folk-lore
  9. J. Poranduba Amazonense, de Barbosa Rodrigues
  10. Mitologia indígena do Amazonas, de Charles Frederick Hartt


Estudo para ex-libris de Luís da Câmara Cascudo
desenhado por Henfil

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