Agradecemos
a todos os leitores por seus elogios, incentivos, comentários e críticas.
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Caros amigos,
Não me canso de parabenizá-los, né? Mas é por merecimento mesmo.
Como foi feliz a idéia da edição de 3º Aniversário ser
dedicada aos Leitores. Fiquei lisongeado com a citação do meu nome, e agradeço a
publicação do Causo do "Bentinho da Samambaia", que acena com a possibilidade
de encontrarmos o autor, David de Carvalho.
Ainda possuo mais 2 causos que enviarei breve, para deleite de nossos amigos, os outros
recortes do jornal se pulverizaram com o tempo.
Saudações,
Antonio Carlos Gomes Vieira
Rondonópolis-MT
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Fiquei emocionada, quando o meu irmão me mandou uma
mensagem na qual havia, além do site de vocês, uma poesia de meu pai.
Seria falsidade minha dizer que a intenção desta mensagem era... sei lá o quê!
Pôxa sou filha de um poeta brasileiro!!!! que poucos conhecem, ou se conhecem a sua obra
à delegam à outro. No nordeste só não há, Dorivás... O nordeste é vasto, imenso,
profundo, fecundo, eterno... A poesia de meu pai... sempre foi como ele. envergonhada,
humilde, apaixonada pelos pernambucos, despretensiosa, com as violas, as morenas bunitas,
os mocambos de palhas " prá gente viver"...
E isso tenho certeza não só para mim, mas para qualquer um que olhe para o mar e sinta
aquele cheiro de tudo...
SALVE Gilvan Chaves!!!!
meu amor, meu pai...
E aí vai mais algumas para vcs....
"O balanço do mar
A jangada a correr
Uma morena bonita, um mocambo de palha
prá gente viver...".
e outra,
"Vento que embalança
as paias do coqueiro
vento que encrespa as
ondas do mar
vento que assanha os cabelos da morena,
me traz notícias de lá...
vento que assobia no telhado
chamando para a lua espiar
vento que na beira lá da praia
escutava o meu amor a cantar
hoje estou sozinho e tu tambem
triste me alembrando do meu bem
vento diga por favor adonde se escondeu o meu amor..."
Ai meu véio que saudade...................
Anette Chaves
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Como de outra feita, disse que sempre que tivesse
oportunidade não deixaria de elogiar. Realmente o site é agradável demais. Tenho a
declarar que apesar de médico achei muito pitoresco o "Coisas e Loisas" do
Folclore. Bonito demais. Só que para o poder hemostático do cocô do cavalo descrito no
Agosto de 2000 eu tenho certeza de que o que agiu mesmo foi o princípio mais primitivo da
hemostasia, a saber, compressão. Qualquer coisa que tivesse sido usada não teria a menor
influência se não fosse a compressão que se fez por alguns minutos. O ideal é que
fossem de 5 a 7 minutos conforme o exame de Lee-White mas como se trata de folclore tudo
é gostoso. Parabéns e lembrem-se que você fazem falta nesse mundo de hoje.
Um grande abraço.
Amaury Procopio de Belo Horizonte
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Para os mestres-jangadeiros:
Vocês são maravilhosos. Nunca é tarde para descobrir algo maravilhoso como essa
revista. Em cada matéria que leio acho muito das minhas memórias de criança -
brincadeira de roda, bolinha de gude, saci, festa junina - enfim, a minha infância como
brasileira. Aí a minha certeza fica mais forte - não há ó gente, ó não, luar como
esse do sertão!!
Um abraço grande
Isabela da Costa Moreira
Rio de Janeiro RJ
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Caro Jangadeiros,
Parabens pelo 3º ano de sucesso, faço parte de um grupo de teatro infantil e usamos o
material de voces para incrementar nosso trabalho, além disso divulgamos o jangada brasil
nas escolas que nos apresentamos...este é um site 100% útil.
Feliz aniversário e muitos anos de vida
Wilson Neves
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Ninguém me perguntou nada, mas como às vezes sou
cara-de-pau e metido-à-besta, vou falar.
Essa pergunta sobre o que é o folclore é bem pertinente mas ao mesmo tempo (e os amigos
por favor me desculpem a franqueza) tendenciosa.
O conhecimento, tenha lá as origens que tiver, como produto da ação do ser humano
diante da natureza (e nela também), venha da rua, do mato ou das faculdades das grandes
cidades, vale de igual monta. Venha por intermédio da oralidade, passando pelo filtro dos
tempos que faz muito se perder, venha por intermédio de um contínuo reflexivo (com seus
muitos filtros ideológicos, políticos, sociais, econômicos e et coeteras abestalhados),
o conhecimento, acho eu, é parte fundamental para o desenvolvimento tanto do indivíduo
em sociedade quanto da própria sociedade enquanto elemento estruturador do indivíduo e
de suas ações.
Mas não gosto quando as diversas interpretações de objetos de conhecimento por uma
enormidade de indivíduos e/ou grupos assumem caráter segregador e seletivo . Não gosto
do Isto ou Aquilo, mas sim do Isto e Aquilo como bem salienta Berman no seu Tudo que é
sólido.
Podem as tradições conviver com a moderna sociedade de hoje? E caso possam, serão
necessárias? De que maneira?
O sociólogo inglês Stuart Hall fala das tradições inventadas, aquelas em onde um grupo
tal busca realçar ligações entre um recente passado - produzido muitas vezes por uma
necessidade momentânea de seus pais e/ou avós- e seu presente Se foi inventada, será
que não dá pra desinventar? Até que ponto estamos defendendo com todas as forças uma
artificialidade e até que ponto estamos lutando para manter viva e ativa uma História
(com um agazão) cujo valor é impossível de mensurar?
O folclore tá aí conosco o tempo todo, ou como disse o Peter O'Sagae em artigo na
Jangada:
"É tudo que dá na gente, principalmente quando não se quer complicar muito e
confia no que foi feito antes para não ter que inventar a moda outra vez. A casa da gente
é folclore." (O'Sagae, Peter,
http://www.jangadabrasil.com.br/setembro37/especial18.htm )
Não quer dizer que o folclore seja mais nem menos que qualquer outra forma de
conhecimento, mas é uma forma e pronto.
E é neste pronto que as coisas se podem se complicar:
Quando o próprio O'Sagae diz "confia no que foi feito antes para não ter que
inventar a moda outra vez." , ele abre a brecha que bandido gosta. Não é que não
se queira "inventar moda outra vez": nós todos, seres vivos
racionais/emocionais, queremos inventar moda o tempo todo sim (Ó o folclore na Internet
aí gente!!!); a gente não quer repetir tudo tal e qual nossos antepassados - só sendo
muito conformista pra achar que não se vai mudar nada. Vida é isso, mudança constante o
tempo todo, sem parar, sem parar, sem parar e muitas vezes olhar pra trás demais
atrapalha. ( Ao ser perguntado por um músico europeu como conseguia compor sem
tradição, John Cage respondeu:"como vocês europeus conseguem compor com
tradição?").
A tradição, até certo ponto inseparável do homem (e até certo ponto extremamente
necessária), é considerada por Hall e outros caras como sendo também a principal
inimiga da reflexão, pois mantém-se pela herança e não pela crítica. Mas não se pode
ignorar a ausência da crítica (e portanto reflexão) nas atitudes dos que destroem
tradições, sem se dar conta dos efeitos devastadores que tal fato causará em um futuro
próximo.
E aí, o que fazer? Montar um clubinho de vale-tudo? Esquecer de discutir?
Eu respiro algumas moléculas dos não nacionalistas como Hall quando critica o
estado-nação e busca desvendar sua artificialidade.
Como ele diz, não nascemos nacionais. Isto nos é imposto.
Podemos considerar a Nação como uma artificialidade? E aquilo que chamamos de cultura
nacional, apreciamos por ser nacional ou por ser cultura e só? É possível não
emocinar-se e interessar-se pela cultura de grupos de outras regiões do planeta? Será ou
não que confundimos expressões culturais nos mais diversos níveis com colonização e
dominação?
Que as formas de aculturação são utilizadas pelos povos dominadores sobre seus
dominados nós já sabemos, mas será que é o artista e o povo proveniente da nação
dominante e o produto de seus trabalhos os responsáveis por este processo dominador? Não
estão eles também sendo explorados em benefício da hegemonia político-econômica?
Quem lê os contos populares transcritos por Câmara Cascudo e for curiosamente olhar as
notas de rodapé, verá que o pesquisador indica muitas vezes que a procedência de tal e
qual historieta popular é estrangeira, nascida em terras outras que não a nossa e,
portanto, umas espécie de pastiche. Todo mundo sabe que folclore não é lá muito de
sedentarismos: há diversas canções folclóricas de conteúdo rítmico, harmônico e
melódico idênticos ou semelhantes em diversas partes do mundo as nossas canções
folclóricas .
As produções artíscas chamadas de eruditas, principalmente as que pesquisam
constantemente novos materiais e novas formas de emprego destes e dos mais antigos, têm
diversas barreiras a transpor:
1. A do preconceito. Em música, como se a origem unicamente mística de sua função
social já não tivesse deixado de existir, mudar o material é um problema sério. Poucos
são os que aceitam mudanças estruturais nesta forma de produção artística;
2. A da nacionalidade. Não ser nacionalista não significa ignorar a nação.
Nacionalismo e obra nacional são absolutamente incompatíveis. O primeiro é xenófobo e
chovinista, o segundo busca a essência de sua região para contar uma história comum
(mesmo que a maioria não tenha consciência do universo sonoro que nos cerca);
3. O internacionalismo. Tão chovinista quanto o seu antípoda (o nacionalismo).
Geralmente baseia-se em nacionalismo dos outros;
4. A taxação de elitismo. Ora, se for como sinônimo da palavra francesa que significa
'o melhor', teu não tenho como julgar senão como um absurdo. Se for uma referência a um
certo ostracismo imposto ou optado por seus produtores, acabaremos por entrar na velha
história do ovo e da galinha: Quem nasceu primeiro? Quem segregou primeiro: o artista
erudito ou a pequena burguesia louca pra satisfazer seus superficialismos (coisa que
poucos eruditos conseguem fazer)?
E assim vamos
O que é folclore? Bom, eu acho que o folclore é empirísmo que tem resultados práticos
objetivos e diretos sem alterar muito as coisas, sem ser capaz de ferir e muito propício
a ser ferido; é ideologia forte de estudiosos (aí não fica legal); é resistência
fraca pois não é incentivada em todos os cantos; é a prática que gera esse conceito
mas que nunca precisou dele e talvez ainda não precise ( só é bom usá-lo pra não
deixar que o matem de vez, mas se for morrer, fazer o que né? Se folclore é vida e se a
vida acaba, um dia o folclore morre também); só não sei se folclore é casa, mas se for
me avisem pra que eu não esqueça.
Ah sim, o folclore é o Villa Lobos -dizem!!
Abraços,
Marcelo Carneiro
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Prezados senhores
Estou à caça de a doida de albano, citada em um de seus documentos na internet.
Precisaria do poema (?) inteiro e do nome de seu autor.
Não consigo, por mais que procure encontrar nada, além da pequena citação encontrada
em seu site que diz o seguinte: Jangada Brasil - maio 2001 - Palhoça. "Anda
cá, meu filho, escuta, és amigo de tua mãe"?
Agradeço antecipadamente qualquer informação extra sobre o assunto, do qual pende um
trabalho que estou a fazer.
Muito grata
Cordélia Canabrava Arruda
* * *
Nota dos editores:
Se alguém tem alguma informação sobre este assunto, por favor escreva para velas@jangadabrasil.com.br

Parabéns pelo terceiro ano. Acompanho vocês de longe do
Brasil já tem muito tempo. Obrigado.
Celso, Marizete e Ana (só tem quatro anos de idade)

Que site maravilhoso!!!
Parabéns a todos que criaram este site para o resgate da nossa cultura, vou divulgá-lo o
máximo que eu puder.
Kássia Vasconcelos Martins

A Jangada Brasil
Que continue navegando nesse mar de informações e que a pescaria seja sempre proveitosa.
Parabéns pelo aniversário.
Edélcio Roosevelt Martins
Votuporanga, 23 de Agosto de 2001
meu nome é Lia a tenho, 8 anos, e eu achei esse sati
super legal e me ajudou em um trabalho da minha escola . e eu adorei o sati é mesmo super
iper legal.
Olá amigos do Jangada!
Obrigado pela lembrança de meu nome!
Senti-me muito honrado. Valeu!
Justo eu, que sou entusiasta de seu site
e muitas vezes, mas muitas mesmo, valho-me
dele para pesquisas e também para aprender
e me divertir com ótimas leituras.
Continuem! Parabéns!
Osmar Aquino Moreira
São Paulo / Capital
Parabéns, uma vez mais e sempre, pela grande revista que
é a Jangada Brasil! Muito especialmente, nas comemorações do 3º aniversário, tão bem
pensado em estender ao povo, participações em depoimentos, comentários e opiniões. A
cara e a alma do povo brasileiro, relamente virtual.
Fiquei muito feliz de poder participar, também e, nada melhor, do que buscar lembranças
entre o folclore e eu. Juntando-se a herança cultural, anônima, folclórica com minhas
lembranças e vivências, (com) partilhadas com aqueles que me são tão queridos.
Que Deus nos abençôe!
Obrigada!
Thelma Regina
Vida longa aa Jangada Brasil! E bons ventos aos
jangadeiros!
O Folclore ee a alegria caminhante, colorida, cheirosa, sonora, que move minha memoria
desde antes de eu ser para ser nos agora mesmo.
Parabéns, parabéns, parabéns!
Helena Moreau
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