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No dia 22 de agosto de 1998, o primeiro número da Jangada Brasil ia ao ar. Era dia do Folclore e trazíamos, então, respeito, amor e dedicação. Respeito e amor por nossa cultura popular, por todas as pessoas que a mantêm e a tornam viva, e por todos aqueles que a querem conhecer. E dedicação para que nosso sonho de criar uma revista que retratasse toda a riqueza e diversidade cultural brasileira, de forma atraente, interessante e, principalmente, acessível a todos aqueles que têm acesso à internet, se tornasse realidade.
Com uma equipe inicial formada por três pessoas — ampliada posteriormente para cinco — contando com a ajuda, também voluntária, de eventuais colaboradores e inteiramente custeada com recursos próprios, sem receber em nenhum momento patrocínios ou incentivos financeiros, nossa revista cresceu. O sonho aconteceu e nosso trabalho floresceu. Nesses cinco anos o conteúdo da Jangada Brasil cresceu progressivamente, alcançando atualmente mais de 3.000 textos, além de arquivos de som, partituras e arquivos para download. Na grande rede, somos hoje referência obrigatória sobre o tema folclore brasileiro.
O público também acompanhou nosso crescimento. No primeiro número, eram cerca de 25 visitantes diários. Em abril de 2003, ultrapassamos a marca de cem mil leitores mensais. Pessoas do mundo inteiro, brasileiros e estrangeiros, de todas as idades e profissões. Todos com um sentimento comum em relação às coisas do Brasil. Ao longo desse tempo, recebemos centenas de cartas carinhosas e mensagens de incentivo, muitas nos marcaram profundamente.
Tudo isso seria suficiente para que nosso quinto aniversário fosse uma data dedicada exclusivamente à comemorações. Porém como, de acordo com a sabedoria popular, não existe o bonito sem o feio, o dia de hoje não traz somente alegrias. Se por um lado, nos sentimos extremamente gratificados por ter conseguido levar nosso sonho adiante durante cinco anos, infelizmente hoje, a Jangada Brasil corre o risco de desaparecer.
Ironicamente, o aumento de público trouxe-nos conseqüentemente maiores exigências e necessidades quanto às condições técnicas para manter a revista no ar. Na verdade, os custos de hospedagem de um site com visitação considerada normal não são muito elevados, e graças a isso, pudemos manter a Jangada Brasil até hoje. Porém, quanto mais bem visitado um site é, maiores recursos ele exige para que o link possa suportar o tráfego sem perda de qualidade para os leitores. Como parâmetro de comparação, um limite padrão de transferência é de 2GB mensais, e no período de 1 a 20 deste mês de agosto, nossa transferência já atingiu 12,3GB. Levando-se em conta que o custo por GB excedido está em torno de R$50, tornou-se financeiramente inviável para nós arcarmos sozinhos com tais custos operacionais.
Por ser o mês do folclore, normalmente em agosto o número de leitores e visitantes que chegam a nosso site é bem elevado. Então fizemos um esforço para que nosso público não fosse prejudicado durante as três primeiras semanas do mês, mas agora, infelizmente, somos forçados a retirar do ar todo o conteúdo da Jangada Brasil até o início do próximo mês, para que não geremos mais tráfego e, com isso, mais despesas, com as quais não poderemos nos responsabilizar.
Nos próximos dias, para entrar em contato conosco utilizem o e-mail. Na próxima semana enviaremos uma mensagem com notícias aos leitores que assinam nosso boletim. Novidades também poderão ser acompanhadas através da página inicial de nosso site <http://www.jangadabrasil.com.br>
Estamos em busca de soluções e esperamos conseguir alternativas rápidas para superar as atuais dificuldades. Contamos também, com a colaboração de vocês, leitores e amigos, alguns dos quais estão junto conosco desde o primeiro número. Qualquer sugestão ou ajuda será bem-vinda. Temos esperança que em setembro possamos estar de volta, ao menos com o arquivo das edições anteriores, e que esta seja apenas uma fase passageira na história da Jangada Brasil.
Um forte abraço e até breve,
Gláucia Garcia Claudio Ribeiro Marcos Jardim Alessandro Valente Marilia Garcia
22 de agosto de 2003
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