Festança

Antigas
festas
tradicionais do mês de agosto: Bom Jesus de Pirapora, dos Perdões, de Monte Alegre,
de Bonfim, de Tremembé e de Iguape.
"Elevado ao mesmo plano da quadrilha, dos
lanceiros, do solo, do chotes, da polca, da mazurca, da valsa e do pas-de-quatre, o
coco se deixou influenciar por todas essas danças..." O coco, por Edison Carneiro.
"Um aspecto que
distingue esses ajuntamentos no Rio é que, entre milhares de pessoas presentes, não se
dá nenhuma cena de brutalidade nem nenhuma briga." A festa da Glória, no Rio de
Janeiro de meados do século XIX, descrita pelos reverendos americanos Kidder e Fletcher.
Cancioneiro:

"Estava a bela infanta/ No seu jardim assentada,/
De pente douro na mão/ Seus cabelos penteava." Dona Ana dos cabelos de ouro, ou a
xácara da bela infanta, registrada por Pereira da Costa em sem Folclore pernambucano.
A xácara de dom Jorge, registrada
por Sílvio Romero, em fins do século XIX, em seus Cantos populares do Brasil.
"Minha gente venha vê/ Ventania cuma é:/
casô muito criancinha,/ perdeu o amô da muié" Do folclore do São Francisco: Décimas de
Ventania.
Imaginário:

O caipora, um conto de Viriato
Padilha.
"Tem nariz de tamanho fora do comum, muito
comprido e, acrescentam, tomou tais proporções em virtude do faro extraordinário de que
é dotado." O
bicho papão, por Ademar Vidal.
"A onça, que estava com fome, respondeu: Agora
eu vou te comer. E agarrou a raposa..." Não faças bem sem saber a quem,
um conto do folclore brasileiro recolhido por Couto de Magalhães.
Oficina:

"Tapioca na minha mão é melhor, porque é a legítima do sertão. Olha aí
que beleza, pode chegar e pedir, freguesa." Pregões utilizados no estado do
Rio de Janeiro.
Quatro profissões tradicionais: o serrador, o
ferrador, o barbeiro e o tropeiro.
"O mundo nada significa para ele senão a
força dos seus bois, o seu "cantador" e todos os seus pertences anexos."
Da Revista Brasileira de Geografia: Os carreiros.
Palhoça:

"Ainda é vulgar entre o povo do nordeste
brasileiro dizer-se cheiro em vez de beijo." Luís da Câmara Cascudo escreve
sobre as origens
do cheiro, carícia nordestina.
Costumes piedosos, os sentimentos
de veneração e amor aos mortos, da população rural do início do século XX.
"É pelo vestuário que a baiana se tem
celebrizado, sugerindo belas fantasias para os folguedos carnavalescos..." Negras Baianas,
por Lúcio de Castro Soares.
Colher de Pau:

Alimentação dos brasileiros na
segunda metade do século XVII, descrita pelo viajante Joan Nieuhof.
"Quando muito poderá a banana
"maçã" ser comida à noite. É considerada mais inocente. E quem cometer essa
façanha terá conseguido honras de corajoso..." Tabus e certos
preconceitos.
"Havia, entretanto, as idas à chácara. Como,
na chácara, não fosse possível cozinhar, preparava-se farnel, com comidas frias e
frutas..." Domingos,
as reminiscências de Jorge Americano.
Panacéia:

"Em tupi, patuá quer dizer caixa, caixão, designando-se com essa
palavra todas as modalidades de magia que dão sorte." Patuá, por Luís da Câmara
Cascudo.
"Por ocasião de uma crise pessoal,
especialmente quando se trata de acidente ou doença grave, é freqüente fazer uma
promessa a determinado santo." Promessas, por Donald Pierson.
Uma entrevista entre Maynard Araújo e José
Cândido da Silva, conhecido por Zé das Cobras, curador de cobras.
Catavento:

Adivinhas
Brinquedos de corda
Caí no poço
Canção da machadinha
Os cordeiros e o lobo
Almanaque:

Alcunhas de Porto Alegre e outras alcunhas: 1 | 2
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