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CAÍ NO POÇO

As crianças ficam à vontade, sentadas ou em pé.

Uma se esconde por trás de uma porta, móvel ou parede, de modo a não vê-las, e outra fica perto, para dirigir a brincadeira.

A que está escondida, suspirando, inicia o diálogo:

- Ai, ai! Caí no poço...

Quem me acode?

A dirigente:

- Quem é seu bem?

– É esse?


E assinala a primeira criança do grupo.

– Não, não é esse...

– Por que?

Mesmo sem ver de quem se trata, a escondida dá uma razão qualquer, geralmente disparatada:

- Porque é vesgo, ou feio, ou magro demais..., etc.

A dirigente assinala então outra criança, perguntando:

- Então é esse?


A resposta negativa, acompanhada da respectiva razão, pode ser repetida quantas vezes queira, e da cada vez, a dirigente aponta outra criança, até que uma seja aceita.

– Então é esse?

- É esse sim.

– Por que?

- Porque é bonito, simpático, alegre, ou outra razão agradável que ocorra, à vontade da escondida.

A criança em quem recai a resposta afirmativa, na repetição, será a escolhida, que "caiu no poço".


(Rodrigues, Ana Augusta. Rodas brincadeiras e costumes p.178)