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BRINQUEDOS NA CORDA
A corda
de pular sempre foi um dos mais animados e queridos brinquedos infantis, permitindo
inúmeras possibilidades de variação em sua prática. Há entretanto alguns modos de
pular corda que merecem a preferência das crianças. Os que se seguem foram recolhidos,
com essas formas, na região de Campos e São João da Barra, no estado do Rio de Janeiro.
Emenda
Forma-se uma roda em torno da corda batida por duas crianças. Cada componente
"entra" na corda, e pula, gritando:
- Um!... Dois!... Três!...
Pique!... Rabo!...
Emenda!!
Com esse grito final, que é sempre mais forte e agudo, pula fora e entra a seguinte, que
faz a mesma coisa.
Quem errar, sai, e vai para o último posto da roda.
Ai, ai!
A criança que está pulando, suspira, e as que batem a corda respondem:
- Ai, ai!
Que sentes?
Saudades...
De quem?
Do cravo, da rosa,
De Fulana, meu bem,
E mais ninguém!...
Nessa última palavra, fortemente acentuada, ela sai, sendo substituída pela Fulana
citada.
Pam! Pam! Pam!
A primeira criança entra na corda e começa a pular. Uma outra, de fora, bate palmas e
inicia o diálogo, dizendo:
- Pam! Pam! Pam!
Quem está?
Sou eu!
Pode entrá...
Com o que a segunda entra também na corda, apertando a mão da primeira, a quem diz:
- Como vai, comadre?
Eu vou bem. E a senhora?
Eu vou bem, obrigada.
Vamos passear no jardim?
Vamos...
Começam então as duas a passear, pulando ao longo da corda, em sentidos opostos, do meio
até as extremidades e vice-versa. Quando cansam, saem juntas e são substituídas,
repetindo toda a brincadeira.
Foguinho
No "foguinho", a corda é batida com força e o mais baixo possível, para dar
à batida a velocidade máxima.
As crianças ficam em fila, esperando a vez. Entra a primeira, pula enquanto agüenta, ao
sair é substituída pela seguinte.
A que se deixa cansar demais em geral erra, pois perde a velocidade e a corda lhe bate nas
pernas. Neste caso é vaiada, e volta à fila, ocupando o último lugar.
(Rodrigues, Ana Augusta. Rodas brincadeiras e costumes p.156-157) |
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