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Agosto 2001
Ano III - nº 36

AS VERRUGAS NO FOLCLORE CATARINENSE

Verrugas ou "berrugas", como diz o vulgo, é para Cândido de Figueiredo: "Pequena saliência consistente, na pele; pequena protuberância rugosa", e Caldas Aulete completa: "pequena excrescência cutânea um tanto consistente, produzida pela hipertrofia das papilas da pele, e cuja superfície umas vezes é lisa, outras desigual e áspera".

Isto é a parte dos clássicos.

Como elas nascem. Assim explica o homem ao povo: quando se aponta para o firmamento e se contam estrelas as verrugas despontam pelo nosso corpo.

Como curá-las, ainda, encontramos em Aulete: "Erva contra as verrugas, a verrucaria ou tornasol", que é "gênero de líquens".

Mas, a receita popular e outra, bem diferente. E dela temos três fórmulas, a saber:

Primeira – Tome de uma moeda de vintém (isto antigamente, pois hoje, seria de dez centavos), esfregue-a na "berruga" e atire-a fora. Ai de quem a apanhar! Quem a ajtuntar pega "berrugas" aos montes.

Se a primeira fórmula não servir, vamos à seguinte:

Pega-se um pedaço de carne, esfrega-se bem sobre a "berruga". Depois se enterra a carne em lugar que nunca mais se volte a pisar.

Enfim, o terceiro método:

Com uma canela de cachorro (osso) esfrega-se a verruga e se o enterra após a operação.

São estas as mezinhas que o popular usa para curar as verrugas ou "berrugas".

Assim vemos que as verrugas têm algo ao interessante no folclore de nossa querida terra catarinense.


(Piazza, Válter F. Em Boletim da Sub-Comissão Catarinense de Folclore, nº 2, ano 1, Florianópolis, dezembro de 1949)

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