
- Pereira da Costa, em Folclore Pernambucano:
"Agosto é um mês aziago, é um mês de desgostos; e é de mau agouro para
casamentos, mudanças de casa e empreendimentos de qualquer negócio de
importância".
- Casar em agosto traz desgosto (dito popular).
A primeira sexta-feira de agosto é dia que traz infelicidade e desgraças.
"O melhor mesmo é como fazem os cariocas que, quando chega o mês de agosto,
procuram os frades do convento dos franciscanos para receber as bênçãos dos frades
barbadinhos e espantar o azar. Os religiosos, com a conhecida paciência franciscana, se
revezam de manhã à noite, durante todo o mês de agosto, aspergindo água benta sobre os
supersticiosos, homens e mulheres, brancos e pretos, velhos e jovens, ricos e pobres. E
quando o dia 13 de agosto cai numa sexta-feira, aí é que o trabalho dos frades aumenta,
porque o número de pessoas que procuram se livrar do azar é multiplicado por cem".
(Mário Souto Maior, in Folclore, quase sempre. Recife, Grumete Edições, 1986)
*****
"A 24 de agosto,
Data esta receosa
Por ser a em que o diabo pode
Soltar-se e dar uma prosa,
Se deu o famoso parto
Da vaca misteriosa"
(Do poeta popular Leandro Gomes de Barros,
contando a história do Boi Misterioso)
*****
- 24 de agosto é o dia de São Bartolomeu, o dia mais
aziago do ano. Dia em que o diabo anda solto, fazendo das suas. Nos candomblés
brasileiros, é o dia de todos os exus. "Em dia de São Bartolomeu tem o demo uma
hora de seu.", da Etnografia da Beira, de Jaime Lopes Dias (Lisboa, 1929).
- 24 de agosto é também o dia das sogras
- Contudo, as crianças nascidas a 13 de agosto terão boa sorte durante toda a vida.

As bananeiras
Meses antes de morrer de uma angina que o garroteou em plena rua, mostrava Paulo Barreto,
não obstante a sua gordura, uma fisionomia cansada, fatigada, denunciadora de certo
esgotamento físico. Ao vê-lo nesse estado, Coelho Neto impressionou-se. E uma tarde,
observava, penalizado, a Humberto de Campos:
- Sabes? O Paulo não vai muito longe, não. Quando ele cair, será de uma vez.
Olhou o outro que era magro, e tornou:
- Nós, meu velho, nós, os magros, somos juncos da lagoa. A moléstia é o vento forte:
curva-nos, mas não nos abate.
E com a sua imaginação de sempre:
- Gente gorda é como bananeira: cai, não endireita mais. Está cheia dágua.
Um mês depois, Paulo Barreto morria de repente.
(CAMPOS, Humberto de. O
Brasil anedótico) |

Macaco mexeu, quer chumbo.
Macaco não briga com o pau onde sobe.
Macaco não enjeita coco
Macaco não olha pro rabo.
Macaco, quando não quer comer banana, diz que está verde.
Macaco que sobe muito, mostra o rabo.
Macaco só não fala porque tem preguiça de remar.
Macaco só vê o rabo de cutia.
Macaco velho não mete a mão em cumbuca.
Macaco velho não trepa em galho seco.

Para você, deixo cheiro de fumaça
Não mando minha sogra para o inferno porque tenho pena do diabo
Prefiro um cachorro amigo do que um amigo cachorro
Não buzine. Empurre
Quanto menor a saia, maior o meu pensamento nela
Não confio em frete de caminhão, nem em coração de muié
Dura é a vida de garçom que foi convocado para servir ao Exército
O pior cego é o que não quer aprender o método braile
Baixinho só anda em trajes menores
Político jovem devia usar fralda descartável

"Habitantes do azul," disse uma flecha,
a subir para o céu, riscando um traço!
"Abram alas a mim! Eu quero espaço, espaço!
E um pássaro, a sorrir:
- Flecha, imbecil, deixa de ser palhaço!
Se sobes, é que alguém te fez subir!
Sobe mais, sobe mais, que hás de cair,
- hás de cair, que por ti mesma cais!
- Eu te desprezo, mas de ti não zombo!
- Sem o auxílio de um braço,
- tu nunca romperás o azul do espaço!
- Vai subindo, subindo
sobre mais!!
Agora, eu quero ver, depois do tombo,
- se de subires só tu és capaz!
(CEARENSE, Catulo da Paixão. Fábulas
e alegorias)



Respostas:
vaga + rosa = vagarosa
mil+a+grosa = milagrosa |