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ADAGIÁRIO
DA ALIMENTAÇÃO Beleza não põe mesa Gaiola bonita não dá de comer a canário Boniteza não se põe na mesa A beleza não se põe na mesa De pequenino se torce o pepino Torcer o pepino de pequeno De pequenino se torce o pé ao pepino Laranja, de manhã é ouro, de tarde prata, de noite mata Laranja de manhã é ouro, de tarde prata, à noite mata Fruta de manhã é ouro, de tarde prata, de noite mata Laranja de manhã é ouro, ao meio dia prata, à noite mata (com a variante banana) Saco vazio não fica em pé Saco vazio não se põe em pé Saco vazio não se pode ter em pé Saco vazio não para em pé Barriga vazia só tem arrelia Barriga vazia não tem alegria Barriga cheia, coração contente Barriga cheia, cara alegre Barriga cheia sustenta o mundo Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém Cautela e caldo de galinha nunca fazem mal a doente Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a doente Deus dá nozes a quem não tem dentes Dá Deus couves a quem não tem toucinho Deus dá toucinho a quem não tem o cabrito O que é do vizinho é sempre melhor A galinha da vizinha é melhor do que a minha A galinha da minha vizinha é mais gorda que a minha A galinha do vizinho é sempre mais gordinha O galo, onde canta, janta Onde o galo canta, aí janta O galo onde canta, aí janta O abade (também O frade) donde canta, daí janta A fome ensina a comer A fome é boa cozinheira A fome é o melhor conduto O tempero da comida é a fome A fome sempre é boa cozinheira Para gato velho, só camundongo (ou ratinho) novo Boi velho gosta de erva tenra Cavalo velho, capim verde Do prato à boca se perde a sopa Da mão à boca se perde a sopa Do prato à boca muitas vezes se perde a sopa Não assines sem ler, nem bebas sem ver Não assines coisa que não leias, nem bebas coisa que não veja Não há carne sem osso, nem galinha sem pescoço Não há carne sem osso, nem fruta sem caroço Boi morto, vaca é Boi, depois de morto, vira vaca O boi, depois de morto, é vaca Milho todos comem, a questão é saber dá-lo Todo o burro come palha, a questão é saber dá-la Quem come a carne que lamba (ou roa) o osso Quem comeu a carne, que roa o osso O olho do dono engorda o boi (ou o cavalo) Quem engorda os bois é o olho do dono O peixe morre pela boca Pela boca morre o peixe Pela boca morre o peixe e a lebre ao dente O bocado não é para quem o faz, mas para quem o come O bocado não é para quem o faz, é para quem o logra Cada qual puxa as brasas para a sua sardinha Cada um puxa as brasas para a sua sardinha Puxava a brasa à sua sardinha Come-se para viver, não se vive para comer Come para viver, pois não vives para comer Comer o pão que o diabo amassou Comer o que o diabo enjeitou Engolir um boi pelas tripas Engolir um boi e se engasgar com um mosquito De grão em grão a galinha enche o papo De grão em grão a galinha enche o paparrão A grão e grão, enche a galinha o papo Guarda que comer, não guardes que fazer Guarda o que comer e não o que fazer Panela em que muitos mexem, não dá certo Panela em que muitos mexem não dá bom caldo Panela mexida por muitos, não presta Panela em que muitos bolem, ou vira ou queima Vinhos e amigos, quanto mais velhos, melhores Quem tem bom vinho, tem bom amigo A bom amigo, com teu pão e vinho Azeite, vinho e amigo, o mais antigo Vinho, ouro e amigo, quanto mais velho, melhor Vinho velho, amigo velho, ouro velho (Baseado em coleta feita por SPALDING, Walter, Tradições e superstições do Brasil sul) |
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