Festança

A descrição de uma cavalhada,
representação de uma batalha entre mouros e cristãos, no Estado de Goiás, na década
de 1950.
"As posses dos
governadores e vice-reis foram sempre marcadas com festas retumbantes que duravam vários
dias." Festas
populares no Rio de Janeiro do tempo dos vice-reis, por Luiz Edmundo.
"Apostava-se nas
juntas de bois como se apostava nos "parelheiros", na carreira de cavalos, em
cancha reta. Os presentes se definiam por uma ou outra das competidoras, entusiasmavam-se
e arriscavam o dinheiro". Carreira de bois, por Alceu Maynard
Araújo.
Cancioneiro:

"Deus bebeu, quando esta sogra me deu." 28 de
abril, dia da sogra. Minha sogra na algibeira.
A-Bê-Cê dos Casados, recolhido em
Sítio do Mato, região do Médio São Francisco.
"Emboladas são décimas
generalizadamente cantadas em versos de quatro e de cinco sílabas, próprias para as
pelejas incruentas, para os lances dos entreveros demolidores." Emboladas, por
F. Coutinho Filho.
Imaginário:

Água virtuosa, um causo de
Cornélio Pires sobre o porque dos homens terem de diversas colorações de pele.
A lenda índigena macuxi sobre a origem do mundo,
recolhida por Brandão de Amorim.
"- Apois é, comadre Menina, ocê é pruque num
viu o remelexo da fulana, toda cheia de subacage e ainda prucima agarrada com o porqueira
do vigário, que Deus me livre da má palavra..." Sexta-feira é dia de mula, por
Manuel Ambrósio Júnior.
Oficina:

"O pessoal do engenho trabalhava em serviços específicos. Cada um fazia uma
coisa só, como autêntico profissional especializado, embora, às vezes, essa coisa só
reunisse várias tarefas diferentes mais correlatas..." Divisão do trabalho, por Ruy
Duarte.
O muxuango, tipo rústico da
planície de restingas, na população rural da costa e da baixada fluminense.
A barganha de relógios, exercida na
cidade de Taubaté, São Paulo, em meados do século XX, durante os fins de semana,
descrita por Alceu Maynard Araújo.
Palhoça:

19 de abril, dia do índio. "Habitam em cabanas
cobertas de folhas de palmeiras, diferentes em tamanho, conforme o número dos
indivíduos, e quase sempre assentas em colinas, à distância de duzentos a trezentos
metros da água." Costumes dos índios caingang,
chamados coroados, descritos pelo visconde de Taunay.
28 de abril, dia da sogra. As sogras, uma crônica de costumes
escrita no século XIX, por Joaquim José da França Júnior.
O silêncio vale ouro. A adversidade faz heróis. A
avareza é madrasta de si mesma. Estes e dizeres mais usuais no interior do
Brasil, recolhidos por Hernani de Carvalho.
Colher de Pau:

Tarubá, mocororó ou makururu, tiquira, caxiri ou
caxiry, chibé, aluá e cayssuma. Vinhos de frutas silvestres e outras
bebidas indígenas.
"Toda gente conhecia, em Vitória, nos fins do
século passado e no começo deste, a doceira Maria Saraiva, cujas guloseimas, de
fabricação caseira, ela própria as vendia, arrumadas em tabuleiro, com tampo de
vidro." Receitas
de Maria Saraiva.
Fruto do tamanho de uma laranja, com a casca verde
amarelada, conheça o pequi, recurso alimentar do sertão.
Panacéia:

"No contexto social do próprio ambiente familiar,
cabia à mulher - mãe, babá e, anteriormente mucama a socialização dos fatos
folclóricos às novas gerações." Coisas de mulher e folclore, por
Thelma Regina Siqueira Linhares.
"A influência que os poderes impressionistas e
ilusórios exercem sobre a faculdade emocional dos espíritos fracos e incultos é
incontestável e incontestada." Ainda as superstições com fartura,
por Hernani de Carvalho.
"O diabo e toda a sua corte de demônios
tentadores têm participação excepcional na vida educacional da família sertaneja do
Nordeste..." O importante senhor diabo e a magia das
unhas, por Eduardo Campos.
Catavento:

Adivinhas
Sapo jururu
Varre... varre...
Respostas
Cavalinho de pau
Almanaque:

O Brasil
visto por Jean-Baptiste Debret
Os bichos na fala da gente: peixe
Anúncio no Almanaque Laemmert
Folkmail
Antídotos
Calendário: Abril
Dito e feito
Latrinália
Escrito em papel moeda
No estradão
Provérbios
Colaborações:

A mentira e o mentiroso na cultura
popular, colaboração de Gutenberg Costa, membro do Instituto Histórico e
Geográfico do RN e da Comissão Norteriograndense de Folclore.
"Moleque recém saído dos cueiros, um dia,
Manézinho engrossou a voz..." A embolada, um conto de JPVeiga.
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