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1875-1929


Inigualável a sua
Capacidade de amor!
Ele ama seja o que for
Ama as árvores da rua
Ama este mundo e o da lua
Ama, de amor sempre igual
A pedra, a planta, o animal
Ele ama a prosa e a poesia
Mas que é que não amaria
Sendo Ama… deu Ama… ral?

(Paulo Duarte, no capítulo de introdução de Tradições populares)

Conheci Amadeu Amaral, logo depois da gripe, em 1918. Eu trabalhava na revisão de O Jornal do Comércio, à rua Direita. De madrugada, alta madrugada, saía exausto daquele trabalho horroroso de horas e horas, numa sala sem janelas, ao fundo da redação, instalada num prédio velho e sujo, cujo ar se saturava do cheiro que vinha de uma privada, ao fundo, esta também sem a menor ventilação e sempre num estado de desasseio que nem é bom falar. E íamos, revisores e conferentes, comer qualquer coisa no Café Acadêmico, nos quatro cantos, isto é, rua Direita, esquina de São Bento (a praça do Patriarca não existia). Éramos sempre unstrês ou quatro companheiros, e nosse refeição resumia-se no que permitia o miserável salário de cinco mil réis por noite de trabalho. Quase todas as madrugadas, nós já aboletados numa mesinha, entrava no café, vindo da rua de São Bento, em direção da praça Antônio Prado, um vulto alto, escanhoado, elegante, debaixo de um chapelão velho e dentro de uma roupa mais ou menos descuidada. Não se sentava a nenhuma mesa, ia diretamente ao balcão, pedia qualquer coisa, café ou cerveja preta, engulia aquilo rapidamente e saía em direção ao viaduto do Chá. Um dia perguntei a um dos meus companheiros:

- Quem é este sujeito?

- Não conheces? É o Amadeu Amaral, secretário do Estado.

Amadeu Amaral! Um nome quase familiar para mim. Fora amigo íntimo de meu pai quando ambos freqüentavam o Curso Anexo, o Curral, ali no velho casarão do largo de São Francisco. Conheceram-se muito antes disso, e fora meu pai quem o animara a entrar para a Faculdade de Direito, quando ambos trabalhavam como caixeirinhos, Amadeu em Lion & C. e meu pai na Casa Genin. Entraram juntos para o Curso Anexo que ambos abandonaram depois. Pouco mais tarde, já casado, meu pai mudava-se para Franca, a sua cidade natal, deixando aqui Amadeu. Isso em 1900, exatamente quando este trabalhava já no Correio Paulistano, publicava Urzes no ano anterior e eu contava cinco ou seis meses de idade. Então, um desapareceu da vida do outro. Em 1912, voltava meu pai a residir em São Paulo e aí o nome de Amadeu brilhava entre os intelectuais da época e, em nossa casa, muitas vezes, meu pai falava na velha amizade que os unira. Eram quatro nomes sempre citados como os velhos amigos de meu pai: Alarico Silveira, Alexandre Vilela de Andrade, Paulo Saldanha da Gama (razão por que me chamo Paulo e Amadeu. Mas entre 1912 e 1917, em que ambos residiam de novo em São Paulo, creio que não se encontraram muitas vezes.

Pois nessa madrugada de fins de 1918, ao ligar pela primeira vez um nome familiar em minha casa àquele vulto que já conhecia de vista, em suas passagens ariscas pelo café, para sair logo, mergulhando-se na garoa da noite paulista, não me contive. Despedi-me dos companheiros e saí atrás de Amadeu.

Este ia longe, no meio do viaduto do Chá. Custou-me divisar o seu vulto esguio dentro da noite e só o alcancei na rua Xavier de Toledo. Ante o ruído dos meus passos rápidos ele, como adivinhando minhas intenções, voltou-se e parou:

- Vai subir também?

- Vou…

- Então vamos juntos.

Estabelecera-se o primeiro contato. Fui logo contando quem eu era. Amadeu parou surpreendido:

- Mas eu vi você pequenino!

E fomos rua da Consolação acima, conversando sobre meu pai a vida que viveram juntos, no fim do século e, agora, a distância de anos, que os separava.

(…) No mesmo dia em que me aproximei de Amadeu, começou a nossa convivência de todas as noites. Eu esperava-o no Café Acadêmico ou ele aí me esperava para subirmos a rua da Consolação, juntos. Na rua Antônia de Queiroz, em geral, eu o deixava à esquina, seguindo um para a esquerda e outro para a direita daquela rua. Ele em busca de sua casa, um pouco adiante, e eu em direção da rua Augusta, pela qual ganhava Peixoto Gomide e a rua Barata Ribeiro. E nunca mais o caminha da várzea da Saracura me viu…

Amadeu, um dia, declarou que estava fazendo tudo para me pôr na redação do Estado, que era o sonho dos meus dezoito anos. Antes disso, fui demitido do Jornal do Comércio, por uma desinteligência com o diretor. Graças a Amadeu e a Antoninho de Figueiredo, a quem me recomendara Mário Reys, chefe da revisão do Jornal do Comércio, revoltado com a minha injusta despedida, arranjei um lugar na revisão do Estado, que funcionava nas oficinas do jornal, à rua 25 de Março. Aí, comecei a encontrar-me com Amadeu, no próprio Estado, cuja redação ficava à praça Antônio Prado, para seguirmos o nosso caminho.

Até que um dia, ele me passou para a redação. E começou a nossa convivência de todas as noites e de todos os dias.

(…) Às vezes íamos, só nós dois, comer qualquer coisa no Fernandes, da rua Santa Ifigênia, popularíssimo por um apelido que não se pode repetir por amor à decência, ou num dos restaurantes do largo Paissandu ou adjacências. E as palestras que fazíamos no caminho de casa, mercê das quais devo tudo o que sei de literatura, e que duravam freqüentemente até à manhã, desenvolviam-se à mesa dos restaurantes, eu, diante de uma caneca de vinho português ou de um copo de vinho italiano, ele diante de uma pequena garrafa de uma cerveja escura chamada Pretinha, de que Amadeu gostava imensamente.

Mesmo na redação, era freqüente ele pedir um sanduíche de queijo e uma daquelas garrafinhas de cerveja. O que dava ao velho Brasílio, contínuo da noite, a oportunidade da piada, sempre a mesma, quando telefonava ao Café Paulista, em frente, na praça Antônio Prado, fazendo a encomenda da pequena refeição:

- É do Café Paulista? Então faça o favor de mandar já, aqui na redação do Estado, um sanduíche de queijo e uma pretinha bem fresca, para o seu Amadeu…

Um dia, Amadeu, entrando, de sopetão, na sala do centro, onde se achava o telefone e onde eu trabalhava na companhia de Olival Costa, Pedro Cunha, Vital Ribeiro e onde o velho Skerry freqüentemente dormia algumas horas sentado numa cadeira, depois de redigida a seção do câmbio, ouviu o recado do velho Brasílio…

- Ora, essa! foi a exclamação, num meio sorriso, exclamação que era o seu comentário para todos os fatos inesperados.
Nessa época, convivíamos dia e noite. Unia-nos a minha sede de literatura que ele satisfazia com livros e as nossas longas prosas; unia-nos o nosso folclore e até a política. Porque, no fundo ele amava a política. Não como o comum dos nossos políticos, para dela tirar tudo, mesmo à custa do próprio decoro. Mas para tudo dar-lhe, no sentido de enobrecê-la com as iniciativas culturais e outras grandes realizações e dignificá-la com o exemplo de sua linha impecável. Foi por isso que principiou a lutar na campanha do voto secreto e depois entrou para a Maçonaria, em 1920 ou 1921, para onde me levou também. Juntos, fizemos parte da loja União Paulista, instalada numa espécie de capelinha que não mais existe, misteriosa para todos que passassem ali pela rua Xavier de Toledo, quase em frente ao obelisco do Piques. Foi com o mesmo ânimo de luta a favor da regeneração dos nossos costumes políticos, baixados ao nível mais inferior pela fraude e pela desordem administrativa, que, em 1921, disputou uma cadeira de deputado e entrou para o Partido Democrático, em 1927; e ainda não hesitou quando, no mesmo ano, eu fui fazer-lhe o convite para o cargo de diretor do Diário Nacional, órgão oficial do Partido, onde juntos trabalhamos e de onde juntos saímos, poucos meses depois.

Amadeu era um homem profundamente sereno. Alto, magro mas espadaudo, cabelo e pele claros, herança da mãe, muito loura, descendente talvez de holandeses, denunciava a sua serenidade até no andar. Olhos azuis, garços, muito grandes, davam a impressão de estar olhando ao longe, mesmo quando fitava alguém. Sua voz era um pouco rouca, sempre baixa e muito calma, e tomava uma grande expressividade quando conversava, falava em público ou lia versos ou prosa em voz alta, o que gostava muito de fazer. Até fins de 1917 ou 1818, usava grandes bigodes, como era moda, trambolho de que se libertou, dando ao rosto a sua verdadeira expressão de tristeza tranqüila.

Era proverbial a sua bondade. Não há quem se lembre de haver ele levantado a voz a quem quer que fosse. Nunca falava dos seus desafetos, todos gratuitos, a não ser para ressaltar um traço positivo. Mesmo dos mais rancorosos que os teve inexplicavelmente, ódios que eram sobretudo o reflexo da sua posição em O Estado de São Paulo, e por motivos políticos de que Amadeu foi sempre absolutamente estranho. Os seus escritos, em prosa ou em verso, ressaltam esse amor pelos homens, pelos animais e pelas coisas, que se estendia até às árvores e às pedras da rua.

A propósito desse seu traço que, desde época de que já não me lembro, me impressionou profundamente na personalidade de Amadeu, certa vez, uns versos de José Lannes me inspiraram manifestação semelhante, perpetrada pelos mesmos métodos metrificados. Nessa brincadeira poética, sem o querer, tracei com fidelidade uma das faces do caráter de Amadeu, a mais bela talvez.

Achavamo-nos num almoço, ao qual comparecera também Alarico Silveira, então secretário do Interior e o poeta José Lannes, que era seu oficial de gabinete. Amadeu encontrava-se presente, sentado ao lado de Alarico Silveira, seu íntimo amigo. Nós, jornalistas e oficiais de gabinete, comíamos numa segunda classe de ponta da mesa. Nessa época, o nosso passatempo nessas reuniões cacetíssimas, aonde íamos por dever de ofício, era traçar perfis ou epitáfios em verso das pessoas presentes.

De repente, José Lannes passa um cardápio, nas costas do qual vinha um instantâneo de Amadeu:

Ah! Quanto leite reclama
O teu nome original
Não podes passar sem ama
O nome que Deus te deu
Tem uma ama no Amadeu
E outra ama no Amaral

Achei que o leite não bastava para definir a suavidade pura de Amadeu, principalmente o leite de São Paulo. Vai daí, rabisquei por baixo:

Inigualável a sua
Capacidade de amor!
Ele ama seja o que for
Ama as árvores da rua
Ama este mundo e o da lua
Ama, de amor sempre igual
A pedra, a planta, o animal
Ele ama a prosa e a poesia
Mas que é que não amaria
Sendo Ama… deu Ama… ral?

Crio que foi o meu único golpe de felicidade em poesia metrificada. Refiro-me ao fundo e não à forma. Porque realmente esta pequena palavra – amor – definia Amadeu Amaral. Ele viveu para amar. A sua obra acha-se impregnada desse sentimento a derramar-se pela natureza, sobretudo, pelo semelhante. O que menos custava a Amadeu era a palavra boa em resposta ao apodo, ou o sacrifício por amor do próximo.

Às vezes suas simpatias concentravam-se num quadro, numa coisa, numa entidade, como São Pedro, que ele, embora agnóstico, cercava de uma simpatia toda especial. Em sua casa, alguém, um dia, disse, caçoando, que São Pedro era o padroeiro dos usurários. Ao que volve Amadeu indignado, para ralhar:

- Ora essa! um sujeito tão bom e vocês o caluniando!

Incréu, embora, era ele quem escrevia com mais assiduidade crônicas obre santos, comemorando no Estado certas datas, como São João, Santo Antônio, Natal, Ano Bom. Porque nesses santos e nessas datas ressaltava-se o traço da bondade, o ponto de contato com o seu feitio, e, ignorando-o, ele mesmo não podia explicar a sua simpatia para com vários carregadores de amor e de humildade, como São Pedro, Santo Antônio, São Francisco de Assis, e outros amigos íntimos de Amadeu. Era desses incapazes de atirar fora um sapato usado, um chapéu velho, um objeto qualquer, sem dirigir-lhe um olhar de agradecimento pelos serviços prestados. Lâmpada Antiga é catecismod e bondade. Os seres, - a família, os amigos, o próximo, os indiferentes, a humanidade e as coisas; a humildade, a paciência, o trabalho, a dor, a terra, as flores e os espinhos, até uma velha cisterna abandonada – envolve-os tudo e todos de uma mesma névoa de amor, pois, segundo ele, "só pelo amor a triste humanidade (se algum dia terá de se remir) redimida será". Não ignorava, entretanto, que esse dia estava muito longe. Porque, para ele ainda, esse amor só viria "quando o homem aprendesse que as torturas que o consomem só dele vêm, só ele as deterá". Tinha fé, entretanto, em que havia de raiar essa madrugada, "embora a treva sempre se adensando vá". Sabia que não era para ele, mas isso não importava porque quem sabe verdadeiramente amar não é egoísta. Muito menos Amadeu, em cujo espírito jamais o rancor ou o simples ressentimento pôde medrar. Apenas, para defender-se, ele se armava daquele "nojo resignado" que a necessidade impõe no ânimo dos homens bons para poder atravessar os enxurros da existência e a aspereza do contato com os outros homens.

(DUARTE, Paulo. In AMARAL, Amadeu. Tradições Populares)
1875
6 de novembro. Nasce Amadeu Ataliba Amaral Arruda Leite Penteado, na Fazenda São Bento de Boa Vista (munícipio de Montemor), hoje, município de Capivari, no estado de São Paulo; filho de João de Arruda Leite Penteado e de Maria Carolina Pacheco Leite Penteado.

1886
Termina o curso primário em Capivari, vai para São Paulo, a fim de trabalhar e continuar os estudos.

1888
Empregado como menino de recados na firma Lion & Cia., São Paulo.

1891
O pai de Amadeu Amaral muda-se para São Paulo com a família e funda um jornal Lavoura e Comércio. Amadeu Amaral trabalha no jornal, auxiliando o pai e os irmão mais velhos.

Funda, com José Máximo Pereira Lima a Revista Literária, impressa nas oficinas do pai. A revista teve curta duração.

1892
Começa a trabalhar no Correio Paulistano.

1899
18 de fevereiro. Casa-se, em São Carlos, São Paulo, com sua prima e namorada de infância, Ercília Vaz do Amaral. Regressa a São Paulo. Publica seu primeiro livro: Urzes (versos).

1900
Falecimento de seu pai. Amadeu Amaral assume a direção e encargo de toda a família. Nasce de sua primeira filha, Maria.

1901
Nasce a sua segunda filha: Inocência. Passa a exercer o cargo de secretário da Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista, cargo do qual pediu demissão pouco depois.

1905
Presta concurso para amanuense da Repartição de Polícia e é nomeado. Assume as funções de Oficial de Gabinete do Chefe de Polícia, doutor Antônio de Godoy. Exonera-se depois da morte deste.

1907
Muda-se para São Carlos, São Paulo, onde se dedica ao magistério. Diretor do Colégio Sancarlense. Redator do Correio de São Carlos.

1908
Nasce sua terceira filha: Iolanda. Funda em São Carlos a Vila de Hansen, para dar assistência aos hansenianos. Idealiza um jornal infantil, O Pequeno Polegar, que não chega a concretizar-se.

1909
Publica no Comércio de São Paulo o artigo 'Tico-Tico', a favor da Campanha Civilista e contra a candidatura do Marechal Hermes à presidência da República. Volta para São Paulo e passa a trabalhar no Comércio de São Paulo, a convite de Luís Silveira. Começa a publicar a série de artigos políticos Cartas do Rio, que causaram "grande sensação". Volta a São Carlos, por razões de saúde, por alguns dias. Assina com Roberto Moreira uma carta publicada no Comércio de São Paulo, defendendo a idéia da criação da Academia Paulista de Letras.

27 de novembro: Instalação da Academia Paulista de Letras, na qual Amadeu Amaral vai ocupar a cadeira número 33, cujo patrono é Teófilo Dias.

1910
Nasce seu último filho, Amadeu (Amadeu Amaral Júnior)

Demite-se do Comércio de São Paulo, onde colaborará até o fim da vida. Publica seu segundo livro de versos, Névoa.

)1912
Conferência na sessão inaugural da Sociedade de Cultura Artística (Letras Floridas). Redige a revista Farpas, juntamente com Simões Pinto.

1916
Funda a Revista do Brasil, juntamente com Monteiro Lobato e outros intelectuais paulistas.

1917
Publica Espumas, seu terceiro livro de versos.

1919
Eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Olavo Bilac, falecido em 1918.

1920
Publica A Pulseira de Ferro (novelas); Dialeto Caipira (folclore); Um Soneto de Bilac (conferência) e Letras Floridas (prosa). Dirige Pallas, revista de quase luxo (circa 1920).

Secretário de redação do jornal Estado de São. Paulo". Entra para a Maçonaria.

1921
Publica Cuidar da Infância, Dante (conferências) e A Poesia da Viola (folclore).

1922
Candidata-se a deputado estadual pelo 4º Distrito. Defende o voto secreto e a honestidade eleitoral. Conferências pelo interior paulista. Artigos de propaganda política na Gazeta de Capivari. Derrotado nas apurações eleitorais.

1923
Muda-se para o Rio de Janeiro. Passa a trabalhar na Gazeta de Notícias. Viagem à Bahia.

1924
Publica O Elogio da Mediocridade, Luís de Camões e Lâmpada Antiga (seu último livro de versos).

1925
Passa a trabalhar no Serviço de Imposto de Renda. Regressa a São Paulo, depois de demitir-se do emprego. Reassume as funções de redator do Estado de São Paulo. Inicia a publicação de seus artigos e ensaios sobre o folclore brasileiro e paulista, depois reunidas em livro póstumo por Paulo Duarte (Tradições Populares), com o mesmo título da coluna em O Estado de São Paulo.

1927
Publica no Estado de São PauloMemorial de um Passageiro de Bonde, que seria editado postumamente em livro, em 1938.

1929
Reorganiza a Academia Paulista de Letras, há anos sem funcionar.

31 de julho: Sessão solene de reabertura da Academia; discurso de Amadeu Amaral sobre as funções das Academias. Publica: As Promessas do Escotismo (conferência). Lança Malasartes, revista infantil de que foram editadas apenas alguns números.

24 de outubro: Atacado de febre tifóide, falece em sua residência, à rua Bela Cintra, em São Paulo, após dois meses de sofrimento. É sepultado no cemitério de São Paulo, na capital paulista.

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