TABUS
ALIMENTARESEncontramos aqui um a série de tabus ou proibições
alimentares, relacionadas mais insistentemente com alguns alimentos ou ingredientes.
Vejamos:
Sal:
Jogado ao fogo afasta visitas desagradáveis.
Colocado na ponta da língua traz sorte.
Pedido emprestado em dia de Sexta-feira atrasa a vida.
Não se paga sal tomado emprestado.
Derramado na mesa ou no chão dá azar ou briga.
Colocado em bolso de bêbado, cura a bebedeira.
Friccionado sobre verrugas e depois lançado ao fogo, de costas, e afastando-se
rapidamente sem ouvir os estalidos, faz sair essa anomalia.
Lançado à chuva em três pitadas por filho caçula, afasta o mau tempo.
Dissolvido em copo dágua e colocado ao lado do fogo, afasta o mau olhado.
Dissolvido em água e jogado por detrás de pessoa que vai saindo de casa, afasta-a
para sempre dali.
Pão:
O que foi ganho no dia de Santo Antônio deve ser guardado no depósito de farinha
para que assim não falte alimentos em casa.
Jogar o pão fora faz mal, se tiver de fazê-lo deve ser beijado antes.
Um pedaço de pão e um pouco de farinha de mandioca, guardados juntos desde a
Sexta-Feira Santa, cura engasgo com espinha de peixe.
Ovo:
Ovo batido por mais de uma pessoa não cresce.
Se mudar de mão, ao bater um ovo, este não cresce.
Três pingos dágua colocados no ovo antes de bater, faz crescer.
Ovo batido por mulher grávida cresce mais.
Ovo batido por mulher menstruada não cresce.
Arroz:
Arroz cru jogado no chão é sinal de fartura.
Café:
Pó de café caído no chão é sinal de briga.
Pisar em pó de café faz mal.
Açucar:
Açucar jogado no chão é sinal de fartura.
Banana:
Banana prata, de dia aleija, de noite mata.
Banana com leite faz mal
Banana com bebida alcoólica faz mal.
Mulher grávida se comer "banana-gêmea" tem filhos gêmeos.
Banana com manga faz mal.
Manga:
Manga com leite faz mal.
Manga à noite faz mal.
Vinho:
Derramar vinho na mesa da sorte.
Bolo:
Bolo batido por várias pessoas desanda.
Se quando está crescendo for visto por outra pessoa que tenha mau-olhado, ele não
desenvolve, ficando "solado".
Outros tabus:
Quem come na panela tem chuva no dia de seu casamento.
Quem come a última porção de um alimento, não casa.
(FRADE, Cáscia. Folclore Brasileiro: Rio de
Janeiro)