Cada um conta o
"causo" como qué
(do folclore nordestino)
Quem me contô lembra o dia, lembra mês e inté a hora.
Ansim cumeça a história...
O padre escoía a dedo, nos moradô do lugá
quem tivesse memo jeito, de falá, representá,
levando eles pra capela, onde eram maquilado...
Jesuis, Maria, Pilato, Madalena e os sordado,
iam tudo cumo artista, muito bem fantasiado.
A rua atupetada e pra ninguém trapaiá,
ponhavam corda amarrada, mode o cortejo passá,
da igreja inté o Carvário, onde a festa ia findá,
com o Cristo preso na cruiz, pra amá a Deus integrá.
Munto bem, cumeça a história,
que me contô o cumpade, de Jesuis de Pirapora:
O centurião marvado era um tar Sebastião,
que já lá na sacristia, iante da prucissão,
tomou um litro de vinho que era do capelão.
Intão pra representá, na hora da incenação,
ele batia a valé im Jesuis, que era o Chico;
e o Chico intão, resmungava tapando a boca cá mão
prô povo num percebê.
Bastião, vai mais devagá, tá cumeçando a doê...
tá sangrando de verdade, meu juêio tá ralado,
desse jeito eu morro ante de ficá cruxificado.
Madalena cum uma toáia, limpa o rosto de Jesuis,
que recrama do cansaço, e do peso daquela cruiz
e da força do Bastião, que batia i inda se ria
e pru mais que ele pedisse, fingia que num uvia.
Madalena ouviu a queixa e foi falá pro marvado:
Tião nem deu confiança à Madalena, inda feiz
marcriação Que Cristo fubéca é esse, que chora
na prucissão? Cristo que eu sei era forte, dava
exempro prus cristão.
Té que eu tô batendo fraco...ele vai vê o que é bão
na subida da ladêra im frente do bar do João.
E foi indo e foi subindo...o Chico levando côro,
cô chicote do Bastião.
Na subida do Carvário...um grito na murtidão...
um corre-corre medonho, uma baita confusão.
Jesuis jogô longe a cruiz e se atracô cô Bastião.
Foi soco, foi cabeçada, pancada de tudo lado,
Maria levô rastêra, Madalena e os sordado
rolando tudo imbolado...Pilato levô um tranco,
e ficô desacordado.
Dimas o bão ladrão, levô tamanha bulacha, do bondoso
São José, que inté hoje inda num achô a dentadura
novinha que ponhô prá naugurá, no dia daquele racha.
Aos pouco o povo apartô, cada santo prô seu lado.
O Bastião perdeu dois dente, teve de sê medicado,
Pilato quando acordô, tava inté meio aluado
lavô as mão e a cara, cuntinuô abobado.
Quando chegô o delegado foi tudo levado imbora,
e foi mudada a história, nesse dia im Pirapora.
Pela primêra vez, desde que o mundo foi criado,
o Cristo foi pra cadeia, num morreu cruxificado.
(BOLDRIN, Rolando. Empório
Brasil)

Um epigramista baiano pouco conhecido, de quem
Lafayette Spinolla diz saber muito bem "encurralar nas quatro paredes duma
quadrinha as vaidades quilométricas de muitas inteligências microscópicas" é
Gilberto Guimarães, autor destes versos a um literato gordo:
Você diz que pesa oitenta
Quilogramos. (Quem diria?)
Tirada a massa cinzenta
O peso não mudaria
(LIMA, Herman. Roteiro da Bahia)

Um ateu, um misantropo
Fabulista, como Esopo
Disse a um santo, exasperado:
"Se Deus tivesse criado
A humanidade a meu gosto
Muito melhor a criara
Lhe dando apenas um rosto
Para eu cuspir-lhe na cara!"
- Pois eu já penso o contrário, -
Disse, beijando o rosário
O santo, em sua humildade:
- Quisera que a humanidade
Nesta existência de abrolhos
Neste mundo de ilusão
Tivesse apenas dois olhos
Para que um dia a beijasse
E o sangue de suas lágrimas
Piedosamente enxugasse
Num grande beijo de irmão!
(CEARENSE, Catulo da Paixão. Fábulas e alegorias)

Ué, é, trabaiadô
E a pedra do Corcovado
Rebentô,
Ué, é, trabaiadô
La, lagoa sossegô,
Ué, é, trabaiadô
Ué, é, trabaiadô.
(Recolhida pela folclorista Laura Della Monica através de informante do Rio de Janeiro.)

O Compadre Defunto
João Cazumbá era um sitiante que morava numas gurgueias
de serra, ele e a velha esposa, dona Nini, sozinhos, a criarem galinha e a plantarem uns
roçados de milho. Sabia fazer cabresto de couro como ninguém, e ela, panelas de barro,
que vendiam na feira de Patos, na Segunda.
Mais pra cima da serra, distância de meia légua, moravam seus compadres: Ezequiel das
Aguilhadas e Tomazinho das Forquilhas.
Quando era dia de feira, ficando dona Nini, iam todos vender seus produtos, para comprarem
o necessário para a semana. O ponto de encontro, como era natural, era a casa de João
Cazumbá, na descida, é isso bem cedinho, na primeira cantada do galo, pois teriam que
andar a pé quatro léguas. Engolido o café acompanhado de algumas batatas, partiam.
A feira é a cousa mais importante na vida do sertanejo. Lá encontram os conhecidos,
sabem notícias do mundo, informam-se onde choveu, quem morreu, quem casou ou quem foi
embora para São Paulo. O abastecimento da casa é comprado nesse dia, sendo um autêntico
transtorno o dia em que não se vai à feira.
Daquela vez no entanto, os compadres do alto da serra estranharam não ver embaixo a
chaminé da casa de João acesa. Nunca isso havia acontecido!
Apertaram o passo, e receiosos, e ouviram de longe um soluço. Entreolharam-se. E ao
chegarem diante da porta ouviram que dentro do quarto da frente a comadre se desfazia em
pranto. Ficaram estarrecidos quando viram estirado na cama de vara o compadre morto!!!
A comadre não sabia de que o marido havia morrido, entremeando a explicação com o
gagueijo do choro.
Morreu... de morte apressada.
Então... não tinha mesmo jeito! Arriscou Ezequiel.
Os compadres confabularam. Não era possível deixar a comadre sem assistência! De outro
modo iria o compadre apodrecer naquela cama! Quem levaria o cadáver para o cemitério?
Era de cortar o coração!
A comadre tem uma rede de sobra ai?
Tenho uma... novinha...em folha!
Serve!
Me façam essa caridade!!! Levem meu velho pra sê interrado nos Pato... Nossa
Senhora da Guia os proteja...
Savexe não!
Passaram um varão pelos punhos da rede, acomodaram nela o cadáver e lá vieram, num
passo bem acertado, serra abaixo, a ponta do varão machucando os ombros, o cadáver
balaçando.
Chegaram à porta do cemitério com o dia bem claro. Arriaram o peso e procuraram o
zelador, pois o cemitério era murado e de portão. O zelador foi logo perguntando:
- É morte morrida ou matada?
Morrida!
É na Igreja primeiro, pra encomendação...Matada, é na delegacia, pra o doutor
fazer exame...
Os compadres, cansados, não perderam tempo. Puseram novamente o cambão no ombro e, inda
bem não subiram a calçada da igreja, um velhote arrepiado saiu, com o dedo no ar num
sinal negativo:
- Aqui, não! Só em caixão de defunto!...
Tamo fazeno a caridade!... Perdoai a gente, mais num aguentamo mais o peso!
Disse quase implorando, Tomazinho. Que é cagente deve fazê?
No chão da igreja ficou bem visível o cadáver!
Aqui é que não fica! Levem pra fora daqui...- Disse o velhote.
Lá fora a feira fervia e o sol esquentava...
Os compadres, surpreendidos, não sabiam tomar uma decisão. Até que, afinal, o
sacristão permitiu que um ficasse vigiando enquanto o outro fosse procurar a delegacia de
polícia.
Depois de bem informado, seguiu em busca do quartel, Tomazinho.
O delegado lá não estava. Encontrava-se na ponta da rua desarmando os feirantes. No
entanto Tomazinho devia levar um papel pra o médico legista encher, e dizer de que
morreu.
Tomazinho saiu com um papel branco e, depois de muita interrogação, deu com a casa.
Mandaram esperar, pois o consultório estava cheio.
Afinal o médico atendeu. Mandou que Tomazinho colhesse primeiro a assinatura do delegado,
pois sem isso, não estava autorizado a encher o formulário.
Tomazinho, depois de umas duas horas de maçada, voltou à igreja.
Meu compade, a vez agora é de você! Rodei qui nem pirú nessas repartição e num
saiu nada. Tô tonto! Farta o delegado assiná. Leve o papé e num perca tempo...Qui a
fêra já tá no meio!...
I é prá já!
Agora era Ezequiel quem enfrentava, e nisso perde mais de hora, pra vir, todo afogueado,
dizer:
- U delegado num desarmou nem a metade!...Nem di tardizinha acaba...
Votis!
Desesperados, tinham diante deles o olhar do sacristão.
- Meu cumpade! Disse Ezequiel, como inspirado. Tá pensano o que tô?
Penso que sim!!!
Pegaram o cambão, sopezaram a rede ( o cadáver balançando!), desceram num passo gingado
as escadas da igreja, e buscaram o cemitério. Deram uma volta e ficaram bem detrás do
muro dos fundos. A seguir, tiraram o cambão, cada um pegou num punho, e se puseram a
balançar com toda força, até que a rede tomou carreira e num último impulso
conseguiram jogar a rede e defunto por sobre o muro, bem dentro do cemitério.
Vai-te diabo, amolá o satanás!
Aliviados, exclamou Tomazinho, como se desculpando do que fazia com o compadre João:
- Tenha paciência, meu cumpade, mais a gente não sabia qui tu tinha um cadave desse, qui
num há no mundo quem interre. E Deus me livre de sê cumpade de difunto! Votis!!!
E saíram apressados, aproveitar o restinho da feira...
(Torres, Luiz Wanderley, Nordeste pitoresco e engraçado.)

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Zequinha Faria estava pra lá dos 70 anos e tinha a vista cansada. Não
acertava com os óculos comprados sem receita médica. Era famoso pela humildade e pela
desordem que imperava em sua sapataria, a mais antiga e tradicional de Tabuí.
Mesmo desorganizado, os fregueses não o abandonavam devido aos preços
camaradas que ele cobrava pelos seus serviços. Geralmente seus calçados eram feitos sob
encomenda e sob medida.
Um dia chegou à sapataria o senhor Tonico Teixeira, lá das bandas da
fazenda Toatoa. Tonico Teixeira, também pra lá dos 70, era homem sério, de semblante
rude e voz arrogante. Cumprimenta o velho Zeca, pergunta pela noiva e pela data de
casamento.
- Compade Tonico, a data do casamento só depende do meu irmão, o padre
Faria, que a quarqué hora entra de férias lá em Bambuí. Aproveitano sua pergunta,
inté vô te convidá pra ocê ajudá a me amarrá!
- Uai, compade Zeca, é todo meu prazê! Inté vai interá treis veis que
ti apadrinho, né memo? Antão, compade Zeca, vamo aproveitá e tirá a midida dos meus
pé pra ancê fazê uma butina bem bunita pro dia do seu casório!
Tonico Teixeira tinha os pés curtos e esparramados, formando um
semi-círculo. Zequinha Faria pegou caneta, papel e fita métrica. Media os pés do seu
compade e cautelosamente anotava as medidas, coisa que outros sapateiros da cidade não se
aventuravam a fazer. Eram sabedores de que não encontrariam formas adequadas para aqueles
sofridos pés.
- Quando é que fica pronto, compade Zeca?
- Daqui uns 15 dias tão prontos compade Tonico!
Passados os 15 dias, tá lá o velho Tonico na porta da sapataria.
- Pronto, compade?
- Não!
- Pra mode quê?
- Perdi as mididas.
- Antão nóis tira outra, cumpade Zeca!
Tiraram outras medidas e marcaram o dia da entrega. Novamente o
desorganizado sapateiro perdeu o papelinho onde anotara tudo. Começou a pensar nos
coices, na arrogância e no falatório do compade. Fazer o quê? Numa breve reflexão,
lembrou-se de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis. A solução veio na hora.
Pegou um prato esmaltado, um pedaço de vaqueta, afiou a faca, colocou dois óculos no seu
rosto magricelo, olhou pra frente, olhou pros lados e falou:
- Seja o que Deus quisé!
Meteu a faca na vaqueta, cortou-a na forma do prato, solou os cortes,
colou os saltos e pronto. Estavam prontas as benditas botinas. Parecia um rodeiro. No dia
marcado chega o velho fazendeiro.
- Tão pronta as butina, cumpadre?
- Sim!
- Antão dexa eu isprementá, pra vê si é preciso de currigi!
O carrancudo fazendeiro enfiou os pés nas botinas, deu uma volta, repetiu
o desfile, parou, olhou admirado pra elas, levantou os olhos em direção ao compade Zeca
e admoestou:
- Cumpade Zeca, sê organizado! Num perca essa midida! Ancê tem mãos de
fada pra tirá uma midida!
O velho sapateiro, com voz pausada e tímida, respondeu:
- Num tem perigo, compade Tonico ! Enquanto existir prato esmartado pra
vendê, num vai fartá midida pros seus pés!

A jardineira que carregava o povo de Tabuí era
desengonçada. E põe desengonçada nisso. Mas o dono da dita cuja, o Vivaldino, homem
caprichoso e cheio das invenções, sempre tava arrumando uma melhoria na sua máquina de
ganhar a vida. Arruma daqui, arruma dali, a coisa foi melhorando. O máximo mesmo foi
quando ele inventou de colocar uma porta na traseira da dita cuja e uma catraca com o
cobrador no meio do corredor. Povo de Tabuí ficou tão orgulhoso da sua empresa de
transporte que nunca mais a jardineira viajou de banco vazio. Todo mundo queria
experimentar a novidade que, segundo se dizia, sem tirar nem pôr, era igual os coletivos
de Bel'Zonte. E Vivaldino, vivo pra danar, ganhando dinheiro. Carregava gente, galinha,
porco, pato, ovos, saco de carne, abóbora, tudo, em troca de uns trocados.
Foi aí que um dia entrou o velho Honorato com sua cara metade, a Honorina e mais umas
muquiças na jardineira. Indo pra Tabuí. Se ajeitaram como puderam. Jardineira quase
desmontava nas subidas e descidas. Ar parado. Sol do meio-dia. Calor de matar. Fedentina
braba. Poeira sufocante deixando todo mundo meio bazé. Honorina, de pandu cheio, vendo
aquilo tudo, sentindo aqueles cheiros, vendo as árvores passando de carreirinha, ouvindo
a conversa mole do Tõe Carapina, com bafo de cachaça misturado com cheiro da gasolina,
começou a sentir tonteira. Honório não teve conversa e soltou o verbo:
- Pára! Pára! Pára aí, Vardino!
Vivaldino, todo cheio de paciência, pára a condução, olha pra trás e pergunta:
- O quê que foi home de Deus?
- É a muié qui tá cum pobrema! Nóis vai descê um tiquinho! Péra aí!
Honorina desceu, respirou um ar mais puro, sem poeira e fedentina, e melhorou.
Toca a jardineira. Tõe Carapina, com a garrafa da Providência no bolso trazeiro, de
vez em quando dava uma bicada para molhar a palavra. Soltava o verbo e
ficava cada vez mais bêbado e chato contando potocas e piadas sem graça e até
inconvenientes. Ninguém mais tava agüentando sua conversa mole na parte traseira da
jardineira, de pé e trocando as pernas.
Aí é que entrou a madama. Gente fina, com jeito de cidadã. Todo mundo viu. Sapatos
de salto alto. Batom vermelhinho nos lábios. Bolsa das mais chiques no ombro. Vestido
verde, longo e decotado. E um perfume!... Ôta perfume! Daqueles que atraem qualquer
nariz.
Madame, toda dengosa, com passo de veada e nariz arrebitado, não olha pra ninguém. E
tava injuriada sentindo a capiauzada silenciosa de olhos pregados nela. Tõe Carapina, o
bebum, de butuca, ficou de boca aberta e foi seguindo a recém-chegada pelo corredor da
jardineira. Acontece que a madame, ao fazer força para passar na catraca, se descuidou um
pouquinho e deixou escapar um sonoro pum.
Todo mundo volta a olhar para a distinta, agora, com cara de surpresa e reprovação.
Mas nem precisava. Ela já não tinha onde botar a cara. Vermelha como um pimentão
maduro. Pum todo mundo solta mas, assim, vindo de uma madame, ele tinha uma cor muito
especial. Ela passa pela roleta, passa pelo Honório mais a Honorina e vai lá pra frente,
sem nem olhar de lado, tonta de vergonha.
Mas voltemos ao Tõe Carapina. Passa também pela roleta e vem vindo meio cambaleante.
Cai aqui, cai acolá... Senta no colo dum negão que lhe dá um chega pra lá. Aí vem pra
bem junto da madame e, todo serioso, dá mais uma bicada na Providência e, meio
consolativo, fala bem alto, pra todo mundo ouvir:
- Dona madama! Fica com vergonha não, tá? Hic!... Óia, todo mundo peida, sá! Óia,
motorista peida, cobradô peida, hic!... Eu peido, aquela véia peida... Hic!... Fica com
vergonha não, tá?
Madame não tinha onde colocar a cara. Honorina, quando viu ser citada como
"aquela véia"que peida e os passageiros olhando para ela com cara de riso, não
agüentou. Passou mal outra vez. Chamou o juca com todo o entusiasmo. Uma parte do
vomitado lambuzou o vidro e a outra foi misturar-se à poeira da estrada. Honorina cutuca
no Honorato e gunguna umas coisas tampando a boca com a mão. E o velho outra vez põe a
boca no mundo:
- Pára! Pára! Pára aí, Vardino! A muié tá com pobrema de novo!
- Que que foi dessa vez?
- É que ela foi lançá e gumitô a dentadura!
- Foi longe?
- Não... Foi bem alí acolá lá atrais! Dá uma macharré pa trais, dá Vardino!
Vivaldino engata uma marcha-ré na jardineira que volta sacolejando de má vontade uns
cem metros.
- Pára! Pára, Vardino! Foi aqui!
Honorato desceu. Procurou a danada da dentadura tempão danado enquanto a Honorina
ficou dentro da jardineira tampando, com a mão, a boca murcha. Depois de um bom tempo,
volta o Honorato, meio triste e com cara de nervoso.
- Uai, Honorato, num achô a dentadura não?
- Uai, sô! Inté que achá ieu achei! Mas num é que a rodera passô in riba e
ismigaiô ela?
(Eurico de Andrade é autor do livro Nós Sofre Mais Goza -
Causos de Minas, e colabora com a Jangada Brasil)

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