500 ANOS
O QUE HÁ PARA SE COMEMORAR?
Os povos indígenas que sonhavam com a terra sem males estão hoje sem terra e com
a alma invadida por muitos males. Males antes desconhecidos, nem supeitados: doenças,
fome, violência... Não há nada a comemorar, dizem eles: Eu tinha uma cultura de
milênios. Antiga como o sol, Como os montes e os rios, Da grande Lacta-Mama. Eu plantava
os filhos e as palavras. Eu plantava o milho e a mandioca. Eu cantava com a língua das
flautas Eu dançava vestido de luar. Enfeitado de pássaros e palmas Eu era a cultura, em
harmonia com a Mãe Natureza. E, por isso, eles afirmam: "Não vamos concordar com
essas comemorações dos 500 anos, porque isso significa comemorar o extermínio dos
nossos povos". Há portanto, apenas muito que chorar e muito que lutar. O lamento
desses povos não se chama desistência. Ao contrário, chama-se Resistência! É hora de
organizar a Esperança! É hora dos povos indígenas mostrarem que já existiam antes da
invasão e continuam a existir, hoje, 500 anos depois. Apesar dos massacres, apesar da
discriminação, apesar de lhes serem negados direitos básicos de existir de acordo com
sua cultura. Quanto a nós, que hoje pretendemos viver essa data, compete apenas uma
tríplice atitude de memória, remorso, compromisso. Pelo silêncio das flautas e tambores
nas noites das aldeias, pela morte da alma destes Povos, que nosso compromisso seja de
fraternidade e justiça!
(Elizabeth A. Rondon Amarante - Conselho Indigenista Missionário)
Março
1999 - nº 07:
Fandangos; Serração da velha; Bataclan;
Baile da aguardente; A dança dos tangarás; O vocabulário da jangada; Vendedores de
caldo de cana; O ritual dos bebedores; Velhos sobrados adormecidos; Receitas com cachaça;
Tradições sobre a lua; Curadores de rasto; Mau-olhado; Parlendas; O Jogo do Anel;
Cantigas de Roda; Cana-Caiana; Os nomes da cachaça;
Fevereiro 1999 - nº 06:
Entrudo; Cena de Carnaval; O
Zé Pereira; Festa de Iemanjá; Cego Aderaldo; Negrinho do pastoreio, Cerâmica dos
índios marubo; Ferrador de cavalos; As casas de Recife; Dez alimentos de terreiro; Jantar
no Brasil; Coisas que não se deve fazer; Banhos de cheiro; Ex-libris infantis;
Pinicainho; João Pacífico; Seleção de músicas de carnaval.
Janeiro
1999 - nº 05:
Procissão dos Navegantes; Folia de
Reis; Jacaré de Assombração; O trabalho e as cantigas das destaladeiras de fumo; O
macaco e o rabo; Como Pedro Malasartes fez o urubu falar; Como era fabricada a cal; O
pequeno jornaleiro; Os quintais de Belém; Cortesias e obrigações; As
casas de pasto; Receitas com abóbora; Amuletos; Cantigas de roda; Almanaque Laemmert;
Folclore dos números; Oração para casar.
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Tradições com Judas:
A queima do Judas, uma tradição
dos municípios de São Paulo.
O viajante e artista francês Jean-Baptiste Debret descreve suas impressões sobre
o Judas no
Sábado de Aleluia, no Rio de Janeiro do século XIX.
Judas
Ahsverus. Euclides da Cunha escreve sobre a tradição dos seringueiros do Alto Purus
no sábado de aleluia.
Festança:
Nossa Senhora da
Penha na vida popular capixaba. Um texto de Marisa Lira
Cancioneiro:
O desafio entre os gaúchos Malaquias e
Agache, em uma festa de casamento.
Imaginário:
19 de abril, dia do índio. Gente Tária, uma lenda contada
pelo tuixaua Kaire, explicando a origem do povo tariana.
Oficina:
A pesca
de espera é uma forma simples e curiosa de pesca fluvial praticada em vários rios
capixabas.
Palhoça:
19 de abril, dia do índio. A habitação dos índios brasileiros
em dois textos. O relato de Hans Staden, no século XVI, e a descrição dos professores
ticuna, em 1998.
Colher de Pau:
Descubra quem foi a inventora da mãe benta, e duas do
bolinho tradicional da culinária brasileira.
Panacéia:
- "Para eles, tudo foi conseqüência da intervenção diabólica, ou
advertência divina aos que, desrespeitando a Sexta-Feira Santa, se haviam entregue ao
jogo
". Simões Lopes Neto descreve as superstições de Sexta-Feira Santa.
...e você ainda vai ver nessa edição: |
A arte de Zé Limeira, o poeta do absurdo.
Conheça vários apetrechos uilizados na prática da tecelagem manual.
Os truques do jogo de truco.
Jean-Baptiste Debret descreve uma cena de uma Quarta-Feira Santa, nas igrejas do
Rio de Janeiro do século XIX.
O "consultório" e as receitas do doutor das raízes.
32 estranhas
simpatias para cuidar da saúde.


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Dia da Mentira:
Os Grandes
Atochadores; João
da Curva; As verdades de Militão Fagundes
Casos de Minas por Eurico de Andrade:
As
Medidas Perdidas e Jardineira: A Arca de Noé
- Matutices
- Anedotas
- No
estradão
- Provérbios
- Epigrama
- O Ateu e
o Santo
- Pregão
- O
Compadre Defunto

Trava-línguas; Jogo do Pião; Dindinha da Lua;
Cantigas de Roda;
Adivinhas
- Varal de avisos
- Cartas dos
leitores
- A
Jangada na rede
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